O helicóptero Mi-25D (número de cauda FAP-650) sendo rebocado pela estrada depois de ser modernizado em Chita, na Rússia. Este é um dos sete helicópteros do tipo que o Peru comprou da Nicarágua em 1992. (Foto: Rustam Bougadinov / Cavok)

No dia 20 de setembro de 2012, quatro helicópteros Mil Mi-25D modernizados para Força Aérea do Peru (FAP) foram flagrados numa rodovia logo após passarem pela última reforma e atualização na Unidade de Reparação de Aeronaves 810 em Chita, na Rússia. Nas imagens a seguir, os helicópteros que receberam um novo padrão de camuflagem, foram transportados por estrada desde a fábrica até o aeroporto de Chita (CADA), onde foram carregados num avião de transporte An-124-100 da companhia aérea Volga-Dnepr, que vai levar os Mi-25 de volta para o Peru.

Os quatro helicópteros foram levados entre a unidade de suporte de aeronaves 810 em Chita até o aeroporto, para serem embarcados num An-124. (Foto: Rustam Bougadinov / Cavok)
Devido a velocidade reduzida na estrada, o trânsito ficou um pouco complicado, mas controlado com a ajuda da polícia local. (Foto: Rustam Bougadinov / Cavok)

O Peru recebeu 24 helicópteros de combate Mi-25D da antiga União Soviética (designação de exportação Mi-24D), sob um contrato em 1982 para dois lotes de 12 unidades cada. O primeiro foi entregue em 1983 e o segundo em 1985. Em 1992, sete exemplares de helicópteros Mi-25 (incluindo uma para uso de peças) foi adquirido a partir da presença de peruanos na Nicarágua.

Os helicópteros apresentam um padrão de camuflagem novo, e diferente dos modelos Mi-35 recentemente entregues ao Peru. (Foto: Rustam Bougadinov / Cavok)

O helicóptero Mi-25D (FAP-648), também é um dos exemplares adquiridos da Nicarágua em 1992. (Foto: Rustam Bougadinov / Cavok)

Os Mi-25s entraram em serviço na FAP em 1983, com o Esquadrão 211, parte do Segundo Grupo Aéreo da Força Aérea peruana na Base Aérea de Guillermo del Castillo Protzel, em Vitória, província de Arequipa, no sul do Peru. Durante o período de operação, a Força Aérea do Peru perdeu três helicópteros Mi-25 em acidentes e um helicópteros (número de cauda FAP-646) foi abatido por forças da defesa aérea equatoriana no dia 07 de fevereiro de 1995, durante o conflito em Cenepa. Em 2010, o Esquadrão 211 possuia somente 16 helicópteros Mi-25, dos quais apenas alguns estavam em condição de vôo.

A polícia deu toda assistência no transporte dos helicópteros até o aeroporto da cidade. (Foto: Rustam Bougadinov / Cavok)

Em 2010, o Peru assinou um contrato com a Rosoboronexport para uma revisão e reforma de seis helicópteros Mi-25. Os dois primeiros Mi-25, junto com dois helicópteros Mi-17, foram enviados pela Força Aérea do Peru para Chita, a bordo de aviões An-124-100, em maio de 2011, e após reparos enviados de volta para o cliente no dia 30 janeiro de 2012. No dia 5 de fevereiro de 2012, mais um lote de quatro helicópteros Mi-25 peruanos foi enviado para Chita, com os trabalhos concluídos em setembro de 2012.

Os quatro helicópteros já no aeroporto, antes de serem embarcados num An-124 da Volga-Dnepr. (Foto: Rustam Bougadinov / Cavok)

Os quatro helicópteros que estão sendo enviados de volta para o Peru são os número de cauda FAP-648, FAP-650 (ambos ex-Nicarágua) e os FAP-697 e FAP-698 (ambos adquiridos pelo Peru da URSS em 1985).

Texto: Rustam, direto da Rússia – Tradução e Adaptação do Texto: Cavok

Enhanced by Zemanta
Anúncios

20 COMENTÁRIOS

  1. Alguém sabe dizer ser cada heli russo desse vem com um caminhão para puxar?

      • Caro Symon, preste atenção na caixinha: "os caminhões não estão incluídos. Imagem meramente ilustrativa" 😀

  2. 1) Impressiona é a simplicidade dos russos em se fazer essas coisas. Ok, normal a gente estar engarrafado por causa de alguns helicópteros que estão meio devagar na nossa frente…

    2) Onde eu posso reler algum texto que discorre sobre a péssima estrutura pós-venda e de manutenção da Rússia, mesmo?

    3) se o PERU consegue usar helicópteros soviéticos PORQUE nossa FAB não conseguiria usar helis russos? O CIRÍLICO? arre…

    4) Nosso "homem na Russia" é um cara extremamente eficaz… parabéns a ele!

    • Seu segundo questionamento é baseado em outra lenda da net. Complicações no pós venda quem passou foi a FAB com o boicote de informações básicas para manutenção dos F-5.

      Esse é mais um conto da carochinha, está no mesmo patamar daquela (des)informação postada por você ontem, de que os paises arabes iriam se aliar com Israel pra atacar o Irã, sendo que israelenses são impedidos até mesmo de pisar nos Emirados Árabes.

      Enfim, no máximo encontrarás um comentário escrito por um fanboy criticando o pós venda de aeronaves russas.

    • kwhvelasco,

      Tentando responder ao seu terceiro questionamento, o problema não é utilizar… Há certos problemas de compatibilidade que demandam tempo e recursos para serem resolvidos. No caso específico da FAB, seus Mi-35 vieram com sistemas de comunicação que não eram compatíveis com o padrão nos capacetes utilizados no Brasil. Fontes de força externa também precisaram passar por uma adaptação para poderem ser utilizadas no Hind.

      • RR, creio que os peruanos se deram com problemas mais graves ao seu tempo, e conseguiram administrar e dar funcionalidade ao equipamento. Minha reclamação é mais sobre isso: tempo para adaptar, é necessário. Nada vem pronto. Um UH-60 não é como uma Fiat Uno, só virar a chave e rodar… Mas parece que alguns tem menos paciencia quando a coisa não é dos EEUU…

        • kwhvelasco,

          Aí é que está…

          Tornar a máquina funcional é uma coisa. Daí a torna-la parte efetiva da rede de defesa das forças armadas é outra. Em teoria, todo o equipamento poderia ser adaptado, mas o problema quase sempre esbarra na praticidade de se faze-lo. Muitas vezes, o custo, o resultado final, ou tempo necessário para se fazer qualquer adaptação pode tornar a mesma inviável… Portanto, deve-se analisar sempre o custo/benefício do que se queira fazer, já que, muitas vezes, adotar um equipamento que já tenha alguma espécie de comunalidade com o que já é operado acaba por economizar tempo e dinheiro…

      • RR

        Os venezuelanos estão fazendo uma transição para equipamento russo relativamente bem sucedida.

        Se eles conseguem, nós conseguiremos tsmbem.

        Claro, tem que fazer adaptações como vc bem disse, os equipamento russo nao é igual ao ocidental.

        Mas tem cara que usa isso como desculpa. Tudo motivado , da parte deles, de preconceito politico e ideologico. O cara ta crente que Moscou ainda é a ameaça Vermelha…

        essa neura dos Mil mi 35 me lembra um episodio aqui no Paraná na decada de 60, salvo engano : teve uns incendios num matagal, dai fizeram um escandalo internacional, dizendo que o estado inteiro estava em chamas. A comunidade internacional mandou ajuda e suprimentos.

        Os soviéticos mandaram dois Antonov cheios de açúcar. TIVERAM CORAGEM AQUI NO AEROPORTO DE RETER A CARGA E CONFISCAR, SOB AMEAÇA DE SER " CARGA DE AÇÚCAR COMUNISTA " !!!

        Aí desviaram a carga, venderam tudo e faturaram uma grana !!!

        KKKKKKKKKKK !!!

        Aí já é demais…até pro BR já é demais…

    • Cara,
      Pra mim não passa de lenda da internet…é tipo o pós-venda da honda ser o melhor…trova! É tão ruim quanto o da kawasaki ou da kawasaki é tão bom quanto o da honda. Cada país tem o seu modo. O Perú opera equipamento soviético à mais de 40 anos. É só questão de se adaptar…
      E os equipamentos russos sempre foram pautados por algo que acho que faz falta ao equipamentos Ocidentais: Eles foram feitos para usar! Pô! Os aviões ficam ao relento, aguentam -40ºC à noite e saem voando normalmente no outro dia!!!! Os F-16s baseados no alaska ficam em hangares aquecidos e se a temperatura fica abaixo de -32ºC suas operações de solo são suspensas!!!
      Pra mim, pós venda do inferno russo é lenda.

      • Pegando um pouco o embalo sobre frio e armas, os russos necessariamente tem que ser bons nessa área, afinal países com frio que se aproxima à Rússia só o Canadá e os escandinavos. Você citou algumas restrições do F-16 em temperatura extremammente frias. Cito mais um exemplo, o do AMRAAM:

        http://www.hs.fi/english/article/Mysterious+fault

        • Mas não deveriam, uma vez que enfrentam temperaturas de até -70ºC…

  3. Pergunta com a modernização dos Mi-25 eles devem ficar no mesmo padrão Mi-35M ou não pois aparentemente pelas fotos eles não receberam o Flir comum na versão mais moderna, Falando em Mi-35 os da FAB segundo já apurei tem um nível de eletrônica e aviônicas embarcadas superior aos Mi-35M2 da Venezuela, com sistemas de origem Israelenses além claro da suíte eletrônica básica russa, isso eu encontrei inclusive num fórum americano e em outro russo.

    • meus amigos revisão de helicópteros inclui
      porque helicópteros para mais de 20 anos
      substituição e da fuselagem, substituindo todos os fios e equipamentos, fornecimento de telas LCD, substituindo a arma arco, motores de reposição, todas as lâminas e montagens
      helicóptero recebeu uma segunda vida na versão anterior
      Peru o primeiro país da América Latina, que opera a versão russa
      força aérea peruana, porque o orçamento não é muito grande, por isso, em 2011 eles mandaram dois Mi-35P nova versão mais simples do que a versão de m http://russianplanes.net/id44969

  4. Caro relojoeiro, o "histórico negativo" da moderna pós-venda dos russos foi aberto pela boca grande de militares indianos — participantes do recebimento, em 1997, 1998 e 1999, dos primeiros 8 Su-30MK e 10 Su-30K, esses últimos com aviônicos franceses e israelenses. Como havia o programa paralelo do Su-30MKI, que deveria receber aviônicos fornecidos pela agência indiana DRDO, enrolada em vários programas ao mesmo tempo, o atraso indiano desorganizou o fornecedor maior, então sedimentando sua linha de produção e rede de "representantes" para um comportamento bem mais comercial do que político. Só no começo de 2002, o sr. Marechal do Ar S. Krishnaswamy, então chefe do Estado-Maior da Força Aérea Indiana, disse à Indian Defense Review, ter havido "algumas falhas iniciais nos fornecimentos russos, mas já sanadas", sem explicar que a demora da entrega das peças indianas foi crucial nos atrasos do MKI e na ridícula disponibilidade de 62% dos MK/K, baixíssima para aqueles caças e as missões que tinham. A HAL se enrolou sozinha de novo, em 2004-2005, e todo mundo acha que foram os russos. Voltando ao militar, ele encheu o avião de elogios, mas só a parte ruim ficou para a internet. E para o Programa F-X daqui, pois isso foi levado em conta por alguns "especialistas" do Planalto e para uns poucos amarelões medrosos da FAB — naquela reuniãozinha que matou o Sukhoi. Um bom tempo depois, houve mesmo alguns embaraços da Rosoboronexport com Malaios e africanos, em alguns casos, por falha de comunicação, e noutros por interpretação equivocada dos contratos — afinal, parecia ter cliente querendo receber peças caríssimas, armas e instrução de alto nível ANTES de pagar, e isso não existe em nenhum lugar da galáxia (só queria saber quem era esse cliente engraçadinho). Mas, recentemente, um diplomata asiático disse que a Rosoboron mudou e melhorou substâncialmente a gestão do pós-venda. Mas isso, eu ainda não ouvi nem li, ainda, por aí. De qualquer forma, prefiro acreditar nele, que sabe fazer um MiG-29 sair do chão e combater, sem medo de cair com o avião…

    • Cara, a Roboblablabla andou fazendo uma "reengenharia" e contratando muita gente do Ocidente…por que do jeito que estava, com pensamento da Era soviética, não iria muito longe…

      • Caro Giordani, também acho a mesma coisa. Os russos estão numa outra era há tempos e gostam tão ou mais de dinheiro do que nós. O negócio é vender! Sei que eles evitam (ou evitavam) a todo custo contratar estrangeiros, mas há um grande laço amistoso-bélico-comercial, desde 1995, com pelo menos um grande executivo francês do mercado. E pode haver muita coisa que não sabemos com outros (eles já tem laços civis com a Alenia também há uns anos…). Eu gostaria é de ver um Le Monde ou até uma Aviation Week da vida fazendo uma reportagem sobre as vendas da Rosoboronexport (que nome curto) e constatando, mesmo sob algum olhar deturpado, que os russkiye não estão mais de brincadeira…

  5. TODO MUNDO compra equipamento russo e fica feliz com ele.

    Só o Brasil, é o único a dizer que o equipamento não vai dar certo, ou pq a fabrica russa é feia, ou pq o helicoptero é feio…

    parecem os Argentinos, os unicos que disseram que os F 16 dariam problema por causa da entrada de ar baixa… nunca deram no mundo inteiro, mas la vao dar…

    Politicagem é uma M…

    Se na FAB nao houvesse esse pensamento idiota de que " o equipamento é comunista" …

    É o mesmo preconceito idiota de alguns americanofilos aqui… " pq eu ouvi um cara la dizendo que o Mil mi 35 da FAB nao tava dando certo pq é russo, tá !"

    Ahh é cada asneira…

  6. Asneira é o que tu escreve quando se trata de equipamentos Russos, endeusando os mesmos. São ruins? Não, tem seus problemas e suas dificuldades assim como americanos e europeus. O que acontece como RR
    tentou explicar a grande dificuldade de quem não é operador de sistemas Russos e tem pouco dinheiro para gastar com integrações,conversões, o nosso caso, é que você precisa converter toda a doutrina operacional e de mantenimento(a nossa predominatemente ocidental)para o padrão Russo. E goste voce ou não, infelizmente a logística de pós venda Russa não é a uma "Brastemp"e não é somente a FAB que fala isto, Mexianos, Colombianos e Peruanos também. Mas se é ruim de pós venda porque continuam operando o equipamento? Pela razão que eu citei anteirormente, a aeronave é robusta(O MI 24) e eles dominam a doutrina e a cadeia logistica e assim como nós tem pouco $$$$ para mudar tudo isto.

    Grande abraço

Comments are closed.