O último sobrevoo de aeronaves P-95 do Esquadrão Cardeal, durante cerimônia realizada no dia 16 de dezembro, na Base Aérea de Santa Cruz. (Foto: Mauro Lins de Barros / Cavok)

Na última sexta-feira, dia 16 de dezembro, uma cerimônia foi realizada na Base Aérea de Santa Cruz, no Rio de Janeiro, para marcar a desativação do 4°/7°GAV, o Esquadrão Cardeal, o qual nos últimos 13 anos voou com as aeronaves P-95 Bandeirulha. O amigo e colaborador Mauro Lins de Barros esteve presente na cerimônia e fez as belas imagens a seguir.

A cerimônia de desativação dos Cardeais contou com a participação de autoridades e de antigos membros do esquadrão. (Foto: Mauro Lins de Barros / Cavok)

A breve cerimônia foi presidida pelo Brig-Ar José Alberto de Mattos, Comandante da II FAE, e contou também com a presença do Coronel Arnaldo Silva Lima Jr, Comandante da Base Aérea de Santa Cruz, do Major Brigadeiro do Ar Wilmar Terroso Freitas, presidente da Abrapat, entre muitos outros oficiais e veteranos do 1° GAE e do 4°/7° GAV.

Duas aeronaves P-95 Bandeirulha sobrevoaram a Base Aérea de Santa Cruz na despedida do esquadrão. (Foto: Mauro Lins de Barros / Cavok)

Na cerimônia voaram dois aviões de patrulha P-95B, o FAB-7100 do 3°/7° GAV e o FAB-7107 do 2°/7° GAV. Após a desativação da unidade, os aviões do 4°/7° GAV serão entregues a outras unidades da Força Aérea Brasileira, e os Cardeais agora não voarão mais. Até o último dia de 2011, todo o pessoal do esquadrão já terá sido transferido. O último voo operacional do Esquadrão Cardeal foi realizado no dia 30 de novembro.

Durante 13 anos, o Esquadrão Cardeal voou com aeronaves P-95 Bandeirulha. (Foto: Mauro Lins de Barros / Cavok)

O nome do esquadrão foi dado quando um dos pilotos da unidade, que estava dando apoio ao translado dos Trackers junto ao 1º Grupo Aéreo Embarcado (GAE) chamou os pilotos dos P-16 de “Cardeais”, em virtude da semelhança do pássaro com o gorro vermelho utilizado pelos Oficiais Aviadores do 1° GAE. Naquela ocasião ficou marcado que no dia 28 de junho dos anos seguintes, os “Cardeais” se reencontrariam, criando assim o que é conhecido como “Ceia dos Cardeais”.

As aeronaves Bandeirulhas serão repassadas a outras unidades da FAB. (Foto: Mauro Lins de Barros / Cavok)

Para saber mais sobre o Esquadrão Cardeal, basta clicar no link aqui, ou através de um excelente livro lançado pela Adler-Books, “Os Cardeais”, escrito pelo amigo Mauro Lins de Barros.

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10 COMENTÁRIOS

  1. Ela está certa!

    Existe uma meta na FAB que é a de chegar ao contingente de 100 mil !

    Aviões consomem muitos recursos! Impedindo assim a FAB de ter mais generais…

  2. Engraçado que é mais facil desativar algo do que criar algo novo aqui no Brasil.
    Então jogão o resto de aviões que sobrou para outro lugar, cobrindo alguma outra baixa. Sendo que o certo seria ter renovado a frota toda ou até ampliado.

    • Com certeza Rafael, a FAB já possuia poucas unidades de patrulha (4) e somente uma (1º/7º GAV) possui real capacidade de combate com a incorporação do P-3 AM. Agora serão apenas três, num país que tem uma das maiores extenções litorâneas para vigiar e dar conta de patrulhar o mar territorial brasileiro e a ZEE que em alguns lugares ultrapassa as 200 milhas náuticas.

  3. Mas pensando bem é melhor desativar mesmo do que manter um Esquadrão voando só dois porcarias de Bandeirulhas, que já foi bom a muito tempo atrás..

    • Ué! Não é você mesmo quem diz: "…que venha qualquer coisa para a FAB"?

      Agora chama estas "qualquer coisas" aí de porcaria?

      :))

      PAZ!

      Legal saber que bastam 2 unidades para se formar um esquadrão. Porque então eu e minha irmã temos um esquadrão de carros, juntos, na garagem… 🙂

      Paz no trânsito também! 🙂

  4. Mais uma vez digo: É uma pena essa desativação. É a FAB encolhendo em vez de crescer.

  5. Outro dia alguém disse que o esquadrão seria desativado por que não tem missão. Ora, e a imensa área do pré-sal que se encontra quase toda dentro da jurisdição do 4º/7º GAv. Precisavam é ter comprado aviões mais capazes para o esquadrão.

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