Durante um dos voos para imprensa, foi possível fotografar os caças participantes, como o F-5EM e o AF-1B modernizado da Marinha. (Foto: Diego Alves / Cavok)

O Cruzeiro do Sul Exercise – CRUZEX 2018 – encerrou suas atividades na sexta-feira (30/11). O exercício organizado pela Força Aérea Brasileira permitiu o treino dos tripulantes  em combate aéreo em operações combinadas, ou seja, diferentes nações atuando em cenários de conflito de maneira integrada e cooperativa, promovendo a troca de experiências entre os integrantes das forças aéreas participantes. O Cavok esteve presente e apresenta aqui uma galeria de imagens exclusivas.

F-16 da FACH. (Foto: Diego Alves / Cavok)
A-37 da FAU. (Foto: Diego Alves / Cavok)
Mirage 2000 da FAP. (Foto: Diego Alves / Cavok)

“A CRUZEX permite o intercâmbio de competências operacionais. Além de estreitar os laços entre os países, possibilita agregar conhecimentos de outras nações que possuem experiências em cenários de ação conjunta”, afirma o diretor da CRUZEX, Brigadeiro do Ar Luiz Guilherme Silveira de Medeiros.

F-16 da ANG. (Foto: Diego Alves / Cavok)
RA-1 da FAB. (Foto: Diego Alves / Cavok)
H-36 Caracal da FAB. (Foto: Diego Alves / Cavok)

A CRUZEX é o maior exercício de combate aéreo multinacional e conjunto – pois também reúne Exército e Marinha – realizado pela FAB.  A Força Aérea Brasileira deslocou para a Ala 10 em torno de 70 aeronaves de múltiplas alas. Caças AF-1 da Marinha do Brasil participaram pela primeira vez do exercício.

CN-235 da Força Aérea Francesa e CC-130J da Força Aérea Canadense. (Foto: Diego Alves / Cavok)
A-29 Super Tucano da FAB. (Foto: Diego Alves / Cavok)
C-130 Hercules da FAB. (Foto: Diego Alves / Cavok)

Os cenários preparados para o treinamento envolvem guerra convencional e não convencional.  No cenário de guerra convencional, serão realizados os chamados “COMAOs”, sigla em inglês para Composite Air Operations, em que um ‘pacote’ com cerca de 40 a 50 aeronaves de naturezas distintas. As aeronaves decolam em sequência para – em tempo e espaço limitados – realizar missões com objetivos comuns ou complementares.

C-105 Amazonas da FAB. (Foto: Diego Alves / Cavok)
AF-1 da Marinha Brasileira. (Foto: Diego Alves / Cavok)

Uma das novidades desta edição da CRUZEX é a adição do treinamento em cenários de guerra não convencional, no inglês UW scenario– sigla para Unconventional Warfare, onde o combate é contra forças insurgentes ou paramilitares e não entre dois Estados constituídos. Trata-se de situações encontradas em missões onde atua a Organização das Nações Unidas (ONU).

“Ser capaz de entender como as outras nações operam com suas capacidades nos ajuda durante a crise”, disse o Tech. Sargento Kyle Bryant, da Guarda Aérea Nacional de Washington, especialista em sobrevivência, evasão, resistência e fuga da Ala de Reabastecimento Aéreo. “Trata-se de construir relacionamentos e é uma boa oportunidade para superar muitas das barreiras e terminologias linguísticas. Dessa forma, podemos estar no mesmo lado se e quando tivermos que utilizar essa capacidade conjunta.”

Jornalistas registrando as operações da aeronaves na Cruzex. (Foto: Diego Alves / Cavok)

Pátio da Ala 10 em Natal. (Foto: Diego Alves / Cavok)

Segundo o diretor do exercício, a importância para a FAB treinar esse cenário não convencional reside na possibilidade de o Brasil enviar aeronaves para integrar missões da ONU. “Se acontecer, precisamos estar preparados”, explica o Brigadeiro Medeiros.  A CRUZEX vai permitir aos brasileiros treinarem ao lado de militares estrangeiros que já realizam esse tipo de missão no contexto da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN).

Brasil, Canadá, Chile, França, Peru, Uruguai e Estados Unidos estiveram presentes com militares e aviões. Já Bolívia, Índia, Suécia, Reino Unido e Venezuela participaram como observadores. Portugal trouxe militares de forças especiais e, ao lado de Alemanha e França, ministrou palestras em um seminário sobre o emprego do poder aéreo em missões da Organização das Nações Unidas (ONU).

As equipes de terra, como os controladores aéreos táticos conjuntos (JTAC), também aprimoram suas habilidades ao estabelecer táticas, técnicas e procedimentos com outros JTACs de países como França, Portugal e Brasil.

Hawker 125-700 da FAU. (Foto: Diego Alves / Cavok)
KC-135R Stratotanker da USAF. (Foto: Diego Alves / Cavok)

Os participantes também reconhecem o valioso papel que esses exercícios colaborativos desempenham na construção de relacionamentos. Membros militares são capazes de formar novas amizades e continuar amizades há muito estabelecidas.

Confira as imagens exclusivas do exercício operacional promovido pela Força Aérea Brasileira (FAB) que reuniu 13 países e mais de 100 aeronaves durante duas semanas. Para saber quais aeronaves participaram, clique aqui.


Nota: O site Cavok Brasil agradece ao CECOMSAER pela oportunidade de nosso colaborador Diego Alves ter a possibilidade de cobrir o exercício, inclusive no Media Flight, que pode ser conferido nas imagens aqui.

3 COMENTÁRIOS