Um piloto libanês realizou o primeiro voo de treinamento na aeronave Super Tucano, durante um treinamento na Base Aérea de Moody, Georgia. (Foto: U.S. Air Force / Tech. Sgt. Zachary Wolf)

Um piloto libanês do A-29 Super Tucano, junto ao 81º Esquadrão de Caça da USAF, realizou no dia 22 de março a primeira sessão de treinamento “no banco da frente” da aeronave, durante uma missão na Base Aérea de Moody, Georgia.

O piloto libanês sentado no banco dianteiro do A-29 Super Tucano. (Foto: U.S. Air Force / Tech. Sgt. Zachary Wolf)

O programa, que começou no início deste mês, foi concebido para garantir que a Força Aérea do Líbano receba o apoio e a formação necessários para empregar com segurança e eficácia o avião A-29.

“Foi seu primeiro voo na aeronave, então foi uma ótima oportunidade para ele se orientar no A-29 e como ele voa”, disse o piloto instrutor do 81º Esquadrão de Caça, que conduziu o primeiro voo. “[Desde que o treinamento começou] esta era a primeira oportunidade que nós tivemos com o primeiro piloto libanês. Eles estão fazendo treinamento no solo, aprendendo os procedimentos, padrões, simuladores e procedimentos de emergência.”

Com o primeiro voo concluído e registrado, o 81º Esquadrão de Caça se move um passo mais perto do programa, com o objetivo final de emular o treinamento do 81º Esquadrão de Caça ao treinamento afegão. Esses pilotos e mantenedores receberão as capacidades de apoio aéreo leve que eles precisam para defender seu país do terrorismo e combater inimigos comuns.

No assento traseiro do Super Tucano estava um piloto instrutor do 81º Esquadrão de Caça da USAF. (Foto: U.S. Air Force / Tech. Sgt. Zachary Wolf)

“Temos um aluno com um voo, mas é uma pequena vitória para nós”, disse o tenente-coronel Ryan Hill, comandante do 81º Esquadrão de Caça. “No final teremos 12 pilotos libaneses treinados. Esses caras serão pilotos de combate operacional totalmente treinados na aeronave A-29. O objetivo final é que eles lutem contra o ISIS em sua fronteira oriental.”

Depois de completar o programa, 12 pilotos e aproximadamente 20 mantenedores também poderão levantar seu próprio esquadrão A-29 totalmente funcional e ser capazes de continuar suas operações no Líbano.

“Aqui no nosso esquadrão chamamos isso de ensinar um homem a pescar”, disse Hill. “No velho provérbio, dizemos: ‘Se você der um peixe ao homem, você o alimenta por um dia, mas se você ensinar um homem a pescar, você o alimenta por toda a vida’. Esta é uma grande oportunidade para nós, e a USAF, porque podemos fazer parceria com outra nação e lutar contra o nosso inimigo comum. É também um desdobramento que não precisamos fazer porque esses caras estão lá defendendo seu país, o que está de acordo com tudo o que estamos fazendo na Força Aérea dos Estados Unidos”.

Anúncios

14 COMENTÁRIOS

  1. Importante. Melhor do que ter Mirage IIIL e não poder voar… 🙂

  2. A Sierra Nevada vendeu os A-29 pro Líbano, e a USAF está ensinando a opera-los e a mante-los. O que a Embraer e o Brasil ganham com isso? A Embraer ainda irá fabricar o A-29? Se a FAB decidir adquirir mais algum lote, será Embraer ou Sierra Nevada?

    • Da mesma maneira que montadoras no Brasil recebem royalties por fabricarem o carros aqui, a Embraer também receberá. É simples. O que os EUA fizeram foi montar um programa de apoio tendo o ST como plataforma pois o dinheiro é deles e não do Líbano ou do Afeganistão. O investimento é americano. Há leis nos EUA que todo equipamento militar adquirido ou vendido através de ajuda financeira a outros países, estes equipamentos obrigatóriamente devem ser produzidos nos EUA.

  3. Legal, por causa de míseros 20 e poucos Super Tucanos, o Brasil deixa de ser o único exportador do A-29. E ainda tem quem acredita que os EUA irão escolhê-lo como aeronave para o OAS (tem gente que não aprende com a história).

    Nada contra que deixássemos a Embraer produzir o Super Tucano por lá, desde que fossem vendidos as centenas para as forças dos EUA, mas até agora o que tem acontecido é a Sierra Nevada, dos EUA, disputando mercado e renda com a Embraer daqui do Brasil (sei muito bem que é a empresa tupiniquim quem tem a maior fatia do negócio, mas são menos empregos e renda, além de menos exportações daqui, detalhe, o A-29 foi desenvolvido com dinheiro do contribuinte). Quem ganha com isto?! O governo dos EUA, que gera emprego e renda por lá e ainda leva de lambuja dois vetores da mesma categoria para ofertar ao mundo. Tá certo!!!

    • 90% dos clientes da EMBRAER esta nos EUA , estes 20 e poucos tucanos nao so estao servindo de propaganda para o produto como solidifica ainda mais a EMBRAER no mercado AMERICANO ,que eh oque interessa , nao mencionarei os ganhos com royalties , e para terminar e pensar ; se o aviao possui quase 60% de equipamentos made usa e os EUA sao mais influentes doque noiiis , quem tem afinal melhores condiçoes de promover as vendas do SUPER TULCAN ?

  4. Se a Embraer não tivesse aberto aquela linha de montagem, o Super Tucano estaria bombando do jeito que está?
    O Super Tucano teria sido vendido?

    Não…

    Se não tivessem feito essa jogada estaríamos certamente discutindo nessa matéria pq o Líbano optou por AT-6 e não Super Tucano.

    A Embraer ofuscou o AT-6 no mercado nesse movimento e ainda vai encher os bolsos com esses ST montados nos EUA, ainda mais se abocanharem esse tal de OA-X.

    Se o Super Tucano opera bem, ganha contratos, tem uma logística que funciona… A imagem da Embraer só tem a ganhar, ainda mais com um KC-390 vindo a ser introduzido no mercado.

    Em questão de empregos, provável que estas vendas ajudem muito a manter pouco dos empregos que existam por aqui, na confecção de partes da fuselagem e outros poucos componentes que eram feitos aqui, que já não era muita coisa mesmo… No entanto continuamos com capacidade de "fabricar" Super Tucanos aqui. Isto não se perdeu.

    • Isso mesmo.
      E se não tivesse ido pra lá, não teria vendido nada e nem essas poucas partes seriam fabricadas aqui.
      Melhor pouco do que nada.
      Quem pode mais, chora menos.

      • Sem falar que a EMBRAER só é o que é hoje por conta do mercado dos Estados Unidos…

    • Concordo.

      As pessoas não entendem que a EMBRAER vai ganhar royalties como ganham as empresas que fabricam os seus carros aqui.

      Os EUA têm como política não comprar material bélico do exterior. Todo arsenal do país é de fabricação nacional. Por isso, qualquer empresa deste setor que decida entrar no mercado norte-americano tem obrigatoriamente que criar uma parceria com uma companhia local. Foi o que a Embraer fez ao se reunir com a Sierra Nevada, permitindo à empresa brasileira vender o Super Tucano às forças armadas norte-americanas que através de um plano de ajuda em defesa os forneceu ao Afeganistão. No caso do Líbano o financiamento dessa compra é dos EUA.

      Já o Pentágono é o órgão regulador nesse comércio nos EUA, autorizando ou não a venda de armamentos para outros países. Essa prática é comum em todos os países que possuem indústria bélica. O governo brasileiro, por exemplo, em 2016 estava estudando se vende ou não Super Tucanos, blindados Guarani e ASTROSS II e radares de defesa anti-aérea BRADAR ao Iraque. Não sei como anda isso hoje com o atual governo.

      O fato é que este movimento da EMBRAER o tornou um seríssimo concorrente no programa OA-X.

    • Sem contar que as modalidades de financiamento para exportação de produtos norte-americanos de certa forma 'viciaram' as concorrências internacionais. Isto conta muito, principalmente quando se compete com produtos semelhantes, a decisão vai acabar sendo no quesito financeiro.

      • Exato Rafael.

        A Polônia abriu concorrencia para caças em 1999 e em 2002 assinou contrato para compra de 48 caças F-16 C/D Block 52 com os EUA para substituir seus caças MiG29 e MiG21 . Dentre os motivos que fizeram o F-16 ganhar do Gripen e Mirage 2005 Mk2, foi justamente o financiamento e off sets pesando muito mais a modalidade de financiamento dos EUA. Lembrando que, ter a Polônia com equipamentos ocidentais no âmbito da OTAN era mais que desejável. O país acabou entrando na OTAN em 1999. Coinciência? Não.

  5. Muito bom Bardini, gostei do seu comentário. Por ranço ideológico (ultranacionalismo entre outros) algumas pessoas esquecem desse aspecto que você levantou. Eu particularmente acho que o mundo atual precisa de muitos Super Tucanos.
    – Nações pobres e ricas preocupadas com a contenção de gastos
    – A principal ameaça moderna é o terrorismo
    – Os UAVS não conseguem suprir todas as necessidades de vigilancia e ataque por "n" motivos
    – Alternativas já em uso ou estão defasadas ou são muito dispendiosas para adquirir e manter, entre outros argumentos.
    – O ST foi desenvolvido para atender uma demanda de um país em desenvolvimento, com orçamento para a defesa restrito e com fronteiras frágeis. Essa mesma demanda está presente em muitos outros lugares.
    Se cada uma dessas nações adquirirem lotes de 12/24/36 STs, muitos ainda serão vendidos

  6. Então, quer dizer que os libaneses vão voar os seus A-29 STs juntamente com os seus avançados Hawker Hunters??

    Nóóósssinhora, agora os israelenses vão tremer!!

Comments are closed.