A HAL deverá desenvolver o novo caça bimotor embarcado da Índia, chamado de Twin Engine Deck Based Fighter (TEDBF).

A Organização de Desenvolvimento de Pesquisa em Defesa (DRDO) da Índia se ofereceu para desenvolver um novo jato bimotor, embarcado em porta-aviões, batizada de TEDBF (Twin Engine Deck Based Fighter), para a Marinha da Índia.

Segundo o almirante-chefe da Marinha da Índia, Karambir Singh, a nova aeronave será desenvolvida com base na experiência adquirida com o desenvolvimento da variante naval da aeronave de combate leve (LCA) HAL Tejas Mk-1 monomotor e deve estar pronta até 2026, informou o jornal Hindu.

“Os requisitos qualitativos estão sendo feitos. Eles disseram que deveriam poder adiantar isso até 2026. Se ele atender ao nosso tempo e aos requisitos de qualificação, nós definitivamente o aceitaremos”, disse ele na conferência de imprensa anual antes do Dia da Marinha.

Durante a coletiva de imprensa, ele também disse que a Marinha espera ter o primeiro porta-aviões do país, o INS Vikrant (também chamado de Porta-Aviões Indígena 1, IAC-1), operacional até 2022.

Em um marco importante para o desenvolvimento da aviação de porta-aviões indiano, a variante naval do Tejas LCA, batizada de LCA Naval, conduziu seu primeiro pouso a bordo do único porta-aviões operacional da Marinha Indiana, o INS Vikramaditya, em 11 de janeiro. Foi a primeira vez que uma aeronaves desenvolvida na Índia pousou no convés de um porta-aviões e, com esse feito, a Índia se juntou a um seleto grupo de nações (EUA, Reino Unido, Rússia, França e China), que demonstraram essa capacidade.

O almirante Singh também disse que o atual LCA Mk-1 atuará como um demonstrador de tecnologia e será submetido a vários testes de compatibilidade m porta-aviões, e essa experiência será usada para o desenvolvimento da nova aeronave de combate TEDBF.

Após o primeiro pouso do LCA Naval no porta-aviões, a Marinha da Índia disse em comunicado que o marco “agora abrirá o caminho para desenvolver e fabricar o caça bimotor baseado no convés do porta-aviões”.

O projeto do caça de peso médio Tejas deve ser abandonado.

De acordo com fontes da Marinha, o serviço não está disposto a receber o avião de caça monomotor, pois está de olho em um jato bimotor para operações embarcadas. Isso também elimina a variante naval do LCA Mk2, também chamada de “caça de peso médio”, equipada com um motor mais potente (turbofan General Electric F414-GE-INS6 (98 kN) no lugar do GE F404-GE-IN20 (53,9 kN)), modificações na estrutura da aeronave, como canards de acoplamento fechado, e recursos como o sistema de busca e rastreamento de infravermelho (IRST) e um sistema de aviso de aproximação de mísseis (MAWS).

O novo caça TEDBF será equipado com dois motores GE F-414 e a aeronave terá um peso total de 24 toneladas. A aeronave terá capacidade de carga útil de 9 toneladas e velocidade máxima de aproximadamente Mach 1,6. A aeronave seria comparável em tamanho com o caça MiG-29K atualmente operado pela Marinha Indiana no INS Vikramaditya.

O primeiro voo do TEDBF está programado para 2025-26, com a expectativa de que o caça seja introduzido na Marinha até 2031. A nova aeronave substituirá os jatos MiG-29K/KUB que atualmente operam no INS Vikramaditya e também servirá a bordo do INS Vikrant que está programado para ser comissionado no próximo ano.

A Força Aérea da Índia poderá ver o desenvolvimento do conceito Omni Role Combat Aircraft (ORCA)

De acordo com uma reportagem da NDTV, a Agência de Design Aeronáutico (ADA) e a Hindustan Aeronautics Limited (HAL) também estão estudando uma variante do TEDBF para a Força Aérea Indiana, apelidada de Omni Role Combat Aircraft (ORCA). A ORCA pesaria uma tonelada menos que o TEDBF, pois não teria o trem de pouso reforçado necessário para as operações embarcadas e, portanto, também custaria menos.

Ambos os jatos serão equipados com uma série de novos recursos, como o radar AESA (Active Electronically Scanned Array) de última geração, links de dados e sistemas de comunicação. Os jatos também serão armados com sistemas de armas fabricados na Índia, como o míssil ar-ar além de alcance visual (BVRAAM) Astra.

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6 COMENTÁRIOS

  1. Um Eurofighter naval! Me diga alguma coisa que a Índia NÃO queira por a HAL para fazer — e será impressionante…

    • Esse é o problema. Muitos programas, muito dinheiro, mas pouco resultado.

  2. Não só insistem no erro, como dobraram a aposta.
    Deve ter gente levando dinheiro a rodo nisso.

  3. Quando terminarem provavelmente o F-35 será o que o F-5 é hoje. Entao imagina esse aviao indiano…

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