O Airbus A320-200 da LATAM atingido por granizo durante voo entre o Brasil e o Chile. (Foto: Siular, via AvHerald)

Uma aeronave A320-200 da LATAM Airlines, com prefixo brasileiro PR-MHP, que realizava o voo entre São Paulo (Brasil) e Santiago (Chile) teve que alternar na quarta-feira (31/10) para o Aeroporto Internacional de Ezeiza (Argentina) depois de atravessar uma tempestade de granizo que causou a ruptura do pára-brisa e danificou o radome, a tampa que protege o sistema de comunicações localizado no nariz do avião.

Segundo o site AvHerald, o incidente foi registrado quando o voo JJ-8050 cruzava a província argentina de Misiones. O avião estava a caminho no nível de voo 300 (FL300, 30.000 pés) a cerca de cinquenta milhas náuticas ao sul de Posadas (Argentina) para se desviar do clima que se direcionava pelo sul. Virou novamente para o sudoeste (mudando também os níveis de voo de FL320 para FL340 e para FL300) quando a aeronave encontrou turbulência e granizo.

A frente da tempestade forçou o comandante do avião a tomar medidas evasivas e redefinir o curso devido aos danos causados pelas pedras no avião.

O avião, um Airbus 320 pousou às 04h50 no terminal internacional do aeroporto em Buenos Aires, e não foi registrado ferimentos em nenhum passageiro ou membros da tripulação, de acordo com o Comitê de Investigação de Acidente de Aviação Civil (JIAAC), que assumiu o caso após o ocorrido.

Ana Pamela Suárez, presidente do JIAAC, disse a um canal de notícias a cabo que “o procedimento de emergência foi a alternativa mais conveniente que o piloto realizou”.

Embora não tenha sido confirmado ainda pelo conselho de investigação, a aeronave teria sofrido uma queda abrupta de cerca de 1.500 metros como resultado da turbulência.

No momento que o A320 da LATAM Airlines passou pela tempestade, a cidade de Posadas estava com alerta de rajadas de vento de 150 quilômetros por hora.

Segundo um funcionário da companhia aérea, “o avião ficará temporariamente fora de operação para revisão, e os passageiros que viajavam para Santiago do Chile foram transferidos para outros voos comerciais”.


Nota do Editor: Pergunta aos especialistas: o radar meteorológico da aeronave não detecta este tipo de formação de gelo nas nuvens?

8 COMENTÁRIOS

  1. Em resposta ao editor, acho que deveria. Achei estranho o texto informar que sob o radome fica o sistema de comunicações e não o radar meteorológico.

    • realmente, no radome fica o radar meteorológico e as antenas do ILS.

  2. Posou por instrumentos só pode, pq como ia ter visual com esses vidros?

  3. Alguém realmente se confundiu. Nesse nariz de fibra de carbono (com Kevlar) há várias antenas do sistema de navegação, inclusive a principal, a antena do radar meteorológico (weather radar) Honeywell RDR-4000, com supostos 630 km de alcance….

  4. Uma duvida, qual o procedimento nessa situação, seria rezar, baixar a altitude e diminuir a velocidade, ou rezar e continua no mesmo plano até sair a tempestade?

  5. O bichão sofreu, mas aguentou o tranco…. Acredito que vai ter vaga de piloto na empresa.

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