Depois de quase 50 anos história, a aeronave IA-58 Pucará, projetada para missões de apoio a tropas terrestres, terminou sua história na Força Aérea Argentina como aeronave de ataque e agora poderá começar uma nova etapa com o nome simbólico de Phoenix.

Hoje (04/10), a Base Aérea de Reconquista, em Santa Fé, marcou o encerramento oficial do capitulo do guerreiro Pucará na história da Força Aérea Argentina, que começou 1974 com o primeiro voo. O evento, contou com a presença do alto comando militar do país, começando com a revista de tropas treinadas e a entonação do Hino Nacional da Argentina. Durante esta cerimônia, o comando argentino informou que a aeronave será modificada para cumprir missões de reconhecimento e renascerá com o nome de IA-58 Phoenix.

Duas aeronaves IA-58 Pucará, juntamente com suas tripulações, foram recebidas pela equipe local para participar da cerimônia de despedida do sistema de ataque Pucará.

O IA-58 Pucará foi projetado e construído na então Fábrica de Aeronaves Militares (FMA), hoje a Fábrica de Aeronaves Argentina “Brigadeiro San Martín” SA (FADEA) da cidade de Córdoba, cujo nome quíchua significa “força”.

A lendária resistência estrutural do Pucará, equipada com uma cabine blindada, protegeu os pilotos que prestavam apoio aéreo aos soldados argentinos durante a Guerra das Falklands/Malvinas.

Sua produção durou de 1974 e 1999, com um total de 107 aeronaves construídas. O primeiro voo ocorreu em agosto de 1969. Na Força Aérea Argentina, o sistema de armas está em operação desde 1975, permanecendo em serviço por 44 anos.

A República Argentina exportou Pucará para o Uruguai, Colômbia e Sri Lanka; e sua participação na batalha aérea das Ilhas Malvinas, desdobrada do grupo de ataque 3 e operando na Base Aérea Militar de Condor, no porto de Darwin; onde realizaram missões de exploração, apoio próximo às tropas, escolta de helicóptero armado, exploração marítima e ataque a posições de artilharia, conseguindo atingir um helicóptero inglês.

Apresentação do IA-58 Phoenix, um Pcará modernizado para missões ISR.

A atualização do Pucará existente e sua conversão em IA-58 Phoenix inclui um avanço técnico-qualitativo, em um processo que vai de uma aeronave de ataque para outra que permita missões ISR (Inteligência, Vigilância e Reconhecimento).

“O Phoenix é a solução mais promissora que a Força Aérea Argentina encontrou para evoluir no século XXI na aquisição de recursos aéreos de busca, vigilância e inteligência”, disseram as autoridades.

Na modernização, as aeronaves manterão praticamente apenas suas células e receberão novos motores e novos equipamentos eletrônicos.

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10 COMENTÁRIOS

  1. Os argentinos têm problema para desapegar. Vão pegar uma aeronave de 40 anos, trocar motores, comunicação, navegação… para instalar sistemas de ISR dentro da fuselagem.

    É um pouquinho mais fácil usar uma aeronave moderna, mesmo que usada, e instalar os equipamentos no compartimento de carga. Tá cheio de King Air por aí.

    • Assim como os Brasileiros não "desapegam" com o Forever Five e dos americanos com seus B-52, A-10, C-130 e T-38…

      Os argentinos aproveitam a célula e dão utilidade e mais anos de serviço à algumas aeronaves…

      Muito melhor que comprar uma aeronave nova no mercado com capacidade semelhante…

      É fácil desapegar quando se tem dinheiro de sobra para fazer isto…
      Não é o caso dos hemanos e nem nosso no Brasil…

      E nem é tão questão de dinheiro, haja visto a quantidade de aeronaves muito mais antigas que o Pucará no inventário da USAF e dos planos americanos para revitalizar F-15, F/A-18 E/F e outras aeronaves para usá-las por mais uma ou duas décadas…

      E nem por isso se acusa os Yankees de ter dificuldade de "desapegar" de qualquer coisa…

      P.S. Só recentemente foi anunciado que os EUA estão deixando de usar o disquete de 8 polegadas nas instalações de mísseis americanas… Isso é que é falta de desapego de verdade…

      • F15 é o caça mais vitorioso da história. Passou a limpa por décadas em toda sorte de aeronave inimiga. Recebe atualizações regulares para se manter efetivo na arena moderna.

        Pucara é um alvo desde o primeiro voo.

        Realmente, é a mesma coisa.

    • Depende do cenário, o púcara, agora pheinix, so é "apenas um alvo" em cenários onde o ST também seria.

      • Não Leopard, me desculpe mas não…
        .
        Não vejo NENHUM cenário aonde o ST não sobressaia em muito o pucará..
        Os sistemas embarcados, contra medidas, RCS, desempenho de vôo, comunicações, etc..etc.. etc.. Ou seja, basicamente tudo no ST é muito, mas muito superior a esse projeto da década de 60.
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        É ele que está seriamente cotado pela USAF como ataque leve, não esse pucará..

        • Amigo ao manter isso voando eles pensam cenários onde enfrentariam uma ameaça com recursos limitados, uma guerrilha, aviões de narcotraficantes, barcos de piratas ou contrabandistas etc. Em um cenário destes estas aeronaves podem sim fazer a diferença.
          Tenho certeza que eles estão cientes que isso não serve para usar contra o Reino Unido.

  2. E o substituto do Pucará é o… Pucará.
    Mete um pintura novinha, troca o nome e voilà!
    Essa piada foi a melhor do ano.
    .
    Hoje as "forças armadas" da argentina (entre aspas e minúsculo mesmo) são apenas cabides de emprego, nada mais.
    Esses remendos são desperdício do já escasso dinheiro.
    O mais racional seria assumir logo a incapacidade, e as extinguir de vez, tal como fizeram Panamá e Costa Rica.
    .
    Assina um tratado de proteção com alguma potência, ou mesmo Chile, Brasil, para garantir o básico.. Sei lá..

  3. Cara, isso é sério mesmo?! Tem certeza que a fonte não é o Sensacionalista?

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