Quatro aeronaves MiG-31 pousaram em emergência no dia 15 de novembro em Usinsk, e até o momento não conseguiram decolar novamente.

Depois de cinco dias, os quatro caças interceptadores MiG-31 ainda não conseguiram decolar do aeroporto de Usinsk, na região de Komi, depois que pousaram em emergência.

Nesta terça-feira, 20 de novembro, de acordo com a agência de notícias Interfax, os pilotos estão ainda aguardando o reabastecimento para continuar a jornada.

“Os aviões deixarão o aeródromo após a manutenção necessária. Vale a pena notar que pela primeira vez o nosso aeroporto recebeu este tipo de aeronave”, explicou uma fonte no aeroporto da cidade.

No dia 15 de novembro, devido às condições climáticas, os caças fizeram um pouso de emergência em Usinsk, antes de chegar a Vorkuta, onde fica o aeroporto com duas pistas. Os pilotos contataram a companhia aérea regional Komiaviatrans com um pedido de manutenção.

Os jatos MiG-31 no Aeroporto de Usinsk.(Foto: Sergey Loyko)

Em agosto, foi publicado um vídeo em que pilotos dos caças Su-30SM, Su-35S e MiG-31, durante um exercício militar, onde realizavam pouso na rodovia Komsomolsk-on-Amur-Khabarovsk. Os pilotos praticavam manobras acrobáticas e também treinavam para pousar os aviões em uma pista mais curta.

O caça supersônico MiG-31 foi projetado para interceptar e destruir alvos aéreos em diferentes altitudes, mesmo quando o inimigo usa interferências de radar e alvos térmicos. Um grupo de quatro aeronaves é capaz de controlar o espaço por até 1.100 quilômetros. Cerca de 500 MiG-31 foram produzidos até o início dos anos 90, dos quais 349 eram a versão básica.


Fonte: Lenta.ru – Edição: Cavok

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7 COMENTÁRIOS

  1. pane seca sem crise climática orá. logística aérea russa é ruim como em toda ditadura.

  2. Esta série de reportagens me instigaram a procurar estas localidades no Google Maps. Mesmo da altura se percebe os traços da arquitetura soviética, com construções replicadas a exaustão. Gera um instigante contraste com o isolamento destas cidades.

    Menção honrosa aos aeroportos vintage.

  3. Não devem nem conseguir dar partida nos motores sem apoio externo.

    Uma coisa é operar da sede do esquadrão, outra bem diferente são situações como essa, bem comuns em conflitos.

    • Acredito que este meio aéreo não foi pensado para operar desdobrado, sem um mínimo de estrutura.

      • O que era muito comum em gerações anteriores, contudo inaceitável na guerra aérea moderna.

        • Caro Eduardo,

          O que deve ser observado, a partir de agora — e levado em consideração, com medidas paliativas ou de adequação, de acordo com a vida útil dessa versão do jato.

          Bom é que incompetência tem limite — e a equipe de planejamento desse voo já deve estar sendo "reorientada" a saber o básico sobre rotas alternativas para pouso e a subsequente logística para recuperação das aeronaves não avariadas, um quesito até raso do famoso "e se der errado: o que fazer?" da logística, coisa que até eu, que não sou militar, já ouvi nos mais diversos briefings por aí…

  4. O Mig-31 é um projeto bastante limitado tanto em suas possibilidades de emprego quanto de modernizaçao e exige muita manutençao por pouquissimo tempo de voo. Está completamente ultrapassado para os dias atuais e só atua ainda porque os russos estão sem grana para projetar novos vetores.

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