O vocalista da banda de heavy metal Iron Maiden, Bruce Dickinson, junto ao bombardeiro Lancaster no Canadá.

Bruce Dickinson subiu ao palco diante de milhares de fãs gritando em um show de Toronto lotado no último sábado à noite, mas o intrépido líder do Iron Maiden estava voando sobre Hamilton no premiado bombardeiro Lancaster do Canadian Warplane Heritage Museum antes de chegar ao palco.

O CEO e o piloto do museu, David Rohrer, disse que a aeronave da Segunda Guerra Mundial, apelidada de “Vera” por suas iniciais de voo (VRA), ocupa um lugar especial no coração de Bruce, informando a CBC News: “O primeiro modelo de avião que ele já construiu quando jovem era um Lancaster”.

O museu convidou Bruce para visitar suas instalações, que está ao lado do aeroporto de Hamilton, sabendo que ele é um grande adorador de aviação e da história e já foi bem divulgado que ele está atualmente voando com o Iron Maiden em torno da América do Norte em sua atual turnê “Book of Souls” que está na reta final, voando no 747 da banda, o Ed Force One.

As pernas anteriores da turnê viram o 747 voar em todo o mundo, para trinta e cinco países diferentes, incluindo paradas no Canadá, Estados Unidos, América Central e do Sul, China, Austrália, Ásia, África e Europa, atingindo todos os continentes, exceto a Antártida.

Bruce disse ao Wales Online no início deste ano que a emoção do voo parece totalmente diferente da emoção de estar no palco.

“A satisfação de voar com os aviões é de fazer o trabalho bem feito, mas a satisfação de tocar ao vivo é externa, olhando para todas as pessoas que estão olhando para você”, disse ele.

“Com um avião, tudo é interno. Se você tem passageiros, ninguém vai dizer ‘uau, não foi tão bom’. Eles estão pensando no resto do dia. Seu trabalho como piloto de linha aérea é entregá-los com segurança e ser invisível”.

O Lancaster em Hamilton, da década de 1940, é um dos dois estão em condições de voo no mundo. Foi construído na Victory Aircraft em Malton, Ontario, em 1945 e foi usado para treinar equipes aéreas e depois para patrulhas costeiras e trabalhos de busca e resgate, antes de ser aposentado em 1963.

O Warplane Heritage Museum comprou ele em 1977 por cerca de US$ 10.000. Uma equipe de voluntários liderada pelo construtor aeronáutico da Royal Navy, Norther Etheridge, passou onze anos a restaurá-lo antes de retornar ao voo no dia 24 de setembro de 1988.

Bruce passou a melhor parte do dia no museu, falando sobre aviação e assinando autógrafos para os fãs.

“Ele foi simplesmente inacreditável. Tão bom”, disse Rohrer. “Você podia realmente ver o quanto ele apreciava os aviões”.

Mas Bruce precisava garantir que ele voltaria a tempo para o show e teve o problema do trânsito congestionado voltando para Toronto, então ele voou no pequeno Cessna 172 de um amigo de volta para a Ilha de Toronto para voltar ao palco na hora.

“Que cara realmente interessante”, disse Rohrer.


Fonte: Metal Talk

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4 COMENTÁRIOS

  1. Bruce sendo Bruce. Admiro-o muito; não só como músico, mas também como amante da aviação. Ele é quase um "exército de um homem só": esgrimista, cervejeiro, cantor, compositor, piloto, escritor….

    • historiador, e se não me engano tem uma bela coleção de tanks da primeira e segunda guerra.

  2. Há alguns anos baixei pelo torrent um documentário sobre esse Lancaster, contando sua história, restauração e sua travessia voando do Canadá p/ a Inglaterra p/ realizar um vôo conjunto c/ o outro único Lanc em condições de vôo no mundo. Incrível!

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