Cinco caças Dassault Mirage 2000H e dois Sukhoi Su-30MKI da Força Aérea da Índia

Índia e França estão agora finalmente perto de finalizar contrato para um projeto avaliado em US$ 5,8 bilhões para modernização dos caças Mirage 2000H da frota de combate da Força Aérea Indiana (IAF) depois de prolongadas negociações. Os quatro ou seis primeiros caças Mirage da IAF serão atualizados na França, enquanto os 50 restantes serão equipados com novos aviônicos, armas e sensores para aumentar sua capacidade de combate pela Hindustan Aeronautics Ltd (HAL), na Índia, com transferência de tecnologia do projeto.

“Isso (a finalização do contrato) deve acontecer em breve”, disse, na segunda-feira, para a TOI o IAF Air Chief Marshal P V Naik. Este será o segundo grande programa de modernização, com o “upgrade” de 63 MiG-29, já em andamento num contrato avaliado em US$ 964 milhões assinado com a Rússia em março de 2008.

Será também o segundo grande contrato defesa a ser assinado com a França, depois do projeto em andamento de US$ 5,8 bilhões para construção de seis submarinos Scorpene nas docas de Mazagon, que aliás está com dois anos de atraso, com enorme aumento de custos.

“O escopo da atualização dos Mirage será muito maior do que o dos MiG-29, mas será tecnologicamente mais avançado. Custará a metade do valor das aeronaves. Após a atualização, os caças Mirage 2000 nos serão úteis por mais 15 a 20 anos”, disse um oficial da IAF.

Os caças multi-missão receberão novos aviônicos, radar, computadores de missão, um cockpit no conceito “glass”, capacetes com display integrado (HMD), suítes de guerra eletrônica, comunicação segura com link de dados, sistemas de precisão para direcionamento de armas, incluindo os mísseis do tipo “dispare e esqueça” MICA (mísseis de interceptação e combate aéreo).

“Uma equipe francesa vai retornar no início de março para os últimos detalhes. A CNC (Comissão de Negociação do Contrato) deve concluir o trabalho em cerca de dois meses. O Comitê do Gabinete de Segurança irá então ser consultado para a aprovação”, acrescentou.

A concretização do negócio poderia ser muito bem coordenada com a visita do Presidente francês Nicolas Sarkozy à Índia, a qual foi proposta para o final do ano. O projeto foi criticado, nos últimos anos, porque o pacote oferecido pelas empresas francesas Dassault Aviation (fabricante de aviões), Thales (integradora de sistemas de armas) e MBDA (fornecedora de mísseis) era cerca de 30% mais elevado do que a Índia estava disposta a pagar (veja aqui no Cavok).

Tendo inicialmente adquirido 40 caças Mirage 2000 na metade da década de oitenta, a Índia adquiriu outras 20 aeronaves nos anos posteriores. Com os caças Mirage obtido sucesso nas missões de ataque realizadas durante o conflito de Kargil, em 1999, a IAF chegou a cogitar, há alguns anos, adquirir os avançados caças Mirage 2000-5, o que depois viria a se tornar o projeto bilionário de (US$ 10,4 bilhões) referente à aquisição de 126 novas aeronaves de combate médias multimissão (MMRCA).

Mas, como a França decidiu encerrar sua linha de montagem do Mirage 2000, o Ministério da Defesa autorizou a IAF a realizar uma competição global para o projeto MMRCA. Agora, o Rafale francês está competindo com os norte americanos F/A-18IN Super Hornet (Boeing) e F-16IN Falcon (Lockheed Martin), o russo MiG-35 (United Aircraft Corporation), o Gripen sueco (Saab) e o Eurofighter Typhoon (EADS, BAe Systems, Alenia) na disputada competição pelo MMRCA.

A IAF vem enfrentando uma diminuição no número de esquadrões de caça (cada um tem de 16 a 18 aeronaves). Existem apenas 32 esquadrões, de um número autorizado de 40. A IAF decidiu realizar uma combinação de modernizações (veja aqui no Cavok) e introdução de novos aviões, como os Sukhoi-30MKI, para manter a sua aeronaves de combate em operação.

Fonte: Times of India – Tradução: Cavok

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2 COMENTÁRIOS

  1. Nossa! quase seis bilhões para converter 60 M2000? MUITO CARO… cerca de 96 milhões por caça… Melhor comprar os Rafales zero KM…

    • Esse valor havia sido avaliado anteriormente e os indianos haviam dito a mesma coisa. Mas a pressão política falou mais alto. Não lembra nada que pode acontecer por essas terras?

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