Jato de combate Dassault Rafale, durante exercício Pitch Black 2018 na Austrália.

No meio de uma tempestade política sobre o acordo para o caça Rafale, a Força Aérea da Índia (IAF) está se preparando discretamente, incluindo a preparação da infraestrutura necessária e o treinamento de pilotos, para receber os novos jatos de combate, disseram fontes oficiais.

Eles disseram que a IAF está enviando um lote de pilotos até o final deste ano para a França para treinamento nos jatos Rafale.

Várias equipes da IAF já visitaram a França para ajudar a Dassault Aviation, fabricante do Rafale, a incorporar melhorias específicas da Índia a bordo da aeronave de combate.

A Índia assinou um acordo intergovernamental com a França em setembro de 2016, para a compra de 36 caças Rafale, a um custo de cerca de US$ 8,9 bilhões. A entrega dos jatos – capazes de transportar uma gama de potentes armas e mísseis – está programada para começar em setembro do próximo ano.

Fontes disseram que a Dassault Aviation já iniciou o voo de teste dos jatos Rafale para serem fornecidos à Índia e que a empresa foi instruída a aderir estritamente ao cronograma para a entrega da aeronave.

Os jatos Rafale virão com várias modificações específicas da Índia, incluindo displays montados no capacete (HMD) israelenses, receptores de alerta de radar (RWR), jammers de baixa banda, gravação de dados de voo (FDR) de 10 horas, sistemas de busca e rastreamento infravermelho (IRST), entre outros.

Uma equipe de pilotos da IAF já treinou nos jatos Rafale na França e eles voltarão para lá até o final do ano, disseram fontes.

O Congresso levantou várias questões sobre o acordo, incluindo as taxas da aeronave, enquanto o governo rejeitou as acusações.

Fontes disseram que o primeiro esquadrão da aeronave será implantado na estação da força aérea de Ambala, considerada uma das bases mais estrategicamente localizadas da IAF. A fronteira indo-paquistanesa fica a cerca de 220 km de lá.

O segundo esquadrão de Rafale será estacionado na base de Hasimara em Bengala Ocidental.

Autoridades disseram que o governo já sancionou cerca de 400 milhões de rupias para desenvolver a infra-estrutura necessária, como abrigos, hangares e instalações de manutenção nas duas bases.

As fontes disseram que a França tem informado regularmente a Índia sobre o progresso do projeto para o fornecimento dos jatos.

Em julho do ano passado, o chefe da IAF, Marechal da Aeronáutica, B S Dhanoa, durante sua visita à França, voou com um jato Rafale na base aérea Saint-Dizier para ganhar uma experiência em primeira mão com a aeronave.

Segundo o acordo, a entrega dos jatos terá início em 36 meses e será concluída em 67 meses a partir da data em que o contrato foi assinado.


Fonte: Times of India

Nota do Editor: Três jatos Rafale da Força Aérea Francesa visitaram a base aérea de Gwalior, na região central da Índia, nesta semana, durante uma discreta passagem de três dias pelo país, onde os pilotos de jatos Mirage 2000 e equipes de manutenção da base puderam ver de perto o novo jato de combate.

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8 COMENTÁRIOS

  1. A Índia precisa do Rafale, mas parece que suas forças são desorganizadas, na questão gerenciamento de equipamento.
    Seria o ideal para substituir não só os obsoletos Mig-21 93 Bison, Migs 23 e 27, como os Mig-29 da força aérea e navais à médio prazo, assim como jaguar e M-2000 em um prazo mais longo. Usando menos aparelhos, com menos esquadrões.

    • Realmente o Rafale sendo Multirole chega na Índia para substituir todos os vetores que você citou. De fato existe um problema muito sério hoje dentro da Força Aérea Indiana no que tange ao mantenimento de diversos vetores. Não sabemos se o foco do problema está na manutenção precária, na falta de peças ou – culturalmente falando – um modo relaxado digamos assim para com os vetores. O mais sensato e não só lá, mas em todo e qualquer "Planejamento Administrativo", é continuar com a aquisição do Rafale, já que este está sendo adquirido, não só para a Força Aérea mas também para a Marinha. O Tejas foi um grande esforço por parte do governo na busca de desenvolver sua indústria aeronáutica, então não deve ser descartado. A Índia irá acertar se manter no futuro metade da frota formada pelo Tejas e outra metade pelo Rafale em um Hi-Lo respeitável, com uma cadeia logística eficiente e facilitada para a gestão dos meios.

      • O Tejas é mais uma questão de orgulho nacional e dinheiro já gasto que não tem como ser explicado ao contribuinte se o projeto parar. Mas deve-se por na equação o SU-30 MKI, que por muitos anos será o principal vetor da IAF.

  2. 8,9 bi por 36 caças dá mais de 247 mi por cada um, tornando-o o mais caro caça do mundo. Foram comprados para manter a capacidade de ataque nuclear indiano com armamentos franceses, o que justifica "parcialmente" o alto valor, mas comprá-lo pra suprir todos os esquadrões seria inviável.

    • Desculpa, mas sugiro um pouco mais informação para daí cravar tal afirmação.

    • Vale lembrar que a India irá pagar esse valor pq optou por customizar a aeronave!

  3. Indian Rafale would be Most Advanced Rafale in the world due to Add-ons .

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