A Boeing disse que as simulações para o F/A-18E/F e EA-18G decolando com o uso de ski jump revelaram que o avião pode ser lançado em segurança e com uma carga “significativa” 

Depois de conduzir estudos detalhados de capacidade e análise de simulação, a Boeing disse estar confiante de que o F/A-18E/F Super Hornet Block III pode operar com segurança no porta-aviões indiano INS Vikrant, com uma carga de armas “significativa”.

O Super Hornet está na disputa por um pedido da Marinha Indiana para 57 novos jatos de combate. O francês Rafale M é o principal concorrente (e preferido da Marinha). Acontece que a Marinha indiana não usa catapulta em seus porta-aviões, necessitando assim que os novos aviões sejam capazes de decolar por meio de uma “rampa”. Tanto o Super Hornet quanto Rafale M são projetados para uso de catapulta.

Um executivo sênior da Boeing disse “que as negociações estão rodando com a Marinha e a Força Aérea (a IAF quer 116 novos caças sob o programa Make in India) e que o Super Hornet demonstrará no futuro próximo a capacidade de decolar usando rampa”.

A McDonnell Douglas conduziu testes de decolagem com ski jump com o protótipo #3 do Hornet no início dos anos 1980

A Marinha Indiana está buscando substituir seus caças MiG 29K de origem russa que foram sobrecarregados com problemas técnicos. O INS Vikramaditya, assim como o em construção Vikrant, são projetados sem catapultas, mas com ski jump, nos quais um avião decola com a ajuda de uma rampa elevada.

O uso de uma catapulta se traduz em melhores resultados, como maior alcance e maior capacidade de carga. A Boeing, no entanto, diz que de acordo com seus estudos internos, o Super Hornet poderá operar com ski jump sem quaisquer modificações para o navio ou para o próprio jato.

Nós respondemos a perguntas da Marinha Indiana e a análise de simulação está concluída. Em algum momento, também vamos decolar de uma rampa da Marinha dos EUA. Sentimo-nos muito à vontade para aprovar os requisitos com uma carga significativa”, disse Dan Gillian, gerente do programa F/A-18 da Boeing.

A Boeing disse que com 116 jatos F/A-18 Super Hornet Block III encomendados pela Marinha dos EUA, o programa manterá a linha de produção aberto pelos próximos 15 anos. Ele também prometeu construir uma linha de produção para os jatos de combate ser fabricados na Índia, se tanto a Força Aérea quanto a Marinha Indiana selecionarem o Super Hornet.

A Boeing está buscando alavancar sua parceria com os fabricantes indianos Mahindra e Hindustan Aeronautics Limited para apresentar uma proposta sob a iniciativa Make in India.

Embora seja difícil determinar uma linha do tempo, a Marinha Indiana precisa de seus futuros jatos para seu segundo porta-aviões em construção até 2020-22, enquanto a Força Aérea está procurando desesperadamente por substitutos para os jatos MiG-21/27 até 2025. No momento, a Força Aérea e os planos de aquisição da Marinha estão sendo processados independentemente, embora pelo menos dois jatos – Rafale e Super Hornet – sejam comuns a ambas as competições.

 


FONTE: The Economic Times

 


NOTA DO EDITOR: “A Boeing, no entanto, diz que de acordo com seus estudos internos, o Super Hornet poderá operar com ski jump sem quaisquer modificações para o navio ou para o próprio jato.” – então o pesado trem de pouso do nariz pode ser modificado? Duvido que a Boeing mexa nisso.

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7 COMENTÁRIOS

  1. Esse negócio de ski jump com aeronaves tradicionais é uma ideia ruim.

  2. Sou da opinião de que se vai gastar com NAe, gaste de verdade e tenha um CATOBAR com uma tonelagem descente. Caso contrário corre-se o risco de não ter uma plataforma capaz de utilizar plenamente sua capacidade, o que pode ser complicado em um conflito de alta intensidade!

    • Com exceção dos V/Stol, acho todos um fracasso.

      Mesmo esses tem limitações, pois não podem operar aeronaves AEW, reabastecedores ou COD de asa fixa.

  3. O que me assusta é ver mais um país com sérias deficiências sociais, gastar os tubos nessa área. Indiscutível e preponderante proteger a soberania. Mas há vetores menos dispendiosos para um país de tantas desigualdades.

    • A China está ao lado investindo pesadamente em poderio militar e invadindo as águas territoriais de outros países com suas ilhas artificiais repletas de mísseis e pistas de pouso, inclusive querem se estabelecer ao sul da India e tem o aliado Paquistão fechando o cerco a oeste. Os indinos precisam do que há de melhor para enfrentar isto. E segundo apontam, o problema lá é o mesmo daqui, corrupção desenfreada, com o agravante do sistema de castas.

    • Pobreza se combate com crescimento econômico.

      Desigualdade não é um problema. A ideia é enriquecer os pobres e não empobrecer os ricos.

  4. A Ski Jump é ótima para aumentar a carga de aeronaves VTOL como o Harrier e o F-35 mas em se tratando de aeronaves CATOBAR, mais pesadas em virtude dos reforços necessários para o pouso em Porta-Aviões, é um desperdício

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