Concepção artística do Futuro Helicóptero de Transporte Pesado que está sendo desenvolvido pela Eurocopter. (Foto: Eurocopter)

A Eurocopter vem realizando estudos de redução de riscos em seu Futuro Helicóptero de Transporte (FTH – Future Transport Helicopter) projeto atualmente sendo trabalhado em conjunto com a Boeing.

O trabalho de pré-design do raramente discutido gigante com dois rotores em tandem foi concluído e a empresa está agora aguardando o próximo conjunto de exigências do pessoal da OTAN, que está sendo esperado para o final do ano.

“Estamos trabalhando para as necessidades do pessoal da OTAN, da França e da Alemanha, mas também pensando nas exigências do programa JMR-Heavy do Exército dos EUA, sendo essas muito similares as exigidas pela OTAN”, disse Hans Weber, vice-presidente do Programa de Helicópteros de Transporte Pesado da Eurocopter, durante o ILA Berlin Air Show.

A seção transversal do FTH exposta no stand da Eurocopter no ILA Berlin.

No stand, a empresa está exibindo uma pequena seção transversal da fuselagem da aeronave para demonstrar o seu potencial tamanho, caso a aeronave seja fabricada. A Boeing, parceira da EADS no projeto, tem cooperado para explorar o negócio por anos, mas a exibição da cabine parece ser novidade na ILA.

“A Eurocopter tem trabalhado com a Boeing nos últimos anos para explorar o projeto de estruturas e tecnologias para o requisito do Futuro Helicóptero de Transporte na Europa”, segundo um comunicado da Boeing. “Juntas, as empresas reuniram-se com representantes de vários países para determinar se o mercado pode sustentar um amplo programa de desenvolvimento de aeronaves com base em um projeto conjunto do rotor.”

A seção transversal, construída por engenheiros da Eurocopter Deutschland nas instalações em Donauwörth e Ottobrunn, tem aproximadamente um metro de comprimento, mas é grande o suficiente para acomodar um veículo blindado sobre rodas ou um container ISO.

O trabalho de desenvolvimento para a seção de fuselagem foi financiada pelo Instituto Federal de Tecnologia de Defesa e Aquisições (BWB). Diagramas mostrados no ILA dão ao FTH uma maior cabine do que a do Sikorsky CH-53K e do Alenia C-27J Spartan.

A seção exibido no ILA não tem piso e nem bancos, e pesa apenas 60 kg. Weber acredita que seria possível para o FTH transportar uma carga de 18.000 kg numa aeronave com um peso máximo de decolagem de 33.000 kg. Em comparação, o russo Mi-26 pode levantar uma carga de cerca de 20.000 kg, mas o seu peso máximo de decolagem está perto de 54.000 kg.

A capacidade de carregar os containeres ISO é considerada uma operação útil.

Vista lateral do Future Transport Helicopter divulgada pela Eurocopter durante o ILA Berlin 2012.

“Nós podemos certificar a aeronave para poder transportar estes recipientes, mas se pudermos encaixar diferentes recipientes com assentos VIP, ou um posto de comando, somos capazes de oferecer uma capacidade multi-missão para o cliente com o custo de certificação ISO”, adiciona Weber.

As reduções de custos de desenvolvimento poderiam surgir da obtenção de uma certificação civil para aeronave, que clientes militares poderiam então se beneficiar para colocar a aeronave em serviço. A Certificação Civil também poderá tornar a aeronave atraente para possíveis clientes civis.

A crise financeira global está atrapalhando as ambições dos ministérios da defesa em todo o mundo, e poderia colidir com as esperanças de Berlim para um grande helicóptero capaz de carregar sua artilharia em torno do campo de batalha internamente. Um plano de backup para o país poderia ser considerar opções prontas no mercado que reduziriam o custo de desenvolvimento.

Se as ambições da Alemanha para um grande helicóptero de última geração começarem a diminuir, a Sikorsky provavelmente vai lançar o projeto CH-53K existente e a Boeing provavelmente vai recorrer ao seu modelo CH-47F, com opções considerando tanto uma cooperação industrial na Alemanha inclusive para a fabricação.

“Este projeto é importante porque vai oferecer uma nova geração de helicópteros de transporte pesado. Estamos vendo agora os caças de quinta geração atuais, mas tipos como o Chinook ainda são de primeira geração”, acrescentou Weber.

Fonte: Shephard / Aviation Week – Tradução e Adaptação do texto: Cavok

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5 COMENTÁRIOS

  1. Oh, que original! A "redução de custos" fez a Boeing/EADS projetar um heli que nada lembra o Chinook. É como se a GM e a Toyota se unissem para relançar a Veraneio, porém, esticada e atualizada…

    • Bem vindo a globalização, teremos o novo Chinook europeu e os dois ganham dinheiro.

      Esta Boeing está atirando para todo o lado, e acertando.

  2. A minha opinião, isso já aconteceu ANTES em vários projetos europeus no passado em que empresas americanas foram convidadas a "ajudar" no seu desenvolvimento…
    E com o tempo os malvados franceses já APRENDERAM a lição e os ingênuos alemães ainda NÃO.

    Eles (YANKKES) ficam em excelente posição para conhecer QUEM decide na Europa sobre a necessidade do programa e para propor constantemente "problemas tecnológicos insolúveis" e inviabilizar por dentro do programa nacional europeu.

    No final eles propõe aos dirigentes europeus o seu produto Chinook muito bem adaptado as necessidades européias… Pelo conhecimento "adquirido" na participação "ABSOLUTAMENTE ISENTA" no programa original.

    Já vi este filme ANTES…

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