Caça leve Tejas decolando em configuração ar-terra.
Caça leve Tejas decolando em configuração ar-terra.

O Ministério de Defesa Indiano anunciou a compra de 83 unidades do caça leve Tejas para a Força Aérea Índiana (IAF). A decisão de adquirir o caça reduzirá a dependência de importações. Os 83 Tejas MK1A serão adquiridos da Hindustan Aeronautics Limited (HAL).

A IAF havia feito uma encomenda de 20 aeronaves Tejas da versão Mark 1, que seriam basicamente demonstradores tecnológicos, mas a IAF estava mais interessada em ter Tejas Mark 2, que seria uma versão mais capaz e atualizada do avião indiano, porem tal versão só faria seu primeiro voo em 2019.

A HAL primeiro entregaria a versão Mark 1 para a IAF, e em seguida, produziria o Mark 1A no ínterim até o momento em que a versão Mark 2 estiver pronta. O projeto daria um forte empurrão para a indústria de aviões de caça indiana, pois esta seria a primeira grande encomenda de produção em massa para o caça.

Fonte: IndianTimes

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23 COMENTÁRIOS

    • Goela abaixo, a IAF quer o MK2 e não MK1A, mas precisam de um substituto para caças antigos que vão dar baixa agora, ai meio que "quem não tem cão(MK2 pronto) caça(voa) com gato(MK1A)".

    • Projetos como Tejas e MBT Arjun já eram pra estar em serviço a muito tempo,mas o desenvolvimento de ambos foi extremamente lento, e agora parece que as forças armadas da Índia não tão dando tanta prioridade a eles

  1. Com certeza melhor do que os Mig-21 que vai substituir em regime de urgência.

    • Jogar $ no lixo é voar meia dúzia de F-5 como linha de frente em pleno século XXI…

      • Pois é . A galera critica os Indianos , critica os Chineses mais eles estão lá , se esforçando e produzindo seus navios e aviões , enquanto aqui … bom , deixa pra la….

        • A situação indiana nada tem a ver com a chinesa.

          A única crítica aos chineses é o excesso de otimismo da rapaziada.

  2. Jogar dinheiro no lixo?
    O caça pode não ser grande coisa, mas o que eles estão fazendo é muito correto. A longo prazo terão independência tecnológica, coisa que por aqui jamais teremos!

    • Fabio

      Quem tem uma força aérea pequena como a nossa, jamais poderá se dar o luxo de ter independência tecnológica nesse setor.

      Eu não sei quanto a você, mas eu não lamento o fato do Brasil não ter essa independência, eu entendo que à nós ela não faz sentido. Vamos investir para produzir um caça e fabricar 36 unidades? Faz sentido isso?

      Mesmo que fossem 100 unidades, à mim não faz sentido algum! O preço unitário seria maior do que outras aeronaves muito mais capazes, produtos já maduros e operado por outras forças e já testados em combate.

      Compensa gastar rios de dinheiro para investir no desenvolvimento de míssil e fazer uma compra de um lote medíocre? Alguns dirão: mas pelo menos ele é nosso? E daí? Pergunta pro piloto que está com o traseiro dele sentado no Cockpit se ele prefere um míssil BR em pouca quantidade ou um Míssil estrangeiro em quantidade decente para teste e combate, que façam estoques Gordos de mísseis da Raytheon, estoques estes que faça o inimigo pensar duas vezes antes de inventar qualquer gracinha.

      • discordo completamente, em caso de paz ok depender tecnologicamente de alguns equipamentos, mas uma industria de defesa nacional capaz de suprir as forças armadas é algo estratégico a qualquer nação.
        Pergunte aos argentinos como é depender tecnologicamente de um país estrangeiro…
        Pergunte aos cientistas brasileiros do programa espacial como é depender de tecnologia americana…
        Pergunte aos indianos como é depender totalmente dos russos… se bem que nesse caso nem precisa perguntar, o Tejas é a resposta!

        Por menor que seja a quantidade de equipamentos o que se deve fazer é construir localmente, se não pode desenvolver sozinho que se crie parcerias, enquanto nós tivermos a mentalidade de que comprar é melhor que desenvolver, estaremos sempre atrás dos outros!

        Ahhh e o caça que compramos 36 unidades veio de onde?
        pois é, de um pais com necessidades bélicas iguais as nossas e mesmo assim é um grande exportador mundial de tecnologia

        • Como o Giordani sempre diz, os suecos não são donos do caça.

          Nem motor, nem radar, nem assento ejetor…

          Qual independência?

          • Mas a propriedade intelectual é sueca, a indústria que desenvolveu tecnologia, não só militar mas subprodutos civis, também é sueca. Desenvolver tecnologia militar trás avanço civil também e isso é uma conta de padaria bem simples.
            Por mais que o Gripen seja um quebra cabeça, como eu falei se não consegue sozinho, te alias a outros, a Saab sai fortalecida do projeto, a indústria sueca também.
            Desenvolver tecnologia nunca será algo ruim, nunca. Por pior que a tecnologia seja sempre será um passo adiante na construção de algo bom.

            E seguindo a lógica de vocês o KC-390, o IA2, astros 2020 devem ser descontinuados então, já que existem produtos similares testados em combate e eles tem um mercado menor. é isso?

    • 30 anos para ter um caça inferior a um mirage 2000.

      Qual independência? Motor americano com eletrônica israelense.

      No longo prazo terão… nada.

  3. Acredito que tanto os motores quanto os equipamentos de aviônicos , apesar de estrangeiros serão montados lá , o que permite aos Indianos produzir suas peças de reposição , então não vejo problema nesse caso .

    • Esse negócio de "montado lá" ou "montado aqui" não que dizer absolutamente nada.

      O Brasil já montou radares, motores e afins. Ganho zero. Aparafusar peças não é nacionalizar.

      • Ganho zero por que se limitam apenas a montar . Se correr atras , tentar copiar , investir e e tentar produzir da resultado , o problema e que aqui ninguém tem iniciativa nem investimento para isso . Não discordo totalmente de você , mas se ninguém começar algo , nunca teremos nada .

        • Com que dinheiro? Brasil não é China. Lá vc já começa com um pedido de centenas de unidades. Aqui vc compra duas dúzias.

          Tecnologia no Brasil tem que contar com exportação e pra isso tem que ser competitivo.

          Volta a minha defesa da vocacionalização do país. Não adianta fazer tudo mal, melhor fazer algumas coisas bem feitas.

  4. Se fabricar o caça fosse tão importante militarmente, Israel fabricaria os seus.
    Mas pela quantidade que compram, vale a pena para a India fabricar um Lo para substituir os Mig-21 Bison.

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