É provável que a IAF (Força Aérea indiana) insista em uma cláusula para o desenvolvimento de um motor nacional quando quando escolher o vencedor do multibilionário programa AMCA (Advanced Multirole Combat Aircraft), que dará à Índia seu primeiro caça de Quinta Geração.

De acordo com as perspectivas, o primeiro protótipo AMCA deverá voar por volta de 2026. O ousado programa visa, além de dar à Índia seu primeiro avião furtivo e de Quinta Geração, substituir importações caras de aeronaves de combate no futuro, com a Força Aérea ansiosa para que um motor de fabricação nacional seja desenvolvido para uma verdadeira independência tecnológica.

Embora seja muito provável que os dois primeiros esquadrões AMCA serão dependentes de uma variante do motor GE 414 de fabricação norte-americana, o projeto será liberado nos próximos meses com a condição de que um processo paralelo seja iniciado pela DRDO (Defence Research and Development Organisation) para desenvolver uma fábrica de motores aeronáuticos com colaboração estrangeira. “Um caminho claro para o desenvolvimento de nosso próprio motor é essencial e deve ser feito ao longo do programa AMCA. Se necessário, pode-se buscar a colaboração estrangeira de nações ocidentais que possuem tecnologias avançadas”.

O motor indiano Kaveri: ainda aguardando seu desenvolvimento.

A avaliação no estabelecimento indiano é de que as tecnologias de motores necessárias para futuras aeronaves estão disponíveis em países como França, Reino Unido e EUA, enquanto a tradicional aliada Rússia está atrasada nesse campo. O lado indiano também deseja não repetir uma deficiência do programa chinês de desenvolvimento de armas, onde a falta de um confiável motor aeronáutico é vista como um entrave.

O DRDO realizou projetos preliminares para a AMCA e está confiante de que estará em condições de lançar o primeiro protótipo de teste dentro de cinco anos após o projeto receber luz verde do Tesouro indiano, ou seja, cerca de US$ 1 bilhão.

Os planos para desenvolver o motor nacional de caça Kaveri como parte do acordo de compensação do Rafale não decolaram, embora as apresentações tenham sido feitas pelo lado francês sobre a criação de uma rede de suporte de motores de aeronaves na Índia.

Com informações do jornal The Economic Times.

Anúncios

7 COMENTÁRIOS

  1. Não consigo acreditar que os indianos um dia terão um bom motor aeronáutico. Atingir o nível dos tradicionais fabricantes ocidentais já será 'um parto' e manter, sustentar uma estrutura produzindo, será outro. Haja recursos. Os chineses ainda convencem que um dia conseguirão essa façanha, são mais ousados e os recursos financeiros parece não lhes faltar.

    • Penso que não. Acho que os russos se negam a compartilhar essa tecnologia. Se criou nos blogs uma impressão que os russos repassam tecnologia de qualquer jeito. Eles vendem armas para qualquer um, mas o repasse de tecnologia é limitado e apenas para clientes especiais.