Chegada para pouso do helicóptero Apache do Corpo de Aviação do Exército britânico no deck do HSM Queen Elizabeth.

Um helicóptero AH-64 Apache do Corpo de Aviação do Exército Britânico pousou pela primeira vez a bordo do porta-aviões HMS Queen Elizabeth. A visita faz parte das comemorações do 75º aniversário dos desembarques do Dia D.

O pouso do helicóptero pertencente ao 656 Sqn Army Air Corps também serviu para iniciar os testes preliminares de integração com a nova embarcação, num programa conhecido como Teste de Integração de Navios de Plataforma ou PSIT.

Durante um período de três dias, o Apache será avaliado por sua compatibilidade com os sistemas operacionais do navio – como ele é manobrado em volta do hangar e nos hangares abaixo, manutenção e armamento, testes nos gigantescos elevadores que elevam a aeronave ao deck, juntamente com uma série de outros testes.

Uma vez que o PSIT tenham sido realizado com sucesso em Portsmouth, o HMS Queen Elizabeth irá para o mar com o Apache a bordo para seus testes no mar em julho, onde realizará pousos e decolagens de um deck de lançamento.

Após a conclusão disto os Apaches serão oficialmente certificados para poderem operar tanto no HMS Queen Elizabeth quanto do HMS Prince of Wales, quando este se tornar operacional.

“Estamos limitados pela taxa de compra do F-35, mesmo que tenha sido acelerado em 2015, então os números iniciais de capacidade operacional em 2020 serão muito modestos”, comentou anteriormente o capitão Jerry Kyd, ex-comandante do HMS Queen Elizabeth, sobre sua implantação inicial e o aumento gradual nos números das alas aéreas. “Vamos dar continuidade com helicópteros, e depende muito de quantos F-35s do Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA nos acompanharão na nossa primeira implantação em 2021. Mas até 2023, estamos comprometidos com 24 jatos do Reino Unido a bordo, e depois disso é muito cedo para dizer.”

Além da força conjunta de F-35B da Royal Air Force (RAF) e Royal Navy e seus pilotos, espera-se que a ala aérea embarcada seja composta por um pacote “Maritime Force Protection” de nove helicópteros anti-submarinos Merlin HM2 e quatro ou cinco Merlin para alerta aéreo antecipado; alternativamente, um pacote de “Manobra Litorânea” poderia incluir uma mistura de Chinooks da RAF, Apaches, Merlin HC4 e Wildcat HM2 do Exército.

“No meu entender, o navio ainda teria pelo menos um esquadrão F-35 a bordo em tais circunstâncias para oferecer defesa aérea, bem como apoio às atividades de assalto de helicópteros”, adiciona Kyd.

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4 COMENTÁRIOS

  1. Como seria legal ver algum helicóptero de ataque no Atlântico, poderia ser os AH-1 da FAB…

  2. Como ainda está passando por testes em ambiente naval, o Apache inglês ainda mantém sua pintura original, do tipo Black FS 37038 🙂 — um "nada a ver" provisório, no convés. Provisório.

      • Caro bit_lascado,

        A pintura Black FS 37038 é comumente usada para pintar kits. Não é a cor real do AH-1 (o Apache inglês).

        A citação é uma graçola para alguns habitués de fóruns, que apontam iniciativas para "recamuflar" os aparelhos da dona Beth com uma pintura semelhante aos dos indianos — coisa que até agora eu não li ou ouvi a respeito.

        O único Apache bem sucedido na coloração diferente, para mim, é o Saraf israelense.

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