Caça embarcado Su-33 durante a chegada no aeródromo em Murmansk.

Os primeiros pilotos da frota de aviação do norte da Marinha Russa partiram com suas aeronaves na quinta-feira (2) do porta-aviões Almirante Kuznetsov e retornaram para a base na região de Murmansk, após completarem a missão na Síria, conforme comunicado da agência da frota no dia 3.

Recepção dos pilotos da Frota do Norte da Marinha da Rússia.

Dentre as aeronaves estavam caças Su-33 e MiG-29K, e helicópteros Ka-52, Ka-29 e Ka-27. Todas aeronaves partiram do porta-aviões que está estacionado no Mar de Barents e seguiram em voo até o aeródromo de Murmansk. De acordo com o canal de TV russo Rossiya-24, os primeiros a chegar no aeródromo foram 3 caças MiG-29K e um Su-33.

Uma cerimônia foi organizada para recepcionar os tripulantes, com a presença das famílias, do comando da Marinha Russa e da Frota do Norte, além de representantes de autoridades locais, veteranos de guerra, alunos e estudantes.

Desde o dia 8 de novembro de 2016, o grupo do porta-aviões da Frota do Norte composto pelo Almirante Kuznetsov, o cruzador de mísseis nucleares Pyotr Veliky e os navios de guerra anti-submarina Severomorsk e Vice-Almirante Kulakov, bem como os navios da Frota do Mar Negro, embarcações auxiliares e mais de 40 aeronaves, realizadas missões de combate ao terrorismo na Síria.

Durante dois meses, os pilotos realizaram 420 incursões de combate, entre elas 117 a noite, bem como 750 incursões para tarefas de busca e resgate e transporte. Quase todos os voos foram realizados em condições climáticas difíceis. Mais de 1000 alvos terroristas foram atingidos. Essa foi a primeira vez na história da Marinha russa que os aviões do convés de voo do Almirante Kuznetsov realizaram missões de combate através de ataques aéreos contra instalações terrestres. Duas aeronaves foram perdidas em acidentes durante a missão.

Os ataques foram realizados contra quartéis-generais e postos de comando dos terroristas, bem como também equipamentos militares, postos avançados de artilharias e fortificações.

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9 COMENTÁRIOS

    • Uma parte da missão sim, que é libertação da cidade Aleppo.

  1. Os desdobramentos se dão sob os climas mais adversos possíveis. Ótima matéria!

  2. Mesmo estando num conflito de baixa intensidade nos céus, é visível o reconforto dos familiares com a volta.

  3. Missão cumprida sim. Muito aprendizado com certeza. FULCRUMS e FLANKERS, os mais belos aviões que existem.
    Essa cor laranja no macacão, porque?

    Saudações Senhores !

  4. 420 missões de combate em 2 meses dão 7 por dia, pra uma missão que tinha como real objetivo criação de doutrina parece bom

  5. Se bem que boa parte dessas missões acabaram sendo realizadas a partir de um aeródromo em terra, mesmo assim deve ter servido de aprendizado para a marinha russa. Principalmente do que "não fazer".

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