O F-5EM sobrevoa Canoas com o MICLA-BR. (Foto: Rafael Luiz Canossa / Cavok Brasil)

Foi flagrado hoje (30/09) nas proximidades da Ala 3 (Base Aérea de Canoas) um caça F-5EM instrumento e equipado com o MICLA-BR (Míssil de Cruzeiro de Longo Alcance).

O caça realizou várias órbitas sobre a cidade de Canoas e também sobre o Aeroporto Internacional Salgado Filho, em Porto Alegre. O registro foi feito pelo spotter Rafael Luiz Canossa que cedeu a imagem para divulgação no Cavok.

A Força Aérea Brasileira (FAB) confirmou dias atrás que está desenvolvendo o míssil de cruzeiro de longo alcance em parceria com a Avibras. O MICLA-BR terá alcance de 300 quilômetros e poderá ser lançado a partir de aviões e plataformas de superfície. O prazo de conclusão não foi revelado pelo serviço.

A Avibrás apresentou o projeto no dia 24 de setembro, em Brasília. Na foto a apresentação no stand da Avibrás durante a LAAD 2019. (Foto: Roberto Valadares Caiafa / Tecnodefesa)

O equipamento terá orientação via GPS, sensor infravermelho e radar. O Brasil não tem tradição em produzir mísseis de defesa. Quando concluído, o país se juntará ao grupo formado por Estados Unidos, Rússia, China, Japão, Irã, Paquistão, Índia, França e Israel.

O conceito do míssil foi apresentado na audiência pública realizada na terça-feira (24) em Brasília, na Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional (CREDEN), com o tema “Pressupostos da Soberania Nacional”.

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29 COMENTÁRIOS

  1. Mais um claro exemplo de que capacidade técnica e pessoal capacitado o nosso país possui, o que falta é INVESTIMENTO!!

    • Investimento privado sim, a grande parte do empresariado brasileiro é medíocre.
      Quanto a investimento público, ai eu discordo, tem muita grana o problema é que é mal administrado e roubado também..

      • Ora, mas no setor militar e espacial o que move a engrenagem é justamente o investimento público, no caso o feito por forças militares, agencias e institutos espaciais.

        Por que um empresário BR iria investir em alguma coisa que sabe que não será comprada pelas FAs? A velha Engesa não está aí como prova…

        Sobre a questão da corrupção eu concordo mas também é um negócio que precisa ser resolvido porque o setor privado não vai salvar o mundo.

      • Amigo fiquei sem entender… vc quer que o empresariado brasileiro arrisque seu capital na criação de produtos bélicos que tem como clientes apenas forças armadas?? Detalhe… vc quer a iniciativa privada concorra com empresas estrangeiras já consolidadas no mercado e que tem seus países de origem os seus principais clientes mas que aqui no nosso país ela não possa contar diretamente com pedidos das nossas forças armadas? É sério isso amigo? Pra mim o problema parte das nossas forças armadas que gerenciam muito mal o capital que recebe e por isso quase não sobra dinheiro para investimento, sendo assim, nossas forças não criam demanda, elas se equipam de décadas em décadas, agora vá explicar para um empresário que a empresa dele vai ter pedidos internos uma vez a cada 15 ou 20 anos, enquanto isso ele fica bancando os funcionários coçando na produção.

        • Respondendo ao colega e ao Regi;

          Sou contra, incluindo esse caso da matéria, não é justo pegar dinheiro do povo e DAR as empresas envolvidas para que elas criem um produto qual na maioria das vezes não estará em pé de igualdade aos concorrente pois obviamente conhecimento demanda tempo.

          Isso é subsídio, isso é vergonhoso! Sou contra subsídio em todas áreas.
          Podem discordar, para mim ou a empresa se arrisca sozinha com empréstimo ou nem tenta, ah mas é produto nacional, grandes merd@s, faça como a maioria e pega um empréstimo com juro alto como a maioria dos cidadãos que estão bancando esses projetos, qual no fim as forças irão comprar uma duzia de vetores.

          Ao fechar o mercado brasileiro os milico (quem diria kkk) criaram um demônio chamado empresário brasileiro, deu em alguma coisa? Deu, BILHÕES PERDIDOS com desoneração na zona franca de Manaus criada pelos milico obvio, as empresas pararam no tempo, não se reciclaram e agora so sobrevivem se o povo bancar, BRASILLLL

          • Tem que falar isso pras empresas americanas que na prática são estatais recebendo gordos contratos do governo. Até ajudam financiando em pequenas parcelas com um treco chamado FMS para qdo vão exportar

            • Um monte de empresa americana, um monte mesmo, até as conhecidas nos anos 50, fecharam pois faziam grandes empréstimos para entrar nas concorrências e dai nao ganhavam e acabavam tendo que pedir falência, na melhor das hipóteses eram abocanhadas pelas maiores..
              Mas nada é perfeito, tem "uns" por baixo do pano..

            • Com certeza, a empresa deveria fornecer o equipamento de graça.

              É um absurdo a empresa cobrar.

              • As forças armadas lançam uma licitação. Uma empresa ganha, logo ela é estatal.

                Da última vez, a Boeing deveria fornecer aeronaves militares para força aéreas privadas.

          • Acho que o problema são estes programas fantasiosos brasileiros. Vários anos depois, ou não dá em nada ou o produto é horrível e caríssimo.

            Se (no mundo da carochinha) houvesse um gerenciamento do programa com prazos e meta claras que garantisse um produto militarmente efetivo que fosse aceitavelmente mais caro, ok.

            Mas sabemos que em regra, se há um produto, ele é defasado ao ponto de inútil e várias vezes mais caro que os concorrentes.

            Outro problema é a falta de foco. São dezenas de programas mirabolantes que mesmo que houvesse verba para toca-los, não haveria dinheiro para compra-los.

            Esse caso da mectron, se tivesse se ficado míssel IR (ou o piranha ou o A-Darter), entrado e serviço e evoluído.

            A bagunça começa por dois mísseis que fazem a mesma coisa.

          • A marinha teve a oportunidade de viabilizar um estaleiro nacional com a fabricação de opv e corvetas de 1.100 a 1.800 tons baseados no mesmo projeto. Pelo menos 12 que garantiria o dique ocupado por muitos anos.

            Preferiu transformar a corveta em fragata. Quem ganhou, com sorte fabricara as 4 e fechará depois.

            Nem vale a pena falar do prosub.

            A FAB deveria ter investido em armas e sistemas. Preferiu fabricar o KC e o Gripen.

            Onde a manutenção da F414 vai ser feita?

            Onde os KC 390 vão ser alocados? A FAB nem tem esquadrão para os 30.

            E a kombosa velha de guerra? Quantas a apertafurobras vendeu com o incentivo do molusco?

            Aí reclamam que não tem dinheiro.

            • "Onde a manutenção da F414 vai ser feita?"
              Não faz pergunta difícil! ahahah, aposto que se um parafuso espanar vão ter de trazer algum eng. da Suécia.

              "E a kombosa velha de guerra? Quantas a apertafurobras vendeu com o incentivo do molusco?"
              Sabe que tenho curiosidade de saber por quanto saiu a Kombosa? No fim das contas, será que saiu pelo preço de um CH-53K

              • Nem adianta fazer essa conta. É que, no lisarB , tudo é superfaturado.
                O Caracal saiu pelo preço de CH-53K.
                Mas, se tivesse encomendado CH-53K, esse teria saído pelo preço de um 747.
                Se comprasse 747, sairia pelo preço de um USS Gerald Ford.
                E por aí vai.

          • Infelizmente certos projetos necessitam de investimento público. Alguns projetos podem sim ter similares estrangeiros mais eficientes e baratos, mas no caso do MTC-300 e do MICLA não acredito que consigamos similares estrangeiros por causa do MTCR. Os militares alegam que o MTC terá um alcance superior a 300Km e provavelmente a versão AR-SUP deverá ter um alcance ainda maior. Esse alcance poderia ser estendido conforme Nossas necessidades (e claro, os limites do projeto) O contra seria que essa versão com maior alcance não poderia ser exportada, sendo o único cliente nossas próprias FA.

          • Eu entendi o que vc disse, porém vamos pegar o caso do KC-390 e vamos esquecer, por ora, que o governo também é acionista da Embraer, desenvolver o cargueiro para simplesmente mostrar aos brigadeiros e ver se eles compram não funciona! O cargueiro só foi desenvolvido pq havia um comprometimento real da FAB para com o mesmo, aliás se pegarmos qualquer negociação de armamento ela sempre envolve governos, não é simplesmente uma negociação direta entre as forças armadas de um país e um fabricante de sistemas de defesa internacional. Se a negociação fosse assim aí eu concordaria com o que vc disse, mas na prática não é assim que funciona o mercado bilionário de defesa. Tudo passa pelos governos, por isso a necessidade do capital público financiar o desenvolvimento de sistema de defesa nacionais. É o dinheiro público indo para a iniciativa privada? Sim! Mas é assim aqui e em qualquer outro lugar do planeta. Agora sim concordo com vc… não adianta criar um sistema de defesa nacional completamente inferior a análogos internacionais e que custa 1,5 mais. Isso é burrice! Por isso que não compensa pagar o desenvolvimento de um caça nacional (como já vi gente defendendo), alguns sistemas de armas podem ser fabricados em território nacional e não ficam muito atrás de análogos estrangeiros nem em preço como em qualidade e eficiência, compensa para tudo? Nem em sonho!

            • Concordo, entendo a apinião dos colegas, sei que é assim, é até inocência" de minha parte mas eu não sou a favor do sistema, de pegar dinheiro do contribuinte e dar a uma empresa privada. Mas gostaria de por um asterisco nisso, quando a tecnologia é fundamental, por exemplo os misseis, ai sim eu vejo uma necessidade real a se investir, diria que são um investimento consciente.
              Não vejo o Gripen e o Kc como essencial, poderiam sem duvidas vir de prateleira, ja os misseis são sistemas tão versáteis em suas tecnologias, bem mais barato e menos complexos.

  2. Temos que voltar a ter uma forte industria de defesa! Que esse projeto siga adiante!

    • Amigo pra isso ocorrer precisamos que as forças invistam mais em aparelhamento, coisa que elas não fazem, pq não fazem? Pq falta dinheiro? Pq falta dinheiro? Pq as três forças gerenciam mal o que recebem do gov. federal, elas preferem que quase 80% do capital recebido já seja destinado e travado em folha de pagamento. Passa ano, vai ano, a folha continua igualzinha, já o orçamento flutua junto com a saúde da nossa economia, estamos em vacas anoréxicas, certo? A FAB está voando menos, a MB navegando menos e o EB também (por falta de capital e de sucateamento do maquinário bélico), a MB é um bom exemplo, o número de meios de superfície encolheu, o número de meios operacionais encolheu ainda mais, mas engraçado que não houve corte de pessoal, eles acumulam menos tarefas mas mantem o mesma quantidade de "funcionários" é a "empresa" dos sonhos de todo sindicalista! kkkkkkkkkkkkk

  3. Melhor sorte a ele do que ao MAR-1…

    Falando nisso, será que nenhum paquistanês não coça a cabeça, ao ver esse citado ex-Mectron embaixo da asa, imaginando: "será que esse negócio funciona mesmo contra um radar?"… A quantidade de clientes-usuários assusta. 😀

    • Seguramente eles testaram de alguma forma, nao pagariam milhões em algo que não ter certeza da eficácia.

        • Juro que não sabia…
          Imaginei que o motivo fora o foco no MANSUP e segundo o comentário de um colega do link, parece que foi mesmo.
          Segundo umas materias que eu vi, os anti radiação são a jóia da coroa no quesito míssil.

          • A mectron capotou e as verbas militares encolheram. Muito otimismo com vários projetos simultâneos.

            Primeiro, o básico, IR de curto alcance, depois vai pra radar ativo e médio.

            • se não me engano, devido a complexidade os america so vende os MAR para os parça mais chegado.
              Como voce disse, depois do IR deviam ir pro radar ativo e médio, mas só tem gênio no comando, pelo amor…

  4. Nem de perto o F5 é uma plataforma adequada para esse tipo de armamento e missão. Talvez o A1, mas penso que um Gripen deveria ser arrendado para esse fim.

    • Talvez não. Mas independente da plataforma de lançamento os testes provavelmente são para os sistemas do míssil e não da integração dele ao F-5. Certamente que depois que o míssil estiver operacional será integrado ao Gripen. Somente para fins de testes, não faz sentido o arrendamento de um Gripen para este fim.

  5. Imagina quanta pista o F-5 usou para conseguir decolar com esse trem desse tamanho debaixo dele kkkkkkkkkkkk

    • Na verdade, foi o míssil que decolou com um F-5 nas costas rsrsrsrs

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