Primeiros paraquedistas saltaram do KC-390 em julho de 2016. (Foto: Agência Força Aérea)

Um dos protótipos da aeronave multimissão KC-390, maior avião militar produzido no Brasil, está na Ala 5, localizada em Campo Grande (MS), para a realização de uma campanha que visa aprimorar o lançamento de cargas e paraquedistas, como parte dos testes necessários para a certificação da aeronave. A missão, que iniciou no dia 11 e vai até o dia 23 de setembro, está sendo realizada em conjunto com a Brigada Paraquedista do Exército Brasileiro.

Este mesmo tipo de teste já foi realizado em julho do ano passado, também em Campo Grande, e após os ajustes necessários, o avião retornou para verificar se os requisitos foram cumpridos. Os dois protótipos da aeronave já atingiram, juntos, uma média de 1.330 horas voadas, onde foram analisadas a performance e o desempenho em diversas configurações.

Campanha visa aprimorar o emprego no lançamento de cargas e paraquedistas.

“Estamos numa fase bem avançada da campanha e devemos atingir uma média de 2.400 horas de voo com esses protótipos. Esta etapa é muito importante tanto para o ajustes do projeto, quanto para a certificação. O avião foi projetado para desempenhar o que chamamos de multimissão, o que inclui o lançamento de cargas ou paraquedistas e, também, o transporte de tropas militares”, afirma o diretor do projeto na Embraer, Paulo Gastão.

Para o Coronel Samir Mustafá, gerente do projeto KC-390 pela Comissão Coordenadora do Programa Aeronave de Combate (COPAC), a nova aeronave se traduz para a Força Aérea como um grande incremento de capacidade operacional. “Vai realizar operações humanitárias, de transporte aerologístico, de reabastecimento em vôo, entre outras. Continuaremos a realizar estas mesmas missões, porém, com um ganho de velocidade e de capacidade de carga muito maior”, ressaltou o coronel.


Fonte: Ala 5, por Tenente Camilla Barbieri – Edição: Agência Força Aérea, por Tenente Felipe Bueno

Anúncios

4 COMENTÁRIOS

  1. Sempre em frente, êxito ao KC-390 e os quero logo voando pela FAB.

  2. Torço muito pelo sucesso comercial desse projeto, tem tudo para emplacar! Um grande passo para a Embraer!

  3. Como eu disse o exército usa o KC e precisa dele o porque não compra umas unidades para uma melhor distribuição de serviços, acho isso muito errado nas nossas forças tudo bem que a desculpa é para economia de recursos mas na minha opinião se colocar na ponta do lápis vai ver que na verdade tem mais gasto e a economia seria feita se obtivesse o aparelho mesmo que em pequena quantidade pois a FAB já usa ele e a demanda seria maior como um todo pois já pensou uns 120 KC 390 distribuídos em nossas 3 forças.

    • O normal mundo afora é que Exércitos tenham seus aviões, mas limitados a um CN-235 ou C-27J, nesta faixa, acima disso é atribuição da Força Aérea.
      O próprio US Army chegou a ensaiar usar aviões mais capazes, mas desistiu e desde o Vietnam usa aviões menores como um Dash 8, DHC-7, Fokker F-27 e agora pegou 6 C-27J que a USAF não quis, acima disso é com a USAF.

Comments are closed.