Visão do Su-27 Flanker pelos sensores de um F-16 belga. (Foto: Componente Aéreo Belga)

Os caças F-16 da Força Aérea Belga foram acionados para interceptar jatos russos Su-27 que estavam entrando no espaço aéreo sobre o Mar Báltico. O incidente ocorreu na quarta-feira, mas somente na quinta-feira os belgas divulgaram a informação.

“Ontem, os caças F-16 da Força Aérea Belga, atualmente posicionados na região do Báltico, interceptaram aviões de combate Flankers russos que não tinham um plano de voo. A interceptação teve como objetivo preservar a integridade do espaço aéreo das nações do Báltico”, informou o Ministério da Defesa da Bélgica pelo Twitter na quinta-feira.

De acordo com informações extra-oficiais, quatro caças belgas F-16, basedos em Siauliai, na Lituânia, foram acionados para interceptar dois Su-27, que estariam desarmados.

A Bélgica realiza voos no período de setembro a dezembro como parte da missão da OTAN de patrulhar o espaço aéreo dos Estados Bálticos (BAP – “Baltic Air Policing”).

É a terceira vez nesta semana com os aviões russos e belgas estiveram envolvidos nesta área. No dia 22 de novembro, bombardeiros russos Su-24 sobrevoaram duas fragatas da Marinha da Bélgica, realizando manobras a uma distância perigosamente próxima.

Os navios belgas estavam envolvidos em exercícios marítimos da OTAN na data. Além disso, um submarino russo passou não muito longe de uma das fragatas belgas; o navio russo não realizou ações agressivas, mas a tripulação tirou fotos dos navios belgas.

Embora esses encontros algumas vezes possam ser angustiantes para as tripulações, as interceptações também marcam um retorno ao comportamento da Guerra Fria nos céus da Europa Oriental, disseram especialistas. Alguns analistas alertam que os russos estão chegando perto demais, levantando o espectro de que os voos de interdição aérea poderiam provocar fatalidades e conflitos maiores.

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