Índia e EUA estão caminhando na direção de um acordo para o compartilhamento de tecnologia de defesa. O acordo abrirá caminho para a participação de grandes empresas norte-americnas de aviação na licitação indiana para fabricar e fornecer 114 caças de combate para a Força Aérea da Índia.

O Governo e a indústria dos EUA sabe que uma parceria indo-americana é a melhor maneira de prosseguir com as compras – avaliadas em cerca de US$ 20 bilhões – é através de um acordo governo-a-governo para permitir o ‘Make in India‘ e o compartilhamento de tecnologia.

Liderado pelo ministro da Defesa Rajnath Singhe o Ministro de assuntos externos, S Jaishankar, se concentrará nos esforços renovados para levar adiante a Iniciativa de Tecnologia e C

omércio de Defesa (Defence Technology and Trade Initiative – DTTI) para incluir drones de guerra, armas leves e realidade virtual aumentada.

Espera-se que os dois lados assinem o Anexo de Segurança Industrial (Industrial Security Annex – ISA), que permitirá a transferência de tecnologia por uma empresa norte-americana para seus parceiros indianos no setor privado. Enquanto várias empresas  dos EUA, incluindo a Lockheed e a Boeing, já estão trabalhando em produtos de defesa com parceiros indianos – principalmente para cumprir obrigações compensatórias -, os projetos são principalmente do tipo ‘construir para imprimir’ (build to print).

A ISA permitiria a transferência de peças de tecnologia de ponta regulamentadas pela lei dos EUA e teria salvaguardas para garantir que as informações sejam protegidas pela lei indiana. “Basicamente, um ISA permite que a indústria dos EUA compartilhe informações e tecnologias sensíveis dos EUA com empresas indianas. Utilizado de de maneira eficaz, ele permite

 que a Índia inicie sua indústria de defesa local por meio de parcerias muito mais sofisticadas com a indústria dos EUA”, disse Vikram J Singh, assessor ligado a parceria estratégica EUA-Índia.

Ganha força dentro do governo indiano a ideia de que o complexo plano para construir 114 caças após um processo de seleção mundial seria melhor atendido sob um acordo entre governos, o que asseguraria a transferência de tecnologia. “O FMS, que é o sistema de governo para governo dos Estados Unidos, é provavelmente a única maneira desse acordo funcionar com uma empresa norte-americana. O FMS também é desejável – não houve incidentes de corrupção ou escândalo em bilhões de dólares em transações do FMS com a Índia. A integração em um grupo global de milhares de aeronaves faria mais para impulsionar a indústria de defesa da Índia do que quase qualquer outra coisa”, disse Singh.

É improvável que o acordo Índia-EUA dê acesso mútuo a mapas geoespaciais de alta precisão, pois os problemas técnicos no compartilhamento de dados ainda não foram resolvidos. A DTTI também não contempla a transferência de tecnologia para a construção de motores a jato, mas novas áreas de cooperação estão sendo identificadas.


Com informações do jornal indiano The Economic Times


NOTA DO EDITOR: “O FMS também é desejável…A integração em um grupo global de milhares de aeronaves faria mais para impulsionar a indústria de defesa da Índia do que quase qualquer outra coisa.” – É, os franceses não vão curtir isso… 

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2 COMENTÁRIOS

  1. E os EUA vão formando um "cordão sanitário" em volta da China, com Índia, Coreia do Sul, Japão, Filipinas, Austrália e outros.

    • Este cordão sanitário existe desde a guerra da Coreia. O objetivo é negar o acesso da China ao mar, por isso os investimentos pesados chineses na Marinha e na Força aerea.

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