Após um ataque de drones dos EUA ao comboio de Qasem Soleimani, general da Guarda Revolucionária Iraniana, perto do Aeroporto Internacional de Bagdá, que matou o comandante sênior e mais duas dezenas de pessoas, Teerã prometeu responder com uma “vingança esmagadora”, provocando um aumento de tensões em todo o Oriente Médio.

Embora seja improvável que o Irã responda com um ataque próprio em um futuro próximo, particularmente com seus adversários na região, incluindo forças britânicas, americanas e israelenses em alerta, o país organizou uma grande demonstração de força dentro de suas próprias fronteiras – enviando os seus caças mais capazes em número considerável para patrulhar as fronteiras ocidentais.

Citando a televisão estatal iraniana, o correspondente de notícias da NBC, Ali Arouzi, twittou: “caças iranianos F-14 manobrando nos céus ocidentais e em alerta e patrulha”.

O F-14 Tomcat, apelidado de Persian Cat no Irã, é o caça mais pesado e mais capaz do inventário iraniano hoje em dia e foi amplamente modernizado no serviço iraniano com novos displays de cabine, radares e sistemas de guerra eletrônica e com novos mísseis ar-ar de longo alcance nacionais, o Fakour 90.

Os caças fazem parte de dois dos dezessete esquadrões da Força Aérea da Republica Islâmica do Irã (IRIAF) com aproximadamente três dúzias em serviço, e são os únicos jatos iranianos armados com modernos mísseis ar-ar.

Com grande parte do público iraniano exigindo vingança pelo assassinato do general mais venerado da Guarda Revolucionária, e com Teerã muito mais cautelosa em provocar um incidente grave, o destacamento dos F-14 pode desviar algumas críticas do governo sobre a falta de uma resposta imediata. A implantação foi anunciada pela mídia estatal iraniana.

Enquanto isso, o principal órgão de segurança do Irã, o Conselho Supremo de Segurança Nacional, se reuniu para discutir o ataque – embora ainda não se saiba qual será a resposta iraniana.

No dia seguinte ao ataque dos EUA, o brigadeiro-general Esmail Ghaani, vice-comandante da Força Quds da Guarda Revolucionária, foi nomeado comandante da força em substituição ao general Soleimani.

O Ministério das Relações Exteriores do Irã emitiu posteriormente uma declaração alertando que os EUA eram responsáveis ??por seu “ataque criminal” e que o assassinato reforçaria a resistência contra os americanos no Oriente Médio.

O líder supremo iraniano Ali Khamenei, um amigo próximo do general falecido, entretanto avisou de uma “vingança severa” que aguarda os “criminosos” responsáveis ??pelo ataque.

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17 COMENTÁRIOS

  1. Não será bom para os entusiastas, mas qualquer um de nós pode antever o abate de um Tomcat persa por (qualquer) um dos F-22 ou F-35 que venha a rondar as proximidades — a ironia maior seria um SH da US Navy… 🙂

    • Um F-18C dos Marines com Amraam já basta.
      Os F-14 devem estar com sérios limites de uso, por melhor que tenha sido o uso de contrabandos de peças.
      O tempo passou, os F-14 iranianos são da versão A, nem da D que era muito melhor e que acabou sendo substituída pelo Super Hornet no final dos anos 90.

  2. Como pode monomotores lentos e burros como o Reapers passarem despercebidos como uma mosca e provacar tantos estragos? E a segunda pergunta, a Russia não consegue jammear os Repears como dizem serem capazes de jammear os LRASM? Trump pegou a rainha do tabuleiro, e não fez como Clinton que deixou Bin Laden escapar.

    • Sério? Acredito que seja normal os Reapers em espaço aéreo Iraquiano, os iranianos apenas não esperavam o ataque. Pois segundo seu raciocínio os houthis também são potência. Atacaram com drones arcaicos um espaço aéreo bem defendido e não houve jammer, radar e mísseis anti aéreos que conseguiu evitar o ataque a refinaria saudita.

    • Ôh Galileu..
      Uma guerra não se resume a tiros e bombas..
      É preciso toda uma estrutura logística gigantesca para manter todo um esforço de guerra. Existe um mundo por trás do que vemos na TV e internet, tão ou mais importante e complexo do que as armas em sí..
      .
      É preciso alimentos, roupas, remédios, calçados, veículos, itens de higiene pessoal etc,etc,etc, etc…
      Seria preciso um livro para escrever tudo, e ainda assim, certamente muito coisa seria esquecida..
      Tudo isso sai de fábricas e muitas vezes o país beligerante não as tem em condições de suprir essa demanda, o que poder ser atendido por um aliado por exemplo..
      .
      Sem contar outras variáveis estratégicas, como o fator político, geográfico…
      O poder militar é importante sim, mas não é o único e suficiente para o sucesso ou fracasso, de uma operação desse nível. A história já provou isso várias vezes..
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      Uma guerra real não é tão simples como vídeo-game meu amigo..

      • Sim eu sei disso, mas não levei em conta pois o Brasil nunca esteve com condições de fechar seu comércio para outro país, recentemente o bate boca entre os dois presidentes otários daqui e da Argentina, se um fechar as portas ao outro, ambos se afundam, num hipotetico cenário de fechar aos americanos então, nem precisa comentar…