Aeronave conceito Mosquito apresentada pela Akaer.

A empresa Akaer do Brasil está mostrando na Exposição de Defesa e Segurança LAAD 2019 uma aeronave multi-função conceitual chamada Mosquito, projetada para executar missões que vão desde C2 em voo até ISR armado e reabastecimento aéreo.

A empresa acredita que aeronaves bimotoras podem oferecer melhor visibilidade no mercado do que os concorrentes Embraer A-29 Super Tucano ou o Textron AT-6 Wolverine.

A aeronave pode conceitualmente executar missões como suporte aéreo aproximado (CAS); inteligência, vigilância e reconhecimento (ISR); ISR armado; e reabastecimento aéreo. Também poderia realizar busca e salvamento de combate (CSAR); inteligência de comunicação; defesa aérea; comando e controle aéreo (C2); e interdição no campo de batalha.

Fernando Ferraz, diretor de operações da Akaer, disse que o Mosquito é o resultado de um esforço de dois a três anos para identificar as necessidades e tendências do mercado de aeronaves de ataque leve. A empresa, disse ele, também passou por 10 projetos diferentes antes de se decidir por esse modelo, tentando misturar muitos requisitos de todo o mundo. A aeronave tem similaridade com o avião Rockwell OV-10 Bronco.

“Estamos tentando misturar algumas tendências”, disse Ferraz. “Isto é o que deveria ser um produto capaz de cumprir todos os desejos que pudéssemos encontrar.”

Ferraz disse que um fornecedor de motores para o Mosquito não foi finalizado, mas a empresa conceitualmente usou o sistema de propulsão de 500-1.000 hp da classe Pratt & Whitney Canada PT6A. Um fornecedor de motores estaria de acordo com o pedido do cliente.

Ferraz disse que Akaer projetou conceitualmente o Mosquito com asas levantadas na fuselagem. Tanto o Super Tucano quanto o Wolverine têm asas muito mais baixas na fuselagem da aeronave.


Fonte: Jane’s – Edição: Cavok

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5 COMENTÁRIOS

  1. Será que teria mercado? Se for brigar pelo mercado do ST, nasceria morto.

  2. Com todo respeito, Akaer, como ousa utilizar o mesmo nome da Maravilha de Madeira, o Mossie, a mais versátil aeronave da 2ª GM, o pequenino que conseguia transportar uma bomba arrasa quarteirão de 1,8 ton, por exemplo.
    PS: o meu nickname é uma mera coincidência, eu mal conheço a referida aeronave, rs.

  3. Vão conseguir outro parceiro árabe?

    Depois do papelão que fizeram querendo arrumar um concorrente para o ST, para o qual a Embraer paga royalties para a FAB, recebendo financiamento para um futuro treinador, a Akaer acabou não somente perdendo o projeto para o parceiro, como viu a FAB prorrogar a vida útil dos Tucanos.

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