A revista eletrônica Aviation Week fez um compilado dos candidatos a próximo caça da Força Aérea indiana (IAF).

 

Boeing F/A-18E/F Super Hornet Block III

Parceiros Internacionais: Dynamatic Technologies, Mahindra Aerospace & Defense, Hindustan Aeronautics Ltd.

Vantagens:

·CFTs (tanque de combustível conformal), adicionando 1.500 kg de combustível para aumentar o alcance em até 222 km.

·Baixa assinatura de radar.

·Sistema avançado de cockpit com tela sensível ao toque.

·Maior poder de computação e capacidade expandida para transferir dados.

·Sensor de busca e rastreio por infravermelho.

·Projetado para operações em porta-aviões, incluindo a capacidade de dobrar as asas.

·Motor GE F414, o mesmo do Tejas.

·A Boeing tem um relacionamento de sete décadas com a Índia e negocios próximos de US$ 1 bilhão por ano.

·Aeronave pronta para ser testadas.

·A Boeing pode construir uma fábrica adjacente ao Aeroporto Internacional de Kempegowda, fora de Bangalore.

·A Boeing tem mais de 160 fornecedores no país. Seu Centro de Engenharia e Tecnologia da Índia emprega 1.679 engenheiros.


Dassault Rafale

Parceiros Internacionais: Reliance Group, Mahindra, Maini Group, TAL, Defsys Solutions

Vantagens:

·O Rafale estará operacional no país, com especificações indianas, até o final de 2019.

·Versão embarcada com grandes chances de ser selecionada pela Marinha indiana e fornecer 57 caças.

·Thales RBE2 – radar de matriz de varredura ativa, eletronicamente digitalizado, de quinta geração.

·Visor montado em capacete.

·Pod de guerra eletrônica Spectra com melhor capacidade de interferência e modo colaborativo para localização de ameaças.

·Link de dados e voz.

·Capacidade de manutenção preventiva no motor M88.

·Fornecedores franceses da Dassault que montam a cadeia de suprimentos indiana.


Eurofighter Typhoon

Parceiros no País: Hindustan Aeronautics Ltd. (HAL).

Vantagens:

·Capacidades ar-ar e ar-superfície simultaneamente (no ultimo bloco – NT).

·Dois motores Eurojet EJ200, cada um gerando 6.500 kg de empuxo seco e mais de 9.100 kg com pós-combustores.

·Com o Spear 3, cada Typhoon pode transportar até 12 mini mísseis de cruzeiro, além de um conjunto completo de armas ar-ar.

·Software de imagem de dados de última geração.

·Parceiros da Eurofighter Airbus e BAE Systems têm laços de longa data com a Índia.

·A HAL e a BAE Systems colaboram com aeronaves há sete décadas.

·A proposta inclui industrialização, transferência de tecnologia e produção licenciada do Typhoon.

·A Airbus também está oferecendo a construção da aeronave de transporte militar C295W ao lado da Tata e uma parceria com a Mahindra Defense para fabricar helicópteros militares no local.


Lockheed Martin F-16 block 70

Parceiro no País: Tata Advanced Systems Ltd.

Vantagens:

·Radar Northrop Grumman APG83 avançado, capacidade de radar multimodo de quinta geração.

·Sistema IFF (Identification Friend-or-Foe) avançado AN/APX-126.

·Mira montada no capacete para modos com armas ar-ar e ar-terra.

·Sistema automático de prevenção de colisão no solo.

·Sistema atualizado de guerra eletrônica.

·Compatibilidade com caças F-35 e F-22 de quinta geração.

·Capacitado para transporte e lançamento de mais de 180 tipos de armas.

·Tela central permite exibição de mapas em cores e em movimento; exibição digital de dados de instrumentos de voo.

·Melhor tecnologia de computação para processamento de dados.

·GPS/INS incorporado.

·Compatibilidade com a frota mundial de 4.588 aeronaves F-16. Permite à Índia acesso ao mercado de US$ 150 bilhões do F-16.

·400 startups podem se beneficiar.


Saab Gripen E

Parceiros no País: Grupo Adani

Vantagens:

·10 min é o tempo que a Saab alega para repor o caça em operação após retornar de uma surtida.

·Pode alternar facilmente entre os papéis ar-ar, ar-solo e reconhecimento, bem como atuar em múltiplas funções simultaneamente.

·Radar AESA.

·Sistema avançado de guerra eletrônica.

·Comunicações de dados avançadas, links de dados duplos, comunicações por satélite e links de vídeo, para garantir o conhecimento da situação do piloto.

·Data link dentro de uma unidade aérea tática, entre os sistemas de alerta antecipado, de controle e comando e controle em terra ou no mar.

·A arquitetura aviônica inteligente e flexível permite a fácil integração de armas e a troca de algoritmos antigos.

·Motor General Electric F414G.

·A oferta de transferência de tecnologia da Saab prevê o crescimento geral da indústria de defesa indiana, replicando sua parceria estratégica no Brasil. A Saab diz que transformará uma instalação proposta na Índia em um centro regional para o Gripen.

·Instalação de uma instalação de fabricação completa e ecossistema aeroespacial na Índia; criação de uma base de fornecedores locais de sistemas auxiliares; emprego de uma força de trabalho indiana bem treinada.


MiG-35

Parceiro no País: HAL

Vantagens:

·A MiG afirma que o custo será 20% mais barato que o dos concorrentes.

·Custo por hora de voo é 2,5 vezes menor do que o MiG-29.

·Aumento de carga paga em nove pontos externos.

·Maior capacidade de combustível e capacidade de reabastecer outras aeronaves.

·Tecnologia de proteção contra corrosão para operar em climas tropicais e no mar.

·Sistemas de controle fly-by-wire digitalmente integrados de três canais com redundância quádrupla.

·Assinatura de radar reduzida.

·Capacidade de empuxo vetorado, integrada ao motor RD-33.

·A HAL ajudará a UAC a alavancar as instalações de produção existentes.

·A Força Aérea já pilota o precursor do MiG-35, o MiG-29, que está sendo atualizado para o nível MiG-28 (UPG).

·Transformar o MiG-29 em um MiG-35 é uma extensão lógica de trabalho que pode acontecer em vários estágios, sendo o primeiro a montagem modular usando kits fornecidos pela empresa russa. No futuro, em conjunto com a Índia, o ciclo completo de produção seria local.


Su-35 Flanker-E

Parceiro no País: HAL

Vantagens:

·A Força Aérea Indiana opera o Su-30MKI. O Su-35 é uma versão modernizada.

·Capacidade de operar de forma independente, em um grupo de aeronaves ou como parte de um grupo de batalha controlado por um centro de comando aéreo, terrestre ou naval.

·Sistema integrado único de gerenciamento de informações.

·Ataca alvos terrestres e na superfície do mar com mísseis guiados de alta precisão sem entrar em zonas de defesa aérea.

·Operações simultâneas de superfície ar-ar e ar-ar.

·Pode manobrar a 9g+ com alto AOA (ângulo de ataque).

·Assento de ejeção Zvezda K-36D-3.5E zero-zero.

·Doze pontos externos para transportar armas. O Su-35 pode ser armado com uma variedade de bombas guiadas por satélite, TV e laser.

·Dois motores turbojato Saturn UF AL-31F 117S com controle de bicos de empuxo vetorizado, cada um fornecendo empuxo seco de 8.800 kg ou 14.500 kg com pós-combustão.

 


 

16 COMENTÁRIOS

  1. Interessante que o Su 35 entrou no meio da "corrida", e segundo fontes locais os próprios Indianos solicitaram a participação dele, pelo que tenho visto sera um concorrente de peso ..
    Se não cancelarem este programa de aquisição, ( acho dificil isto ir prá frente) o vencedor esta entre F/A 18 E/F
    Sukhoi Su 35
    Rafale
    O MiG 35 e o E. Typhoon não tem nenhuma chance , F 16 V e Gripen NG corre por fora…

    • Discordo, os indianos não tem dinheiro para substituir MIG 21/27 por nenhum caça bimotor.

      A briga está entre o F16 e o Gripen. As outras aeronaves só foram admitidas por temerem a concorrência com o Tejas.

      • Se este programa vingar VC vai ver quais serão os finalistas , mas minha aposta é que vão cancelar e comprar alguma coisa de parteleira , já começaram a reclamar que o orçamento aprovado para os próximos anos é insuficiente para implementar os projetos em andamento …

        • O MRCA foi cancelado por custos.

          O problema não é o orçamento, mas o que a Índia pode pagar.

  2. Eu não apostava nenhuma ficha no Typhoon, até ver a HAL na parada.

  3. fiquei em dúvida em dois pontos: o que seria um mini míssil de cruzeiro? e Mig-28(UPG)?

    • O Spear 3 é um míssil ar-superfície com 100kg de massa e alcance de 130 km. A inspiração é a mesma de todos, um veículo que entregará uma ogiva de forma precisa em um ponto específico e se destruirá ao realizar o intento.

      A questão é que este é bem menor que seus congêneres. Será um trunfo não só para o EF-2000, bem como para o F-35.

  4. Indianos podem escolher po motivos politicos vai ser o pior. fosse eu serisa o Gripen que o MIG-35 é o mig-29 com roupa nova. os SU-30 da iaf estão com problemas da assistência tecnica.

    • Squem da assistência aos Su 30 da IAF não é a Rússia mas sim a HAL ,pois são fabricados lá , e acompanho diariamente a mídia indiana e não vida nenhuma reclamação de problemas técnicos , inclusive vão assinar contrato para mais 18 unidades…

  5. Volto a dizer a responsabilidade de manutenção da frota de Su 30 indianos é da HAL , ela é responsável pela solicitação de kits , e por gerenciamento de peças sobresselentes da IAF , se ela atrasa nos pedidos ,os russos atrasa na entrega …

    Mirage enfrenta problemas na Índia , a culpa é da HAL pois ela é responsável da manutenção e atualização dos mesmos ( Inclusive semana passada caiu um que tinha sido revitalizado por ela)..
    Tejas enfrenta vários problemas ,culpa da HAL também , falta de um treinador para este modelo , HAL também responsabizada por isso..
    HAL é uma estatal mal organizada e falida que tem enfrentado pesadas críticas da IAF …
    Se o pós venda da Sukhoi fosse tão ruim assim para a IAF, eles não comprariam mais 18 unidades , não aceitariam atualizar os que ela tem para a versão "Super Sukhoi"…
    Não vejo Peru , Vietnam, Argélia , Iraque etc.. Ficar reclamando de pós venda Russo devido a falta de peças , tudo é ter $$$ e planejamento ..

    Igual a Malásia reclamando de seus SUs que tem péssima disponibilidade , mas foram ver o por que , bom romperam com a empresa local responsável , não contrataram outra e ainda queriam que os Russos mandassem peças sem saber do que precisava…

  6. Pra substituir os Mig21?
    Talvez daqui 15 anos saia o resultado mas imagino que será um bem baratinho, olhe la se for um treinador.

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