Uma das aeronaves entregue ao MUSAL foi o helicóptero Bell H-1H “FAB-8668”. (Foto: Mauro Lins de Barros / Cavok)

Nessa quarta-feira, dia 7 de novembro, o Museu Aeroespacial (MUSAL) incorporou quatro novas aeronaves ao seu acervo. A cerimônia foi marcada para ocorrer durante o VI Encontro Ibero-Americano de Museus Aeronáuticos e Espaciais, que ocorre entre os dias 5 e 9 de novembro, e que conta com a participação dos museus da Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Equador, Paraguai, Uruguai e Venezuela.

A cerimônia contou com a presença da Banda de Música da Base Aérea dos Afonsos. (Foto: Mauro Lins de Barros / Cavok)
Detalhe da aeronave motoplanadora Ximango, com o Bandeirante e o Bell H-1H ao fundo. (Foto: Mauro Lins de Barros / Cavok)

O evento que foi aberto às 11:00, contou com a participação da Banda de Música da Base Aérea dos Afonsos, que entoou o Hino Nacional Brasileiro. O Mestre de Cerimônias, o Brig. Márcio Bhering Cardoso, Diretor do Musal, saudou os presentes.

O motoplanador Ximango e o Aero Boero 180. (Foto: Mauro Lins de Barros / Cavok)

Sempre com músicas expressivas, e ao som da abertura de “With Honour Crowned”, de Albert William Ketèlbey, a cortina se abriu, revelando as novas aeronaves. Para cada uma, a banda tocou uma música apropriada, seguida por uma apresentação feita pelo MUSAL e por um convidado especial.

O Embraer C-95 Bandeirante “FAB-2150”. (Foto: Mauro Lins de Barros / Cavok)
O interior do C-95B Bandeirante do MUSAL. (Foto: Mauro Lins de Barros / Cavok)

O primeiro a ser apresentado foi o C-95 Bandeirante “FAB-2150”, quando tocou a música marcha “Paris Belford” da Revolução de 1932. O convidado especial foi Luis Carlos Affonso, vice-presidente de Operações da Embraer, que chegou ao evento com sua equipe a bordo de um Phenom 100. O “FAB-2150” foi restaurado pelo PAMA-AF para exibição, e serviu ao CIAA-Centro de Instrução e Adaptação da Aeronáutica até a desativação em 2012.

O Aero Boero G-180 “FAB-0155”. (Foto: Mauro Lins de Barros / Cavok)

O segundo avião foi o Aero Boero G-180 “FAB-0155”, que teve como música de fundo “Adios Muchachos“.
O convidado especial foi o Cel-Av Eduardo Tuckumantel Codinhoto. O “FAB-0155” serviu no CVV-AFA em Pirassununga, como rebocador de planadores até a desativação em 2012. Conduzido ao MUSAL, foi reentelado e encontra-se em excelente condição.

O helicóptero Bell H-1H “FAB-8668”. (Foto: Mauro Lins de Barros / Cavok)
Detalhe do interior do Bell H-1H entregue ao MUSAL. (Foto: Mauro Lins de Barros / Cavok)

Após foi a vez do helicóptero Bell H-1H “FAB-8668”, com a música “In the Mood“. Para convidado foi chamado o Cel-Av Ajax Augusto Mendes Correa. O “FAB-8668” foi restaurado pelo PAMA-AF para exibição, logo após sua desativação em 2012. Está exibido sem as marcas de unidade.

O Aeromot AMT-100 Ximango “PP-RAN”. (Foto: Mauro Lins de Barros / Cavok)
O painel do motoplanador Ximango doado ao MUSAL. (Foto: Mauro Lins de Barros / Cavok)

Por último, foi a vez do motoplanador Aeromot AMT-100 Ximango “PP-RAN”, com a música mais que adequada “Gauchinha Bem-Querer“. O motoplanador teve dois convidados especiais: o piloto Gérard Moss e o empresário Cláudio Barreto Viana, Diretor-Presidente da Aeromot. O PP-RAN foi recebido do Aeroclube do Planalto Central em Formosa, Goiás. Chegou desmontado ao Musal numa carreta da FAB na segunda-feira, dia 5 de novembro. Gérard Moss foi o piloto que fez a primeira (e, até agora, única) volta ao mundo com um monomotor, o AMT-200 Super Ximango “PT-ZAM”, em 100 dias, entre o dia 20 de junho e 28 de setembro de 2001.

Os convidados ainda puderam ver uma apresentação de mulatas e de integrantes da escola de samba Grande Rio. (Foto: Mauro Lins de Barros / Cavok)

Depois das apresentações das aeronaves, a grande surpresa: o Mestre de Cerimônia anunciou “com vocês, Sua Majestade, o Samba!” para dar entrada às passistas e bateria da Escola de Samba Acadêmicos do Grande Rio.

Concluído o evento, os convidados puderam visitar as novas aeronaves.

Os representantes da Embraer chegaram no Phenom 100 “PT-TPY”. (Foto: Mauro Lins de Barros / Cavok)
Acionamento de motores do Douglas C-47 “FAB-2018”. (Foto: Mauro Lins de Barros / Cavok)
O N.A. T-6G “FAB-1262”, batizado de Celacanto, também acionou o seu motor radial. (Foto: Mauro Lins de Barros / Cavok)

Ao final, enquanto era servido o almoço, os motores do C-47 “FAB-2018” e do T-6G “FAB-1262” foram acionados. Uma linda festa e mais um motivo para visitar o MUSAL.

Nota do Editor: Agradecemos ao amigo Mauro Lins de Barros por mais uma ótima contribuição aos nossos leitores.

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Desde já meu muito obrigado.

Fernando Valduga

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5 COMENTÁRIOS

  1. Quando será que eles vão receber um F5EM? 2020? 2030? Do jeito que a coisa anda, ao invés da FAB doar peças para o MUSAL, daqui a pouco é o museu que vai estar doando coisas para a FAB.

  2. Esse Bandeirante "FAB-2150" ficou lindão! Será que a Embraer se lembrou de, pelo menos, DOAR UM PARAFUSO para tal — já que não se esqueceu de avisar da chegada do convidado/representante da empresa, por acaso, vindo num "jatito" Phenom 100, uma esperada propagandinha gratuita? Elas por elas, oras… E esse PAMA-AF tem verdadeiros Michelangelos: restauram uma aeronave assim, devem ter passado até escovinha nos rebites… O mesmo para o Huey (sem marcas de unidade para não privilegiar uma unidade e "melindrar" outras… 🙂 Correto). Esse Aero Boero não é o "caça" do caro W.Strobel? Barão Vermelho… E quem seria perturbado mental para reclamar do show das maravilhosas mulatas, ao final?

    • Só não entendi um AB-180 em bom estado no Musal, deveria ter sido transferido para um Clube de Planadores, poderiam ter colocado um AB-115 no Musal pois tem muitos em péssimo estado Brasil afora para recuperar e colocar em exibição.

  3. O MUSAL é um escelente lugar para ser visitado. Recomendo, mas acho que por ser o Brasil o país do "Pai" da aviação, deveria receber mair atenção e melhorias em sua estrutura. Museus nos EUA(e lá são muitos) tem uma estrutura bem melhor. Não que eu queira desmerecer o nosso, mas acredito que poderia ser bem melhor.

    • O Musal tem um péssima localização dentro do RJ, se fosse transferido para um local de fácil acesso a história seria outra.

      Ja se cogitou sua transferência para a área portuária do RJ, onde existiam muitas estruturas abandonadas, mas não tinha verba para a transferência e recuperação dos imóveis e construção de novos.

      Seria um ponto turístico no centro do Rio de Janeiro, o que nunca será no subúrbio, em Marechal Hermes.

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