Sea Harrier da marinha da Índia (Imagem: indian navy)
Sea Harrier da marinha da Índia (Imagem: indian navy)

A Índia está no meio de um estudo para definir os requisitos de um porta-aviões de 65.000 toneladas e o plano atual é para que seja de propulsão nuclear.

A Índia está tentando acelerar a finalização de seu ambicioso plano para lançar a construção local de seu maior porta-aviões. Embora o sistema de propulsão para o navio de guerra capaz de deslocar 65.000 toneladas ainda esteja sendo decidida, a ideia de se utiizar energia nuclear está ganhando força.

O programa ganhou ares de prioridade já que o envelhecimento do INS Viraat (56 anos) e seus 11 Sea Harrier serão aposentados no próximo ano.

A Índia tem urgencia no planejamento com antecedência, uma vez que vai demorar pelo menos 10 a12 anos para construir um novo e que será batizado de INS Vishal. O tempo urge se ela (a Índia) quer construir sistematicamente uma capacidade militar para combater a expansão naval chinesa de longo alcance na Região Oceano Índico, disseram as autoridades.

(Imagem: bharat-rakshak.com)
(Imagem: bharat-rakshak.com)

A China, após a introdução do Liaoning em 2012, seu primeiro porta-aviões de 65.000 toneladas, já tem um segundo em construção e mais dois estão na fila para reforçar ainda mais o seu poder marítimo. Os porta-aviões, com os seus navios de guerra e aviões de acompanhamento, afinal de contas, são os símbolos fundamentais da projeção de poder militar ao redor do globo.

O INS Viraat será desmantelado em fevereiro de 2016. Em 1987 o Viraat (Gigante) foi adquirido do Reino Unido a um baixo custo. O Viraat foi a nau capitânea Hermes durante o conflito das Falklands/Malvinas.

Com a retirada do Viraat a Marinha vai ficar apenas com um porta-aviões, o INS Vikramaditya de 44.000 toneladas e o remodelado Admiral Gorshkov comprado da Rússia em novembro de 2013. O INS Vikrant de 40.000 toneladas está sendo construído e estará pronto entre 2018-2019 depois de um longo atraso.

A construção do INS Vishal também não será uma tarefa fácil. Vai demorar mais alguns meses para “finalizar a tonelagem exata e o tipo de propulsão, aeronaves e outros parâmetros. O governo tem que tomar a decisão final”, disse um oficial.

Mas o porta-aviões terá definitivamente configuração CATOBAR (catapult assisted take-off but arrested recovery – catapulta e recuperação por cabo) para o lançamento de caças, bem como aeronaves mais pesadas em seu deck. Para este fim, a Índia já pediu aos EUA ajuda para compartilhar tecnologia para EMALS (electromagnetic aircraft launch systems – catapulta eletromagnética), desenvolvido pela General Atomics.

Encontro de forças sobre o INS Viraat
Encontro de forças sobre o INS Viraat

O INS Viraat, Vikramaditya e Vikrant todos tem ski jump para os caças decolarem com seus próprios motores e pousam STOBAR (short take-off but arrested recovery – recuperação por cabo). “Isso limita as operações do navio para apenas caças como o MiG-29K. Com CATOBAR será capaz de usar aeronaves mais pesadas para a vigilância, de alerta antecipado, guerra eletrônica e outras operações”.

A importância de grupos de batalha com porta-aviões pode ser medido pelo fato de que uma força-tarefa pode “controlar” cerca de 200.000 milhas náuticas quadradas de área de oceano e é capaz de mover-se mais de 600 milhas náuticas por dia.

FONTE: The Indian Times – Tradução e edição: CAVOK

NOTA DO EDITOR: Nosso foco é aviação, mas como não gostar dessas incríveis peças de engenharia que são os porta-aviões?

NOTA DO EDITOR²: “C” significa porta-aviões, “V” indica que é de asa fixa e “N” representa a propulsão nuclear. Então CVN significa em tradução livre “porta-aviões de aeronaves de asa fixa e movido a energia nuclear”.

NOTA DO EDITOR³: INS é Indian Naval Ship.


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18 COMENTÁRIOS

  1. Pelo histórico dos indianos, não acho uma ideia muito boa essa de ser movido a energia nuclear, vai que a lei de Murphy seja aplicada ao pé da letra….rs…

  2. E os RIC vem se armando ate os dentes contra eles mesmos e contra o poderio americano, 3 países extremamente poderosos armados ate os dentes com material humano gigantesco, vejo muito especialista de banco de buteco dizendo que se tem que deter o avanço militar e de influencia chinesa e russa, mas esquecem da índia que também tem pretensões não muito claras sobre a asia e o resto do mundo.

    Enquanto isso no Brasil nossa marinha não tem capacidade de projeção estratégica, se resume a uma guarda costeira, com um vasto território marítimo defendido com poucos navios e submarinos.
    E pensar que a armada imperial chegou a ser a quinta ou sexta maior marinha de superfície do seculo 19 possuindo mais de 100 navios modernos na época.

  3. Que inveja da Índia! Lá eles USAM seus porta-aviões! Eles navegam! Com aviões de verdade!!!

  4. Como se os EUA fossem vender?! Bem como é pra chutar a China eles venderiam né?

  5. Poderá flutuar por pouco tempo….rsss….onde tudo que voa cai sem muito propósito, imaginem o risco dum porta aviões…rss

  6. Cari marcelohceh,

    Foi só mais uma brincadeira. 🙂

    É claro que os americanos jamis venderiam a planta de um CVN como o Enterprise. Mas os Indianos tem alternativas, melhores que a China como os franceses e ingleses.

    []'s

  7. Por essas e outras que eu não acredito nessa utopia tão cara à diplomacia dos atabaques do Itamaraty chamada BRICS. Como é possível um bloco onde dois dos principais membros vivem se estranhando, ou alguém acha que essa expansão naval indiana não é ditada pelo avanço chinês no Índico?

  8. HMS Tireless, o incansável Belerofonte ante a Quimera do pastel de vento!!!!

  9. Verdade Gio! Aquilo ali não tem mais jeito não! É um degenerado que só fala asneiras. Mas é ainda pior quando ele tem suas enureses após ter pesadelos com "Uzsiúnista mau"….rs!

  10. Boa noite…
    Estava procurando um "guia" que explicasse o significado das letras antes dos nomes dos navios da US Navy, e como vi que você explica uma destas siglas, gostaria de saber se tem alguma "tabela" explicando TODAS ELAS (DDG, etc)…
    Desde já, Obrigado.

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