Aeronave Boeing 737-800 com 143 pessoas a bordo acabou parando dentro de um rio na cabeceira de uma base militar dos EUA na Flórida.

Um Boeing 737-800 com 143 pessoas que havia decolado da base norte-americana em Guantánamo, Cuba, acabou parando dentro de um rio raso em Jacksonville, Flórida, na sexta-feira (03/05), quando tentava pousar em uma base militar durante uma tempestade, ferindo 21 pessoas. Não houve relatos de fatalidades ou pessoas com ferimentos críticos.

Todos os 21 feridos foram levados para um hospital, onde segundo informações do Condado de Jacksonville, não correm risco de vida.

A aeronave 737-800 (N732MA) operava o voo LL293 da empresa Miami Air International que havia sido fretado para transporte de civis e militares da Baía de Guantánamo, em Cuba e estava com 136 passageiros e sete membros da tripulação, quando acabou parando dentro rio St. Johns, no final da pista de pouso da Estação de Aviação Naval de Jacksonville por volta das 21h40 (horário local).

Uma tempestade pesada estava se movendo através da área no momento do acidente. Uma pista molhada reduz o coeficiente de atrito entre a aeronave e a pista, o que aumenta a distância necessária para parar. De acordo com um NOTAM, os primeiros 300 metros da pista 10/28 estavam fechados. Isso significa que uma pista de 3.000 metros é reduzida para 2.700 metros. O rio onde a aeronave acabou parando estava cerca de 300 metros no extremo leste da pista 10.

O prefeito de Jacksonville, Lenny Curry, disse no Twitter que o presidente dos EUA, Donald Trump, o chamou para oferecer ajuda. “Nenhuma fatalidade relatada. Estamos todos juntos nisso ”, disse Curry em um tweet separado.

Uma passageira a bordo do avião, a advogada Cheryl Bormann, disse à CNN em uma entrevista que o voo, que estava com quatro horas de atraso, fez um “pouso realmente difícil” em Jacksonville em meio a trovões e relâmpagos.

“Nós descemos, o avião literalmente bateu no chão e quicou. Ficou claro que o piloto não tinha controle total do avião.”, disse ela, acrescentando que a experiência foi “aterrorizante”.

Bormann disse que ela bateu com a cabeça no assento na frente dela enquanto o avião se movia para o lado e para fora da pista. “Nós estávamos na água, não sabíamos onde estávamos, se era um rio ou um oceano”.

A base militar está situada na margem ocidental do rio St. Johns, a cerca de 13 quilômetros ao sul do centro de Jacksonville, no nordeste da Flórida, a cerca de 500 quilômetros ao norte de Miami.

A Miami Air International é uma companhia aérea charter que opera uma frota de aeronaves Boeing 737-800. A aeronave acidentada tinha 18 anos de uso. Representantes da companhia aérea não puderam ser contatados imediatamente para comentar a situação na noite de sexta-feira.

A companhia é contratada pelos militares para seu serviço de ida e volta duas vezes por semana entre os EUA e a baía de Guantánamo, disse Bill Dougherty, porta-voz da base de Jacksonville.

Voa todas as terças e sextas-feiras desde a Estação Naval de Norfolk, na Virgínia, até a estação aérea de Jacksonville e em direção a Cuba. Ele então voa de volta para a Virgínia com uma parada novamente em Jacksonville, ele disse.

O serviço de transporte normalmente leva militares, familiares, empreiteiros e outros civis viajando dos Estados Unidos para a Baía de Guantánamo. Mas as autoridades disseram que a mistura de civis e militares no avião que caiu não era imediatamente conhecida.

Um porta-voz da Boeing disse que a empresa estava ciente do incidente e estava coletando informações.

3 COMENTÁRIOS

    • Cara, lê a matéria para não passar vergonha, junto com seus amiguinhos que dão like.

      Primeiro que é o 737-800 e não o MAX.

      Mas vou resumir, 18 anos em operação este 737-800 tinha e tinha tempestade no local!