A Solar Impulse 2 sobrevoa a Estátua da Liberdade, durante sua chegada em Nova York. (Foto: Solar Impulse)
A Solar Impulse 2 sobrevoa a Estátua da Liberdade, durante sua chegada em Nova York. (Foto: Solar Impulse)

A aeronave Solar Impulse 2, movida a energia solar, finalizou seu voo cruzando os Estados Unidos no sábado, com o pouso em Nova York, depois de sobrevoar a Estátua da Liberdade durante a sua tentativa histórica de circundar o globo.

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A chegada da aeronave Solar Impulse no Aeroporto John F. Kennedy, em Nova York. (Fotos: Ricardo von Puttkammer / Aviation PhotoJournal)
A chegada da aeronave Solar Impulse no Aeroporto John F. Kennedy, em Nova York. (Fotos: Ricardo von Puttkammer / Aviation PhotoJournal)

A aeronave experimental, de assento único, chamado Solar Impulse 2, chegou ao Aeroporto Internacional John F. Kennedy, em Nova York, por volta das 04H00, horário local, após decolar cinco horas antes do Aeroporto Internacional de Lehigh Valley, na Pensilvânia, conforme informações da equipe do projeto.

A Solar Impulse sobrevoa o Rio Hudson e a Estátua da Liberdade. (Foto: Solar Impulse)
A Solar Impulse sobrevoa o Rio Hudson e a Estátua da Liberdade. (Foto: Solar Impulse)

“Foi um prazer em pousar em NYC! Pela 14ª vez celebramos a sustentabilidade”, disse o co-fundador do projeto Andre Borschberg no Twitter, depois de voar sobre a cidade e a Estátua da Liberdade durante a etapa de número 14 da viagem ao redor do globo.

A equipe suíça voa a aeronave em uma campanha para construir o apoio que capacitará a aeronave com energia limpa, e eventualmente, completar a sua circunavegação em Abu Dhabi, onde a viagem começou em março de 2015.

Sobrevoando a ilha de Manhattan. (Foto: Solar Impulse)
Sobrevoando a ilha de Manhattan. (Foto: Solar Impulse)

A velocidade de cruzeiro da Solar Impulse 2 é semelhante ao de um carro, e os pilotos necessários tem que se preparar fisicamente e mentalmente, num treinamento constante, pois devem ficar alerta por longos períodos.

Borschberg alterna com o colega piloto Bertrand Piccard nos controles, em cada segmento do que eles esperam ser o primeiro voo movido a energia solar que completa a volta ao mundo.

No dia 24 de abril, Piccard desembarcou em San Francisco, completando um cruzamento transpacífico, após uma viagem de quase três dias que começou no Havaí. O voo levou mais de três vezes as 18 horas que Amelia Earhart levou a voar solo do Havaí para a Califórnia na década de 1930.

O Solar Impulse, movido a hélice voa sem uma gota de combustível e seus quatro motores são alimentados unicamente por energia coletada a partir de mais de 17.000 células solares montadas em suas asas.

A energia excedente é armazenada em quatro baterias durante o dia, para manter o avião no ar em voos extremos de longa distância.

Momento do pouso no JFK. (Foto: Solar Impulse)
Momento do pouso no JFK. (Foto: Solar Impulse)

O avião de fibra de carbono, tem uma envergadura superior a de um Boeing 747 e o peso de um sedan médio, e é pouco provável que defina novos recordes de velocidade ou altitude. Ele pode subir para 28.000 pés (8.500 m), e tem velocidade de cruzeiro de 34 a 62 mph (55 a 100 km/h).

Em um voo precursor da sua volta ao globo, os dois homens completaram um sobrevoo de costa a costa nos Estados Unidos com uma versão anterior do Solar Impulse em 2013.

A próxima etapa do avião deve ser a maior: o Solar Impulse 2 vai cruzar o Atlântico, com planos para pousar em algum lugar entre a Irlanda e Marrocos. Possíveis destinos também incluem França, Espanha e Portugal. A equipe Solar Impulse diz que não tem “nenhuma idéia” quando o voo vai realmente decolar.

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