Um caça Mirage 2000-5 da Força Aérea Francesa intercepta e escolta um bombardeiro Tu-160 russo próximo da costa francesa. (Foto: Armée de l’air)
No dia 09 de fevereiro de 2017, dois bombardeiros estratégicos russos Tu-160 Blackjack voaram sobre águas internacionais e se aproximaram de uma centena de quilômetros da costa francesa, sem nunca entrar no espaço aéreo francês. Eles foram interceptados e escoltados por caças Mirage 2000-5 e Rafale da Força Aérea da França ao longo desta aproximação da costa francesa.

O alerta foi dado as 07h00 (horário local) pelo Centro de Operações da OTAN em Uedem (Alemanha), que entrou em contato com o Centro Nacional de Operações Aéreas de Lyon Mont-Verdun. Seis aeronaves russas voavam perto da costa norueguesa e foram rapidamente abordados pelo serviço operacional norueguês. Em seguida, 4 dos 6 aviões viraram e retornaram para a Rússia, enquanto dois bombardeiros russos Tu-160 Blackjack continuaram seu voo até o Reino Unido. Eles foram acompanhados pelos britânicos Eurofighter Typhoon. Contornando a Irlanda pelo oeste, os dois aviões russos então se direcionaram para Brittany.
 
Em paralelo, a partir das 7h30, a Alta Autoridade de Defesa Aérea (HADA) decidir enviar um Boeing E-3F Sentry para acompanhar o andamento dos aviões russos e também posicionar, em torno das 11h00, um avião tanque C-135 na área.

Por volta das 12h30, para interceptar dois bombardeiros russos perto da costa francesa, a HADA acionou dois caças Mirage 2000-5 da Base Aérea de Lorient para interceptar e escoltar os bombardeiros. Um Rafale da Base Aérea de Saint Dizier também se juntou à missão para uma intercepção às 13h00. Descendente em direção a Espanha, o dispositivo acompanhou os aviões russos até a chegada dos F-18 espanhóis antes que os bombardeiros russos começassem a sua viagem de regresso.

Essas interceptações e escoltas foram conduzidas pelo Centro Nacional de Operações Aéreas de Lyon Mont-Verdun, em estreita cooperação com ambos os centros de operação da OTAN do norte (Uedem) e Sul (Torrejón).

Durante esta missão de proteção do espaço aéreo, a Força Aérea Francesa utilizou dois Rafale, dois Mirage 2000-5, um avião tanque C-135 e um E-3F AWACS para garantir a soberania do espaço aéreo nacional francês.

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12 COMENTÁRIOS

  1. O custo que envolve essa operação, toda a coordenação necessária, etc. Esse russos dão um trabalho danado! 🙂

    • Mas é também um excelente treinamento para a prontidão e execução das interceptações por parte dos Franceses.

  2. Os russos devem dar risada e falar assim, la vem os aviões de tal país, agora é de outro país, e por ai vai. Eles fazem a mesma coisa quando passam perto do país deles, isso é rotina.

    • Estão só analisando as aeronaves o tempo de resposta. Numa boa, sem estresse.

  3. As imagens do Tu-160 com o Mirage são ótimas, perfeitas. O Mirage é um ícone das aeronaves de combate, um dos meus preferidos.

    • Eu os iraquianos, argentinos e brasileiros também gostamos lol
      ..é brincadeira

  4. Uma duvida, caso a aeronave entre em espaço aéreo não permitido, o interceptador pode obrigar o estrangeiro a pousar em seu país, existe algum amparo? Por exemplo, se o Vulcan não tivesse problemas, os forevis5 "banguela" poderiam forçar o pouso ou só acompanhar para fora….

    • Geralmente vc avisa ou dá alguma advertencia de que esta se aproximando e em seguida manda uma aeronave fazer a intercptação qdo entrou ou esta para entrar no espaço. Muitas vezes ao notar o erro, o avião pega uma rota de saída, ou sinaliza seu erro e sai do espaço aereo comunicando o operador. No caso dos Vulcans, ele veio até o Brasil pois não conseguiu se reabastecer e não teria autonomia suficiente nem para voltar a Ilha da Ascensão. Ninguem aqui o "obrigou" a pousar aqui.

      Logicamente, isso em um estado normal de relações entre países. Claro, um voo sem registro já se trata de algo ilicito e nesse caso vc é obrigado a pousar e dar devidas explicações.

  5. Os generais da OTAN agradecem , por conta destas molecagens eles mantem a prontidão de seus meios e garantem a renovação do seur oçamentos

  6. custa caro essas interceptações, por isso tudo no ar tem um custo astronomico

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