Caças F-16 e jatos FA-50 realizarão voos a baixa altitude para “acordar” a população da Indonésia para uma tradição religiosa. (Foto: U.S. Air Force / Alex R. Lloyd)

A Força Aérea da Indonésia anunciou que participará da tradição do país de acordar as pessoas durante o mês de jejum do Ramadã para o “sahur” (refeição antes do amanhecer).

Por meio de sua conta no Twitter, a Força Aérea da Indonésia informou que um treinamento de caça a jato seria realizado em várias cidades da ilha de Java, Surabaya, em Java Oriental, Surakarta, Klaten e Sragen, em Java Central e Yogyakarta.

“Se Deus quiser, nós vamos levar a tradição de acordar as pessoas para o sahur usando aviões de combate”, diz o tweet.

Separadamente, o porta-voz da Força Aérea, Coronel Sus M. Yuris disse que a missão não era apenas para manter a tradição, mas para garantir que o pessoal da Força Aérea da Indonésia não treinasse durante o Ramadã.

A madrugada é o momento certo para voar para os pilotos de caça, de acordo com especialistas médicos, que aconselharam não realizar treinamentos depois das 10 horas da manhã, quando os níveis de açúcar no sangue de pessoas começam a cair rapidamente.

“Pilotos de caça recebem a recomendação para não operar aeronaves quando estão com níveis baixos de açúcar no sangue”, disse Sus.

Um F-16 Fighting Falcon da Força Aérea da Indonésia decola durante um exercício no Aeroporto Internacional Sam Ratulangi. (Foto: U.S. Air Force / Tech. Sgt. Richard Ebensberger)

Ele acrescentou que era uma “missão combinada” para acordar as pessoas para o sahur durante o tempo de treinamento.

Durante o sahur, aviões de combate a baixa altitude irão voar pelos céus e os pilotos terão que usar pós-combustão, o que gera ruído alto.

Um programa de treinamento ao amanhecer foi iniciado pela Força Aérea da Indonésia há vários anos. Dois tipos de aeronaves foram usados ??principalmente: o F-16 e o ??T50i.


Fonte: The Jakarta Post

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3 COMENTÁRIOS

  1. A primeira vista, só pela manchete, a gente pensa: por que não usar o alarme do celular, como toda gente "normal"?

    Mas aí você lê, direito, e percebe que não é uma decisão absurda: se há um voo a ser feito e tradições religiosas a serem respeitadas, que se unam as coisas.

    Duvido que alguém reclame do rugido dos jatos, se vão ter de acordar mesmo, e para rezar — não interessa se para Alá, Deus, Javé, Buda ou outro, até porque, supõe-se, quem está em oração está fazendo algo que preste, sem fazer mal aos outros.

  2. Ser acordado pelo rugir de um caça pode ser um incômodo para muitos, mas parece um privilégio para esse povo. A religião endossa a façanha.

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