A empresa britânica Martin-Baker instalou os quatro primeiros assentos ejetáveis Mk8 nos jatos A-37 uruguaios.

A fabricante britânica de assentos ejetáveis, Martin-Baker, anunciou o teste bem-sucedido e a primeira instalação de assentos ejetáveis MK8 em aeronaves de ataque A-37 Dragonfly da Força Aérea do Uruguai (FAU).

Os assentos UY8LD já foram instalados nas duas primeiras aeronaves, com as quatro aeronaves restantes previstas para instalação até o final deste ano, acrescentou o comunicado da empresa no Twitter.

O contrato com a empresa britânica foi assinado no final de 2017 e contempla a instalação de 12 assentos ejetáveis em 6 aeronaves.

O MK8 é a variante simplificada e leve do altamente bem sucedido banco de ejeção Mk10 da Martin-Baker. Foi introduzido para aeronaves de treinamento primário, como o Embraer Tucano.

A simplificação de projeto mais significativa foi a remoção do motor a foguete para economizar peso. Na maioria dos outros aspectos, o assento Mk8 mantém os recursos de design e a funcionalidade do assento Mk10. O assento Mk8 oferece escape ainda na pista e em velocidades de até 70 nós e tem capacidade de escape em velocidade máxima de 425 nós.

O assento Mk8 já está em operação na aeronave Embraer Tucano, que é operada pelos seguintes países: Angola, Argentina, Brasil, Colômbia, Egito, Honduras, Iraque, Quênia, Kuwait, Mauritânia, Paraguai, Peru, Reino Unido e Venezuela. Até o momento, houve 40 ejeções de um assento de ejeção Mk8.

O Cessna A-37 Dragonfly, ou Super Tweet, é um avião de ataque leve desenvolvido a partir do treinador básico T-37 Tweet nas décadas de 1960 e 1970 pela Cessna de Wichita, Kansas. O A-37 foi introduzido durante a Guerra do Vietnã e permanece em serviço até hoje em algumas forças aéreas.

14 COMENTÁRIOS

  1. A FAU possui em seu inventário cerca de 8 exemplares do A-37 Dragonfly(fonte: WAF 2018). Se essa atualização se dará apenas em 6 células, pode significar que as demais já estão sendo canibalizadas em prol destas outras.
    Simpatizo muito com a FAU e com o Uruguai. Até hoje não entendo porque ainda não adquiriram os A-29 Super Tucano, oque daria um grande ganho operacional a esta pequena Força.
    Alguns anos atrás cogitou-se Su-30 e até F-5 ex-Suíça. Acredito que esse não deva ser o caminho que a FAU deva seguir.