Caça F-117 durante a fase inicial de desenvolvimento. (Foto meramente ilustrativa)

O caça furtivo F-117A Nighthawk, o primeiro avião furtivo projetado no mundo, foi recentemente avistado nos céus de Death Valley, na Califórnia. O caça, parte de uma frota de jatos aposentados em 2008, ostentava um novo padrão de camuflagem e estava acompanhado por um jato da NASA e uma aeronave de reabastecimento aéreo. O que estaria fazendo?

O F-117A foi visto do avião de Steve Lewis, no dia em 11 de julho. O caça estava sendo reabastecido por um KC-135R Stratotanker e era acompanhado por um caça F-15D da NASA. Curiosamente, o F-15D estava “carregando um sensor pod não identificado sob sua asa esquerda”. O avião completou o reabastecimento e depois rumou para o leste, para Nevada.

O F-117A Nighthawk foi a primeira aeronave do mundo com furtividade como principal – se não o principal – fator de design. O Lockheed Martin F-117 Nighthawk tinha um exterior facetado em forma de diamante, projetado para reduzir o retorno do radar e minimizar sua assinatura nos radares inimigos. Isso permitiu que ele escapasse das defesas aéreas inimigas, atacasse os alvos no chão com as bombas guiadas a laser GBU-27 Paveway e voltasse a se “esconder” novamente.

Embora comumente chamado de “caça invisível”, isso era um equívoco. Não possuía capacidade de engajar outras aeronaves e era estritamente um avião de ataque ou bombardeiro leve.

Padrão “aggressor” aplicado em um F-16.

O inventário da Força Aérea dos EUA de 58 Nighthawks foi aposentado em 2008, guardados em condição de “armazenamento com capacidade de voar”. Um punhado foi descartado permanentemente. Um número desconhecido ainda está voando no entanto, com avistamentos dos jatos em 2016, 2018 e agora em 2019.

No mais recente avistamento, o F-117A exibia uma pintura em blocos, branca, cinza e preta, semelhante à usada pelos esquadrões agressores da Força Aérea, que treinam para replicar armas e táticas inimigas.

Ninguém sabe o que a Força Aérea dos EUA está fazendo com o F-117A. O serviço literalmente tem milhares de aeronaves, portanto, o que quer que esteja fazendo requer o uso de uma aeronave furtiva e pouco observável. A Força Aérea dos EUA também tem os furtivos F-22 Raptor e F-35A, mas por algum motivo o serviço está usando Nighthawks mais antigos para … o que quer que esteja fazendo.

Uma das cinco aeronaves de desenvolvimento doF-117, designadas YF-117, com uma pintura ainda acinzentada, voando sobre Groom Lake, Nevada no dia 18 de junho de 1981. (Foto: Lockheed Martin)

A presença de um “sensor pod” não identificado no F-15 pode ser uma pista de que o serviço está testando um novo sensor projetado para captar aeronaves furtivas. A pintura “agressora” também pode ser um sinal de que o Nighthawk está sendo usado como substituto para aviões de combate russos e chineses.


Fonte: Combat Aircraft, via Popular Mechanics

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7 COMENTÁRIOS

  1. É isso que eu falo, os EUA trabalham, estudam e operam com a tecnologia furtiva a décadas. são o único pais que trabalha in loco nesse conceito com 4 Aeronaves (ativas ou não) alem de já terem testados protótipos de helicópteros furtivos e terem 3 navios com mais de 10 mil tons que são furtivos. é natural que eles estejam na frente tanto em desenvolvimento quanto em como combater essas tecnologias.

      • Sem dúvidas não dá nem pra comparar toda a experiência adquirida pelos EUA operando a tanto tempo esta tecnologia com a alegada "capacidade' que outros teriam alcançado num piscar de olhos.

        É simplesmente irracional acreditar que jatos como o J-20, J-31 e SU-57 sequer cheguem perto em relação a qualquer capacidade dos projetos Stealth dos EUA.
        Mas para os abduzidos pela estrela vermelha o real são suas fantasias alimentadas pela propaganda oficial dos regimes que idolatram.

  2. Os EUA podem estar corrigindo um erro estratégico.

    Retirar do serviço ativo uma aeronave com essas características não é racional. A não ser que a vida útil tenha chegado ao cabo.

    A aeronave abatida nos Balcãs, em que pese ter sido estudada pelos inimigos, por si só, não inviabiliza o seu uso.

    Um único esquadrão desses aviões causam um impacto tremendo na organização de defesa AA.

    O lixo de uns é o luxo de outros.

    Devemos lembrar que erros já foram cometidos no passado e depois revistos.

  3. sim, mas ter mais esse caca em servico adiciona outras variaveis nas defesas aereas dos inimigos, eles poderiam ter deixado esse caca ativo mas nunca colocar em servico, somente isso jah demandaria muito esforco de planejamento e custos das defesas AA.