Jato russo Yakovlev Yak-130 fabricado pela Irkut Corporation.

O treinador de combate russo Yak-130 e o jato de combate leve indiano LCA Tejas participarão do programa de substituição de caças da Real Força Aérea da Malásia (RMAF), já que ambos foram convidados a exibir suas habilidades na próxima Exposição Internacional de Langkawi (LIMA-2019) no final deste mês.

Talvez seja a primeira vez que a Índia participa de uma competição internacional de defesa com uma de suas aeronaves. A Rússia competirá com a Índia por uma oportunidade de vendas internacionais com seu treinador e aeronave de combate Yak-130, já comercializada para outras nações.

Tanto a Rússia quanto a Índia enviarão seus jatos para participarem de exibições estáticas e aéreas em que se espera que os oficiais da Real Força Aérea da Malásia avaliem a aeronave como parte de etapas iniciais no processo de aquisição. Também estão na disputa o jato chinês-paquistanês JF-17 Thunder e o sul-coreano FA-50 Golden Eagle, mas não se sabe se os dois últimos confirmaram sua participação na exibição LIMA.

Viktor Kladov, chefe do departamento de cooperação internacional da estatal russa Rostec, disse que a Rússia demonstraria pela primeira vez seu treinador Yak-130 no show aéreo LIMA-2019. “A [russa] United Aircraft Corporation trará o avião de treinamento de combate Yak-130 para a exposição. [O jato] não só participará do programa de voo da exposição, mas os malaios também testemunharão suas capacidades de combate em uma demonstração fechada para o público. Um piloto da Yakovlev Design Bureau estará no comando do avião e mostrará para Malásia todas as possibilidades do russo Yak-130 em voo”, disse a fonte.

Jato LCA (Light Combat Aircraft) Tejas, desenvolvido pela indiana HAL.

A Índia, cuja força aérea encomendou mais de 100 jatos LCA Tejas, quer vendê-lo no exterior, com a aeronave ganhando admiração de especialistas internacionais por suas características de voo. Com exceção do motor proveniente da GE, o LCA é um projeto totalmente indiano. O jato indiano está à frente da aeronave russa em alguns aspectos – seu radar AESA está em desenvolvimento avançado, e vem com uma variedade de armas, incluindo o míssil de cruzeiro Brahmos NG e armas ar-ar e ar-terra.

Sabe-se que as apresentações futuras do JF-17 em shows aéreos internacionais acontecerão quando a versão Block-III do jato, em desenvolvimento na China, for concluída em 1 a 2 anos. Os fabricantes do JF-17 esperam tornar essa versão um concorrente do F-16V, a versão mais recente e avançada do F-16.

A LCA Tejas pode ter um preço competitivo em relação ao Yak-130 e a Malásia não pode correr o risco de sanções dos EUA caso compre o jato indiano. No entanto, a Índia ainda pode precisar da aprovação dos EUA para vender seu jato equipado com o motor GE-404 feito nos Estados Unidos.

4 COMENTÁRIOS

  1. Este Tejas com AESA e Brahmos NG ainda não existe, e quando existir vai valer bem mais o que ele custa hoje…
    Até agora o mais acessível mediante a preço é o YaK, mas se for olhar custo beneficio o melhor é o JF-17..

  2. Nem a Índia está aceitando o Tejas, cheio de gambiarra. Essa versão aí vai ficar pronta junto com a Enterprise no séc. 23.

  3. Assim é fácil aumentar o número de aeronaves exibidas em uma feira, coloca os países interessados em vender aviões para demonstrar na feira…

  4. Se for para treinamento o YAK-130 está mais do que suficiente. Nessa mesma linha, o Thunder como um treinador e lift avançado seria interessante mas com Paquistão negociando, não sei não, se a negociação fosse só com Chineses facilitaria mais, e com essas novas projeções de fazê-lo ficar igual ao F-16V pode afetar a cadeia de suprimentos do modelo atual, é complicado. O FA-50 seria o melhor em todos os quesitos dos citados na matéria, é um projeto maduro e de qualidade, mas o seu preço é superior também. Sendo que, o Tejas tem muito potencial, como bem diz a matéria, ele vem recheado de tecnologias. Assim, Tejas e o Thunder são superiores ao YAK-130, porém o FA-50 seria melhor que todos da concorrência, sem dúvidas, mas esbarra no preço eu acredito. Portanto, vai depender das intenções de compra da RMAF.

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