O programa do caça X-2 Shinshin deverá ser retomado com a escolha pelo projeto do novo caça nacional japonês.

O Ministério da Defesa do Japão confirmou que descartou o desenvolvimento ou a produção local de aviões de combate existentes no exterior para substituir sua frota de caça F-2, uma variante do F-16 da Lockheed Martin, produzida pela Mitsubishi.

Um fonte do Ministério de Defesa disse que o desenvolvimento e a produção do novo caça furtivo F-3 do Japão serão liderado pela indústria aeronáutica militar do país com a possibilidade de colaboração com parceiros externos, incluindo a BAE Systems, Lockheed Martin, Boeing e Northrop Grumman.

“Nossos caças F-2 devem se aposentar a partir do final dos anos 2030”, disse o porta-voz do ministério, segundo a publicação Jane’s. “A fim de adquirir novos caças que sejam capazes de desempenhar um papel central em uma futura força em rede… o Ministério de Defesa promoverá a pesquisa necessária e lançará, em um momento inicial, um projeto liderado pelo Japão com a possibilidade de colaboração internacional à vista.”

O Japão quer substituir seus jatos de combate F-2.

Espera-se que o programa inicie oficialmente este ano em linha com o Programa de Defesa de Médio Prazo (MTDP) e as Diretrizes do Programa de Defesa Nacional (NDPG), que estabelecem metas da capacidade da Força de Autodefesa Aérea do Japão (JASDF) durante um período de aproximadamente 10 anos. Espera-se que todo o programa Future Fighter (F-3) leve cerca de 15 anos.

Em 2016, o Japão revelou um demonstrador experimental de tecnologia de combate de quinta geração, apelidado de X-2 “Shinshin” (anteriormente ATD-X), que deveria servir como base para o caça F-3. No entanto, o Japão supostamente abandonou o desenvolvimento da aeronave em 2018. Dadas as recentes revelações, no entanto, a plataforma X-2 poderia ser reativada com a Mitsubishi Heavy Industries (MHI), empresa que desenvolveu a fuselagem do X-2, a liderança no desenvolvimento do F-3.

O Japão tem procurado parceiros internacionais para colaborar com a MHI e vários subcontratados japoneses no F-3 no ano passado. O Ministério da Defesa emitiu um pedido de informações para os fabricantes internacionais de aeronaves em 2018 pelo seu programa de caça invisível. A BAE Systems, a EADS, a Lockheed Martin, a Boeing e a Northrop Grumman teriam respondido ao pedido.

“A montadora de aviões Lockheed Martin, supostamente pioneira, apresentou recentemente uma proposta de projeto para um jato bimotor de superioridade aérea que combina a estrutura do F-22 com a suíte eletrônica do F-35”, conforme relatado em agosto do ano passado. “A proposta, no entanto, foi descartada como muito cara pelo Ministério das Finanças do Japão.”

O Ministério da Defesa pretende adquirir até 100 novos caças de superioridade aérea de quinta geração a um custo estimado de US$ 50 bilhões até o final da década de 2030. Notavelmente, o gabinete do primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, também aprovou o aumento do pedido existente no Japão para 42 jatos furtivos F-35A Lightning II de quinta geração – a variante de decolagem e pouso convencionais da aeronave – para 147 aeronaves em dezembro passado, podendo incluir aeronaves da versão de decolagem curta/pouso vertical F-35B.


Fonte: The Diplomat

3 COMENTÁRIOS

  1. Com essa atitude, diante de uma China cada vez mais agressiva, o Japão parece querer ter mais independência tecnológica. Cortar o 'cordão umbilical' com os EUA é muito difícil, mas capacitar sua indústria cada vez mais parece ser mais que necessário, mesmo que façam grandes aquisições como no caso dos F-35.