O Kuwait assinou uma carta de intenções com a Boeing para uma aeronave de transporte C-17. Agora estuda adquirir outra. (Foto: US Air Force)
O Kuwait assinou uma carta de intenções com a Boeing para uma aeronave de transporte C-17. Agora estuda adquirir outra. (Foto: US Air Force)

O Kuwait parece pronto para aumentar sua compra planejada de uma aeronave de transporte estratégico Boeing C-17. Uma nova aquisição elevaria a frota prevista para duas aeronaves, revelou a Agência de Cooperação de Defesa e Segurança dos EUA (Defense Security Cooperation Agency – DSCA).

Em uma notificação em 17 de abril, o governo dos EUA revelou que o valor de um novo pedido do Kuwait para mais um exemplar seria de US$ 371milhões, incluindo equipamento adicional e serviços de apoio. A agência informou que em setembro de 2010, o Estado do Golfo havia pedido um C-17, no valor de contrato de até US$ 693 milhões.

Um segundo C-17 fornecerá, a força aérea do Kuwait, um transporte aéreo regional mais robusto e de maior capacidade estratégica, relatou a DSCA, assim como o uso do C-17 permitirá à Força Aérea do Kuwait uma melhor participação nas operações de apoio humanitário.

O Kuwait assinou uma carta de intenções para construção da primeira aeronave de transporte em 2013. No entanto, a Boeing não revelou oficialmente os detalhes desta venda com a referida nação do Golfo Pérsico.

FONTE: Flightglobal – Tradução: Cavok

NOTA DO AUTOR: Por quê o Kuwait precisaria de uma aeronave com capacidade de transporte estratégico de alcance global? Uma melhor participação em operações de apoio humanitário, conforme revelou a DSCA, me parece uma explicação um tanto vazia. Se fosse uma nação de dimensões continentais como o Brasil, aí sim, mas o diminuto Kwait?


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9 COMENTÁRIOS

  1. Esse pessoal árabe do Oriente Médio é muito engraçado mesmo: grandes ou pequenos, fazem a feira nos EUA e Europa, pegando o que existe de melhor em C-295, C-130, C-17, E-3, Mirage 2000, F-15, F-16, F/A-18, EF-2000 e o diabo a quatro — mas quando há um espirro nas redondezas, os EUA é quem se metem a “defender” o frouxo bem equipado da vez…

    • Isso não lembra a relação dos soviéticos com seus parceiros do Oriente Médio? A diferença? A diferença é que quando o caldo entornava, os soviéticos deixavam eles na mão…

    • eu também não entendi bem porque um pais do tamanho do Kuwait precisaria de um C-17, a unica opção e para servir de apoio aos americanos ou como compensação para os mesmos!!! Imagino que em caso de necessidade, esses aviões se integraram ao esforço americano de deslocamento de forças.
      noo caso de uma guerra, ou ameaça de guerra com o Irã, os americanos terão que se deslocar muito rapidamente para a região!!!

      • MJBlaya,

        Salvo engano, a USAF tem a maior frota de transporte pesado do mundo… Não precisa do Kuwait para garantir sua mobilização pelo mundo…

        O C-17 provavelmente foi adquirido para dar suporte as operações conjuntas com os vizinhos árabes e, como missão secundária, dar apoio a operações de paz. É também uma aeronave útil para se buscar equipamento pesado que possa ter sido adquirido…

  2. Caro GIORDANI, é isso mesmo. Mas tal situação, a de hoje, deixa os frangotes cantando de galo — e correndo para debaixo das asas da galinha americana até quando um pombo pousa no galinheiro. Os caras ficam mal acostumados. Se não fossem o cuidado dos EUA com o “controle” do petróleo e a defesa incondicional de reinos e/ou ditaduras, esses folgados de turbante já saberiam trabalhar sozinhos (lembram a Itália, que ficou anos sem aviação de caça — F-104S, bonito, mas risível –, fiada em dezenas de bases aéreas da Otan em seu território).

    Um coisa interessante é que os árabes aliados da então URSS, pelo menos, ao apanhar, aprenderam onde e com quem não deviam se meter…

    Os árabes dos EUA ainda estão verdes (e não falo da cor oficial do islã). 😀

    • Ah, sim: a defesa que os EUA fazem dos reinos e/ou ditaduras da região, sabemos todos há muito, também visa impedir o avanço dos radicais religiosos, terroristas e malucos, no poder ali.

      Existem desconfianças mútuas, por menores que sejam. Não me parece ser um caso de amor mútuo sem reservas…

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