Caça indiano Sukhoi Su-30MKI Flanker.

A Força Aérea Indiana ainda quer integrar o míssil britânico ar-ar de curto alcance (ASRAAM) da MBDA em sua frota de aeronaves de combate Sukhoi Su-30MKI. Mas isto está desencadeando protestos de Moscou.

“Nenhum país permitiria isso”, disse Vladimir Drozhzhov, vice-diretor do Serviço Federal de Cooperação Técnico-Militar da Rússia (FSMTC). Ele disse isso enquanto respondia a perguntas de um grupo de jornalistas indianos que visitavam os escritórios da Rosoboronexport em Moscou, conforme relatado pelo site indiano LiveFist.

Para Moscou, a integração de um míssil ocidental em uma aeronave russa representa um risco para a segurança da tecnologia. De acordo com a Rosoboronexport, há preocupações sobre o acesso a dados confidenciais da aeronave por engenheiros ocidentais. Além disso, para a Rússia, o cliente deve passar imperativamente pelo fabricante de equipamentos russo em tudo o que diz respeito à configuração de um novo dispositivo.

De acordo com a reportagem, Drozhzhov também indicou que a Rússia normalmente informava seus clientes que as responsabilidades e o suporte pós-venda em equipamentos fornecidos ficavam comprometidos se o cliente embarcava em “qualquer contrato, modernização ou atualização” que não envolvesse a “participação da fabricante original”.

Míssil ar-ar de curto alcance ASRAAM.

Para a Índia, a adoção do míssil ASRAAM na frota Su-30MKI é essencialmente uma padronização de armas em suas frotas de aeronaves de combate, a fim de simplificar a doutrina e o gerenciamento de estoques. Mas além de uma simples atualização, a IAF parece querer substituir permanentemente o míssil russo R-73 “Vympel” pelo ASRAAM. A Rússia estava tentando vender a nova versão de seu míssil R-73 para a Índia.

Ao que tudo indica o recente combate aéreo com o Paquistão acelerou a escolha da Índia na adaptação do míssil na sua frota de Su-30. A longo prazo, portanto, a Índia está preparando uma renovação gradual de seus estoques de mísseis em favor dos mísseis ocidentais, pelo menos em parte.

Em 2014, a Índia assinou com o Reino Unido um acordo para adquirir 384 mísseis ASRAAM da MBDA visando substituir o antigo míssil Matra Magic R550 para ser integrado nos jatos SEPECAT Jaguar.

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24 COMENTÁRIOS

  1. 1) E aquele papo de independência tecnológica que os russos dariam?

    2) Os russos não deixam integrar um míssil no caça deles de geração antiga, mas americanos são obrigados a entregar o F35 e o Patriot nas mais deles via Turquia.

    • O Su 30 MKI nem é operado pelas forças russas. O indianos só querem integrar o míssil. Mas eles estão certos.

      Os americanos recusam a tecnologia do F35 e do Patriot aos turcos. Aí não pode, um absurdo.

      • Amigo, a diferença é que os turcos iniciar te queriam o patriot, negado esse equipamento é que eles passaram para s400

        • Sim, eles queriam o Patriot com transferência de tecnologia. Essa tecnologia seria repassada aos russos, logo foi negada.

  2. Falei isso no outro blog e disseram que eu não sabia do que estava falando. No caso eram mísseis Israelenses, segundo falaram quem faria a integração seriam os próprios indianos.

    • As pessoas criam mentiras, as repetem ad nauseam e acabam eles mesmos acreditando nelas.

      • Poi é, tem alguns que não conseguem encarar a verdade.

        No caso nem foi um dos trolls, era um estrangeiro. Pelo jeito ele se enganou.

        • Vc não acha estranho esses russos em sites de defesa brasileiros? De graça é que não é.

          • Russos em sites brasileiros, dezenas de matérias enaltecendo as maravilhosas tecnologias chinesas, diversos usuários "chinófilos"…

            Para quem conhece um pouco da história das ditaduras comunistas, é impossível não ficar com a pulga atrás da orelha

            • O documentário do Brasil Paralelo 1964 trouxe provas da infiltração comunista no Brasil. Os caras descobriram toneladas de relatórios e listas de traidores.

              A repercussão na mídia foi zero.

            • Mas esses russos não incomodam, muitas vezes eles até contribuem. Muito pior são alguns brasileiros falando mentiras por ideologia ou porque recebem para isso.

              Pela maneira como alguns escrevem dá para ver que não são ignorantes o suficiente para escrever as besteiras que escrevem. Eles sabem que estão errados e continuam postando as mesmas coisas. Ou é má fé ou são pagos.

      • Não que os russos estejam errados em protestar, se eu fosse eles faria o mesmo. Só mostra como as coisas não são tão simples.

        • Concordo. Se quer independência, desenvolva vc mesmo do zero. Tot não existe.

  3. Outro ponto é a Rússia fazendo exigências e querendo controlar o uso que os indianos fazem do seu avião.

    • Como os americanos TB fazem com seu equipamento, mas só os americanos são imperialistas. Os russos são como irmãos que querem nos ajudar de forma desintessada. SQN

  4. Eis aí a razão de se investir pesado em hardware e software dedicado… Pode se ter o melhor caça do mundo que sempre se estará comprometido se não se domina a integração de componentes e armas para o sistema.

    Esperemos que o caça Gripen venha a sanar essa questão para a FAB, e que ela possa ao menos poder integrar as munições e sensores que julgar necessários sem ter que recorrer a agentes externos. Caso contrário, de nada valerá todo o trabalho até aqui…

    • Se os técnicos da MBDA tiverem acesso à aeronave e seus softwares, podem proceder com a integração do míssil sem qualquer necessidade de participação de técnicos russos.
      O temor dos russos sobre informações sensíveis serem acessadas tem sentindo, mas também tem a questão da grana em vendas que vão perder.

      O fato é que o R-73 falhou miseravelmente frente aos caças do Paquistão e os indianos estão agora com este pepino.

      Em relação a FAB, sem dúvidas seria extremamente inteligente seguir o exemplo de Israel e desenvolver seus próprios e avançados, hardwares, softwares e armamentos, mas sabemos que ainda não existe um interesse sério nisto.
      E apesar do Gripen ter a grande vantagem de poder utilizar armamentos de diversos fornecedores, isto também requererá a ação de agentes externos para integrá-los.

      • Quem teria "falhado" não por falha mas sim por alcance insuficiente foi os R-77 e não os 73, mas eis a pergunta por que compraram mais 700 mísseis se são falhos ?
        E mísseis Britânicos em caças russos ? Kkkkkkk maior piada que já li em toda minha vida, o mesmo que ver um R-77 pendurado num Typhoon, se fosse Israelense os russos ia fazer carinha feia mas ia rolar, já que o caça tem vários equipamentos de Israel, e a relação da Rússia com este país e melhor que com a Inglaterra..
        Quando se vende um caça ou sistema anti-aéreo etc, o maior ganho é o apoio logístico de sua vida útil, o dinheiro do equipamento em si vc só recebe uma vez, mas os equipamento sempre vai precisar de mísseis, motores, atualizações etc… Este é o maior ganho, integrar armamento de outro país a caças russos ou vice versa e prejuízo para o fabricante..
        Resta a Índia exigir dos russos agora o acesso ao novo R-74 e o longo alcance k-77..

        • Compraram mais 700 porque são obrigados por contrato, como explicam os russos na matéria. E precisam de muitos devido à Paquistão e China.
          Mas se com toda esta quantidade estão querendo usar mísseis britânicos, não devem estar satisfeitos com eles, não é mesmo?

          • "não devem estar satisfeito com eles, não e mesmo"

            Queria perguntar isso ao Comandante da IAF, se não estão satisfeitos o por que integrar mísseis russos em caças Mirage-2000 ?
            Será que ela sabem o que é estar satisfeito ou não ?

  5. Não há independência quando se fala em ToT, e sim custos adicionais dificilmente detectados por tribunais de contas.

  6. Mas segundo li na mídia Indiana, estes mísseis serão padrão nos Jaguar, aonde está sendo integrado pela HAL e MBDA, e depois disso querem íntegra los aos Su-30 e Tejas…

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