Caças F-35 e Eurofighters da Aeronautica Militare italiana (AMI) voam em formação durante o TLP 18-4.

Acima da paisagem montanhosa da Base Aérea de Amendola, Itália, os pilotos de seis nações da OTAN (Itália, Alemanha, Bélgica, Espanha, EUA e Holanda) treinam lado a lado no Programa de Liderança Tática (TLP) 18-4. Esta é a primeira participação dos F-35A italianos.

 

A Base Aérea de Amendola, na Itália é a anfitriã da edição 18-4 do TLP.

Desde o dia 21 de novembro, até o dia 14 de dezembro, um grande número de aeronaves destas nações participam das atividades do 42º Programa de Treinamento de Voo. Os anfitriões da Força Aérea Italiana voam pela primeira vez com os novos F-35, a novidade do TLP, além dos aviões Eurofighter, T-346A Master, G-550 CAEW, KC-767A, P-72A, helicópteros HH-101 e HH-212 e aeronaves remotamente pilotadas MQ-1C e MQ-9A, incluindo sistema de comando móvel e controle de TI-DARS, e no solo da base o sistema de Defesa Aérea (SBAD) SIRIUS e pessoal especializado JTAC.

A novidade deste ano do TLP são os F-35A italianos.

Todos os meios aéreos das nações convidadas e participantes estão implementadas na base em Amendola, exceto o reabastecedor KC-767A, que opera diretamente a partir de Pratica di Mare, e dos HH-212, implantados em Gioia del Colle. O aeroporto de Trapani está sendo usado como base para a aeronave de Alerta Aéreo e Controle Aéreo (AWACS) E-3A Sentry da OTAN.

Eurofighters e Tornado ECR da Luftwaffe.
Um F-15C Eagle do 493º Esquadrão de Caça decola de Amendola durante o TLP 18-4. (Foto: U.S. Air Force / Senior Airman Malcolm Mayfield)

Além das aeronaves da Força Aérea Italiana, também participam os AV-8B da Marinha Italiana. A participação estrangeira, com mais de 700 soldados de diferentes nacionalidades envolvidas e vários meios aéreos, incluem os F-15C e KC-135 da USAF, os Eurofighters e Tornado ECR da Alemanha, e caças F-16 da Bélgica e da Holanda.

A participação simultânea das aeronaves da 4ª e 5ª geração é, de fato, a peculiaridade deste treinamento, uma oportunidade única não apenas de promover a padronização de táticas, técnicas e procedimentos, mas sobretudo de exercer a interoperabilidade entre diferentes sistemas não homogêneos, ou seja, a capacidade de um sistema de cooperar, trocar ou reutilizar informações ou serviços produzidos por terceiros. O F-35, com sua alta capacidade, que o torna um incrível “multiplicador” de forças, é um exemplo de como as tecnologias da 5ª geração conseguem conferir uma atualidade renovada aos outros sistemas atualmente disponíveis nas forças armadas.

 

Aeronaves remotamente pilotadas da Itália.

O programa de um mês oferece aos participantes a chance de ver como os outros realizam o trabalho. O TLP constrói a familiarização e fortalece a interoperabilidade dentro da OTAN através de treinamento combinado na sala de aula e no espaço aéreo europeu.

“Nossos métodos podem ser diferentes, mas o objetivo final é o mesmo”, disse um piloto do F-35 da Força Aérea Italiana, designado para o 32º Stormo. “Compartilhamos o compromisso de manter a segurança e melhorar nossa prontidão aérea dentro da OTAN. Oportunidades de treinamento como o TLP nos permitem nos unir e aprender uns com os outros, nos dando uma vantagem no futuro, com uma profunda parceria para nos apoiarmos”.

F-16 do Componente Aérea Belga.

Durante o curso, alguns pilotos notaram mais semelhanças do que diferenças em como cada país fazia as coisas. O TLP é projetado para preencher as lacunas e ajudar a formar a coesão entre os aliados.

“Construir parcerias aqui nos tornará mais eficazes no futuro”, disse um comandante de voo do 493º Esquadrão de Caça da USAF. “Há muitas semelhanças com o modo como todos operamos, e exercícios como esse nos ajudam a encontrar essas semelhanças e a quebrar qualquer barreira linguística ou cultural que apareça.”

A eficácia cultivada pelo treinamento moldou os líderes da OTAN e das forças aliadas nos comandantes de missão de hoje, criando líderes qualificados e competentes capazes de trabalhar taticamente e operacionalmente dentro da aliança da Otan.

“O programa condensa o processo de planejamento da missão e acrescenta tudo o que vem trabalhando com nossos parceiros internacionais”, disse um comandante de voo do 493º Esquadrão de Caça da USAF. “Somos constantemente puxados em direções diferentes e temos que aprender a priorizar e trabalhar efetivamente com toda a equipe.”

O TLP é o ponto focal do treino táctico das Forças Aéreas Aliadas da OTAN. As centenas de comandantes de missão da OTAN desenvolvidos pelo programa são capazes de liderar pacotes de força aérea da Força de Coalizão, instruir pessoal de voo e de solo em assuntos relacionados a operações aéreas táticas de composição e fornecer perícia aérea tática às agências da OTAN.

1 COMENTÁRIO

  1. padrão OTAN é outro nível muito superior. só que com os novos SAMs russos vão ter que trocar tudo da 4ªG para 5ªG. governo Belga fez bem em trocar os seus F-16 pelo F-35. Espanha, França e Alemanha vão ter que engolir.