Aeronave acidentada de matricula CP-2933. (Foto: Flying ants)
Aeronave acidentada de matricula CP-2933. (Foto: Flying ants)

A autoridade de aviação civil boliviana (DGAC) anunciou, nesta quinta-feira (1º), que suspendeu a licença de operação da LaMia, companhia aérea que operava o voo da Chapecoense.

O BAe-146(Avro RJ-85) que caiu na Colômbia matando 71 pessoas, incluindo a maior parte da equipe de futebol da Chapecoense, estava sem combustível no momento da queda, de acordo com as investigações iniciais de autoridades colombianas de aviação. Somente seis pessoas a bordo do voo da companhia LaMia sobreviveram, incluindo três jogadores da Chapecoense, um jornalista e dois tripulantes.

Regulamentos internacionais de voo exigem aeronaves para transportar combustível reserva suficiente para voar por 30 minutos depois de chegar ao seu destino, algo que o voo o voo 2933 não havia comprido.

Neste caso, infelizmente, a aeronave não tinha combustível suficiente para atender aos regulamentos de contingência“, disse Freddy Bonilla, secretário de segurança aeronáutica da Colômbia.

Autoridades bolivianas disseram que estavam suspendendo a licença operacional da LaMia e substituindo a administração de sua autoridade aeronáutica para garantir uma investigação transparente. Disse que nenhuma das decisões implicava uma irregularidade.

Afastamos o pessoal para não contaminar a investigação“, disse o ministro de Obras Públicas, Milton Claros, em uma conferência de imprensa em La Paz.

Destruição causado pela queda do voo 2933. (Foto: Luis Benavides/AP)
Destruição causado pela queda do voo 2933. (Foto: Luis Benavides/AP)

Um documento interno, informou que um funcionário da agência de aviação boliviana Celia Castedo levantou preocupações sobre o plano de voo da LaMia. O funcionário sugeriu a companhia aérea a criar um percurso alternativo, porque a viagem de 4 horas e 22 minutos era do mesmo tamanho da faixa de voo máxima do avião.

O presidente-executivo da LaMia, Gustavo Vargas, disse na quarta-feira que o avião foi inspecionado corretamente antes da partida e que deveria ter combustível suficiente por cerca de 4 horas e meia. Em tais situações, é a critério do piloto se deve reabastecer, disse Vargas.

Em um áudio divulgado pela mídia colombiana revelou as conversas finais entre os pilotos do voo 2933 e os controladores aéreos de Medellín, o piloto em suas últimas palavras disse, “Falha total, falha elétrica total, sem combustível“.

Fonte: Reuters – Edição: Cavok

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5 COMENTÁRIOS

  1. É um absurdo isso!! O cara ainda tem a cara de pau de falar que era critério do piloto abastecer, mente descaradamente falando que o avião tinha combustível para quatro horas e meia de voo.

    O plano de voo estava completamente fora do padrão e ninguém responsável por barrar o voo o fez na Bolívia.

    Mas independente disso a estúpida negligência do piloto foi a causa desta tragédia que ceifou a vida de inúmeras pessoas.

    • O piloto por regulamento é o responsável por avaliar o combustível para voar até o destino mais alternativa mais 30 minutos, isso não é atribuição do orgão de controle de voo ou agencia reguladora.

      • Nessa parte de trafego aéreo, de plano de voo realmente não entendo muito, sou bem leigo. Então significa que o camarada faz o plano de voo, apresenta pra alguém, (porque ele é obrigado a apresentar) mas esse orgão não pode impedir ele de voar se o plano de voo conter irregularidades? é isso mesmo?

        Então porque o governo Boliviano suspendeu ou demitiu(não me lembro) algumas pessoas de orgãos ligados ao controle aéreo no país?

        • Na apresentação do plano é verificado no sistema se o piloto, copiloto, empresa e aeronave estão com licenças em dia. Não é feita uma checagem da capacidade da aeronave cumprir a rota, isso é responsabilidade do piloto.
          A empresa se propunha a fazer voos charter, e tinha um bom avião para isso, ele poderia sim voar 4,5 horas, mas se o voo era de 4 horas e 22 minutos, está claro que o piloto errou, pois teria que ter combustivel para pelo menos mais o deslocamento para alternativa e 30 minutos de voo, que é a margem regulamentar de segurança.
          Quanto ao afastamento das autoridades aeronauticas, é meramente para o governo boliviano mostrar serviço, alegaram que é para não comprometer as investigações.

  2. É comum no caso de pequenas empresas com poucos aviões que um acidente com mortes acabem por inviabilizar a empresa.
    Lembram da NOAR de Pernambuco, depois da queda em 2011 de um Let410 com a morte de todos os passageiros e tripulantes a poucos metros da praia de Boa Viagem em um terreno da Aeronautica, a ANAC suspendeu a empresa e depois decretou seu fechamento.
    O próprio fabricante do avião pediu o fechamento da empresa por fazer manutenção irregular, inclusive nos motores, o que ela não tinha capacidade para fazer.
    Encontraram o livro de manutenção com registros apontando como se tudo estivesse perfeito e paralelamente haviam registros de defeitos e manutenção irregular, em arquivo separado.
    Vejam este vídeo com o chefe das investigações, Cel. Av. Fernando da minha turma na AFA. https://m.youtube.com/watch?v=0zQtovAyubU

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