As aeronaves de caça Kfir da Força Aérea da Colômbia na linha de voo da Base Aérea de Nellis, Nevada, sendo preparados para uma missão no Red Flag 12-4, no dia 18 de julho de 2012. (Foto: Staff Sgt. William P.Coleman / U.S. Air Force)

Os exercícios Red Flag trazem oportunidades de formação exclusivas para as forças aéreas de várias nações, e pela primeira vez, a Força Aérea da Colômbia abraçou essas oportunidades. A jornada que a Colômbia fez para participar do Red Flag começou há mais de três anos atrás, quando sua força aérea foi reconhecida pela sua capacidade de executar operações aéreas em ambientes complexos.

Um caça Kfir da Força Aérea da Colômbia chega na Base Aérea de Nellis, Nevada. (Foto: Staff Sgt. William P. Coleman / U.S. Air Force)
Os pilotos colombianos que estão participando do Red Flag 12-4 na Base Aérea de Nellis, Nevada. (Foto: Staff Sgt. William P.Coleman / U.S. Air Force)

“Nós queremos trabalhar questões de interoperabilidade com os nossos parceiros, e a Colômbia é um dos nossos maiores aliados no mundo”, disse o coronel Hans Palaoro, chefe da Missão da Força Aérea MILGROUP na Colômbia. “A Colômbia é um país que quer trabalhar conosco, e nós queremos trabalhar com eles. O Red Flag é o grande jogo, e sua força aérea sabe isso.”

As aeronaves Kfir da Colômbia viajaram até os EUA com o apoio de um 767 MMTT da Força Aérea Colombiana. (Foto: Staff Sgt. William P.Coleman / U.S. Air Force)

Cada exercício Red Flag envolve uma variedade de aviões de ataque, interdição, superioridade aérea, supressão de defesa, transporte aéreo, reabastecimento aéreo e de reconhecimento. O Red Flag proporciona um “campo de batalha” em tempo de paz dentro do qual as forças de combate aéreo podem treinar.

Os caças Kfir estão participando do Red Flag como parte do país “azul”. (Foto: Airman 1st Class Jason Couillard / U.S Air Force)
Um caça Kfir da Força Aérea da Colômbia retorna de uma missão no dia 17 de julho. (Foto: Airman 1st Class Jason Couillard / U.S. Air Force)

As aeronaves e as equipes implantadas na Base Aérea de Nellis para o Red Flag estão sob o conceito de Força Aérea Expedicionária e participam do exercício como forças “azuis”. Ao trabalhar em conjunto, essas forças azuis são capazes de utilizar as mais diversas capacitações de suas aeronaves para engajar inimigos das forças “Vermelhas”.

Um 767 MMTT da Força Aérea da Colômbia participa de treinamento com aeronaves da Marinha e do Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA. (Foto: Airman 1st Class Daniel Hughes / U.S. Air Force)
Uma tripulação de um caça Kfir se prepara para uma missão noturna no Red Flag 12-4. (Foto: Airman 1st Class Daniel Hughes / U.S. Air Force)

Não só os participantes começam a aprender, treinar e lutar entre si, como começam a voar com células normalmente não vistas no espaço aéreo respectivo de cada país. O caça colombiano Kfir, que em hebraico significa “leão jovem”, é uma aeronave de combate multi-missão encontrada em voo apenas no Sri Lanka, Equador e Colômbia. Os aviões tanques da Colômbia reabastecem em voo utilizando um sistema de cesta e sonda semelhante à usada em toda a Marinha e Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA.

O Comandante da Força Aérea da Colômbia, General Tito Pinilla, e o comandante da 1ª Ala de Caça colombiana Brigadeiro General Carlos Bueno discutem táticas de combate durante o Red Flag 12-4. (Foto: Airman 1st Class Matthew Lancaster / U.S. Air Force)

“Estamos trabalhando sobre as avaliações técnicas para que eles sejam capazes de reabastecer nossos ativos,” disse Palaoro. “A próxima vez que houver um desastre natural no Caribe, os aviões colombianos poderão reabastecer a nossa Marinha”.

No pouso, o caça Kfir utiliza um para quedas de frenagem, que depois é recolhido pelas equipes de apoio. (Foto: Staff Sgt. William P.Coleman / U.S. Air Force)

Acomodar as aeronaves de diferentes nações significa mais do que emprestar um hangar para manutenção, escritórios de planejamento de missão e espaço para estacionar os aviões. O Kfir utiliza um paraquedas de frenagem no pouso, exigindo esforços extras da equipe de terra para manter as pistas seguras.

Os paraquedas de frenagem dos caças Kfir colombianos são recolhidos, dobrados e depois colocados novamente no local situado na cauda dos caças. (Fotos: Airman 1st Class Matthew Lancaster / U.S. Air Force)

“Depois de pousar a última aeronave Kfir, fechamos a pista por alguns minutos”, disse o sargento Beau Portman, Supervisor de Tráfego Aéreo do 57° Esquadrão de Operações de Apoio. “Desta vez, permitimos que nossa equipe de manutenção do Red Flag possa recolher todos paraquedas e removê-los da pista antes de pousar mais aviões.”

Os caças Kfirs colombianos sendo preparados para uma missão noturna no Red Flag. (Fotos: Airman 1st Class Daniel Hughes / U.S. Air Force)

Desafios aguardam a Força Aérea, Marinha e Fuzileiros Navais dos EUA, e as forças aéreas dos Emirados Árabes Unidos e da Colômbia, enquanto aeronaves de suas unidades levantam vôo e realizam missões de interdição aérea, busca e salvamento em combate, apoio aéreo aproximado, reabastecimento em vôo, segmentação dinâmica e defesa aérea. A Força Aérea Colombiana terá a experiência que outras 28 nações receberam desde que o Red Flag começou em 1975, reforçando simultaneamente a sua interoperabilidade com os aliados.

Foram quatro anos de preparação para trazer os caças Kfir colombianos para o Red Flag. (Foto: Airman 1st Class Daniel Hughes / U.S. Air Force)

“Conseguir trazer a Força Aérea Colombiana para o Red Flag foi um enorme sucesso de interoperabilidade, podendo fazer coisas com eles no futuro que nunca seria possível sem ter acontecido esse exercício”, disse Palaoro. “Isso é algo que temos sonhado com os generais desde que eles eram tenentes”, disse Palaoro.

Texto: Staff Sgt. William Coleman/99th Air Base Wing Public Affairs – Tradução: Cavok

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17 COMENTÁRIOS

  1. EUA chamam todos os ingênuos de PARCEIRO. Rs Aí a Colômbia vai no conto do vigário.

    Ps: Eu tinha vergonha das ACFT da Fab, mas teria mais vergonha dessas sucatas colombianas.

    • Eletronicamente talvez estes Kfirs estejam melhores que nossos Mirages 2000 meu caro….No mais o Red Flag, o exercício aéreo mais realista que existe, é sempre uma excelente oportunidade.

    • Olha o radicalismo, cara! Ninguém, nem nada neste ou em qualquer mundo se aperfeiçoa sem que haja um intercâmbio.

      Se vc está chamando de sucatas os Kfir colombianos deve ter conhecimento de alguma coisa que ninguém, nem os colombianos sabem. O local para troca de idéias e informações (intercâmbio) é este. Poderia divulgá-las?

      • Então colegas, muitos aqui vivem criticando os F-5 da Fab. Muitos poucos reconhecem o excepcional trabalho que a EMB vem fazendo.

        Interpretem primeiro o meu comentário antes de dizer que eu falei algo sobre a RedFlag ou o Kc767. Continuo achando esses aviões mais sucatas que os nossos.

        • Ah é, nosso F-5 tem 4.400kg de empuxo (combinanado os dois turbojatos J-85)os Kfir possuem 8.800 kg com a sua J-79, leva mais combustivel, comsequentemente em perna maior, leva uma eletrônica equivalene, alias os mísseis ar-ar são os mesmo, e maneabilidade são equivalentes, dessa forma não sei pq os kfir são inferiores, no mínimo são iguais, só que os kfir possuem maior raio de ação e energia.

          obs.: Os kfir possuem 2 canhões de 30 mmm e os nossos f-5 1 de 20 mm

        • Olha a confusão! Não estou comparando o F-5M com o Kfir colombiano, nem desmerecendo o trabalho da EMBRAER ou de quem esteja esteja envolvido no processo da modernização dos Tigers, AMX e Skyhawk.

          Então, entendi: VOCÊ e SÓ VOCÊ "acha" os Kfir sucatas!!

          Opinião "tecnicamente embasada"!

  2. Legal. Um aliado de longa data, alinhado aos EUA, deve participar sim de alguma Red Flag, até demoraram a ir — ou serem convidados. E os caças bombardeiros Kfir C-12 da FAC (mais bombardeiros do que caças), se não são top em nada, ainda conservam uma certa beleza, estão bem pintados, não estão fazendo vergonha. A feiúra incontestável dos israelenses parece ter sido toda concentrada nos biplace TC-12, portadores do nariz mais feio da aviação militar mundial a jato, isso, se não levarmos em conta a imperdoável, para qualquer versão dos Kfir mais "modernos", sonda de REVO — trolha projetada "nas coxas", numa posição Harrier, bem pior que a do Rafale. Se os Kfir serão belos alvos para os ianques num exercício, imaginem para os Su-30MKV do maluco na real… 🙂

  3. Observei nos Kfir a existência de pods, provavelmente para guerra eletrônica. Pergunto se os F-5M e AMX da FAB, nesse exercício Red Flag, também carregam algo similar?

  4. Como é feio os Kfir ahahah

    O americanos devem rir muito das carroças que lá vão nesses exercícios.

    • Que nada. Eles curtem receber forças aéreas de nações sulamericanas…aula de história…in loco! A grande maioria dos pilotos da USAF nasceram quando os Kfir da IDF/AF começaram a dar baixa…

      Kfir vs Forevis-5M? Aposto Um Xélin no Kfir! O poderoso J79 permite ao delta todas as iniciativas do combate. Se a memória não me trai, o Kfir pega 9G enquanto que o Forevis está limitado a 7,5G. "Ah! Mas nas malvinas eles sucumbiram ante o pequeno Sea Harrier", dirão uns. É verdade, mas lá foi a baixa qualidade do treinamento dos argentinos aliado aos poucos segundos de voo sobre as ilhas…

      São uns museus voadores, mas que estão mui belos nas fotos, a estão!

      • Hei na guerra das malvinas eram Dagger que uma cópia do Mirage 5, inclusive com turbina Snecma de 6.200 kg de empuxo e sem os carnad´s que dão mais maneabilidade ao Kfir e os Dagger nem possuiam HUD, são aviões totalmente destintos (KfirxDagger)

        • O Kfir não lutou nas malvinas. O sentido do texto foi de um avião mais poderoso contra um menos poderoso, ou seja, Mirage/Dagger vs Sea Harrier numa analogia para uma hipotética situação Raptor vs Forevis-5…

  5. A Red Flag é uma excelente oportunidade da USAF saber a que passo seus 'aliados' estão em termos de capacidade. Se ela tinha alguma dúvida sobre a capacidade dos F-5M da FAB, agora não tem mais… o mesmo para os KFIR colombianos… Só faltam chamar os Su-30 venezuelanos… mas estes vão ficar só na especulação mesmo…

  6. Estão bonitos esses Kfir da Colombia. Claro que eles vão ficar mais na retaguarda do combate,mas para eles já é uma grande experiência. E essas fotos ficaram bem legais. Detalhe no especialista descansando sentado em cima do canard do KFIR.

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