Caça Lockheed Martin F-35B Lightning II.

O Ministério da Defesa do Japão selecionou oficialmente o jato de combate F-35B Lightning II de decolagem curta e pouso vertical (STOVL) para operar a partir do porta-helicópteros da classe Izumo.

No dia 16 de agosto o ministério emitiu um breve comunicado dizendo que “o F-35B satisfez todos os requisitos para caças de decolagem curta e pouso vertical da Força de Autodefesa Aérea Japonesa (JASDF)”.

O ministério está planejando atualizar os destróieres porta-helicópteros d classe Izumo da Força de Autodefesa Marítima do Japão (JMSDF) para transformar eles em porta-aviões de pleno direito para acomodar os jatos F-35B STOVL. As duas embarcações da classe Izumo de 19.500 toneladas, JS Izumo (DDH-183) e JS Kaga (DDH-184), são as maiores embarcações navais do pós-guerra do Japão. Possuem 248 metros de comprimento e atualmente transportam até 14 helicópteros e já estão preparados para receber os novos V-22 Ospreys.

Os novos F-35B serão operados por pilotos da JASDF, pois a JMSDF não possui pilotos preparados para operar jatos de combate.

O Japão selecionou a variante de decolagem e pouso convencionais (CTOL) F-35A como a próxima geração de caças escolhidos pela Força de Autodefesa Aérea Japonesa (JASDF) em dezembro de 2011, seguindo o processo de licitação competitiva F-X. O país encomendou inicialmente 42 F-35As. Em dezembro de 2018, o Ministério da Defesa anunciou sua decisão de aumentar sua compra de F-35s de 42 para 147 e afirmou que a aeronave será uma mistura de 105 F-35As e 42 F-35B, para fortalecer a defesa do país em suas ilhas do sul (devido a um número limitado de bases aéreas e crescente ameaça da China).

Um pedido de proposta foi emitido em março de 2019, com propostas até junho. Sem surpresa, o governo dos EUA e a Lockheed Martin foram a única parte a apresentar uma proposta.

O Japão é um dos quatro atuais clientes de Vendas Militares Estrangeiras (FMS) dos EUA F-35 até o momento, incluindo Israel, a República da Coréia e a Bélgica. Atualmente cerca de 12 jatos F-35A estão em operação no país.

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12 COMENTÁRIOS

  1. Será um grande salto na capacidade ofensiva dos “novos NAes” da classe Izumo. Capacidade de até 28 aeronaves, logo com o F-35 e o V-22 será motivo de choro da China.
    Li em alguns artigos que inclusive é possível a instalação de um SKY jump (Não sei se será) mas seria também interessante se fosse possível também operar aeronaves como o E-2C/D (já em uso pelo Japão) então transformando o Izumo em um STOBAR.

    • R22, dependendo da situação, pode TALVEZ não ser preciso catapulta para operar o E-2; tudo vai depender do comprimento da pista e da potência dos motores. Tem aviões que conseguem decolar sem essa assistência.
      Mas tudo vai depender dos cálculos, claro! No mais, mesmo sem necessidade de catapulta, ainda assim seria preciso cabos de arrasto (para o enganche na manobra de recolhimento).
      Saudações!

  2. Boa tarde Senhores! É com grande satisfação que volto a participar ativamente em nossas trocas de ideias, depois de um período hospitalizado.

    Apenas tenho uma coisa a dizer:
    _ 147 F-35 é uma força de respeito, ainda mais lembrando que as forças japonesas possuem o formidável F15Eagle.

    CM

    • Moreno, bom vê-lo de volta! Saúde, meu caro!!

      Forte abraço

      • Boa madrugada Almte! E a todos os demais colegas da lista…

        Obrigado!

        CM

  3. O F-35B é só a "cereja do bolo"; já faz alguns anos que temos testemunhado o renascer desse pequeno gigante chamado Japão!
    Segunda Guerra é passado, o mundo já é outro – e os japoneses, por consequência, também! Não faz mais sentido esse exagerado ostracismo (meio imposto, meio abracado) de Tokyo.
    Novos tempos!

    • O maior desafio de Japão é a falta de recrutas e com a cada vez menor taxa de natalidade creio que criaram sua própria legião estrangeira.

  4. Seria possível nessa atual aproximação de nosso governo com os estados Unidos "ganharmos" (entre aspas) alguns f35b do Trump via FSM e opera-los no NPH Atlântico? Quais seriam as implicações técnicas e políticas?

    • Mesmo que o Brasil adquirisse, o convés de voo do PHM Atlântico infelizmente não suporta a operação com os F-35.
      As implicações seriam basicamente técnicas, tendo em vista que o F-35B é exportável à países aliados e a grande aproximação entre os atuais governos, inclusive com o recente anúncio do apoio americano ao Brasil se tornar um parceiro global da OTAN.

    • O PHM Atlântico teria de ser extensivamente adaptado, precisando trocar o convôo e os modificar os elevadores, para suportarem a operação com o F-35. Além disso haveria restrição de espaço para armazenagem de armamentos. Seria melhor a MB pensar na aquisição de uma embarcação como o BPE espanhol, por exemplo, que custa cerca de US$ 800 milhões e sairia muito mais em conta que um PA puro, com uns dois esquadrões de F-35B cada um com umas 12 aeronaves. Para padrões de Atlântico Sul, seria mais que o suficiente, junto ao Atlântico.

  5. Eu queria saber, nominalmente, a quem o Japão enviou um RFI, para depois mandar esse RFP (Boeing, ok; Lockheed, ok; Dassault, ok; Saab, 😀 )?

  6. Poderia ser instalado no PA Izumo uma catapulta eletromagnética?
    O F-35B poderia operar em capacidade total?

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