FA-18 Super Hornet
F/A-18F Super Hornet / Foto: US Navy

A Boeing está “um pouco frustrada” com atrasos para obter aprovações do governo americano para vendas de caças a países do Oriente Médio. A lentidão na obtenção do “sinal verde” de Washington pode prejudicar a venda de 28 unidades do caça F/A-18E/F Super Hornet para o Kuwait, que inclui opções para 12 aeronaves adicionais, além de um acordo separado que prevê o fornecimento de uma quantidade não declarada de caças F-15 para o Qatar.

Jeff Kohler, vice-presidente da Boeing para desenvolvimento de negócios internacionais, disse a jornalistas, durante o Dubai Airshow, que o processo de análise governamental levou mais tempo que o esperado.

“Estamos um pouco frustrados”, afirmou Kohler, sem dar detalhes adicionais sobre acordos específicos ou o número de jatos envolvidos. A Boeing em geral não discute compradores específicos, já que as vendas são negociadas entre governos.

Segundo fontes familiarizadas com o tema, estão na berlinda o eventual fornecimento de 28 unidades do caça F/A-18E/F Super Hornet para o Kuwait, que inclui opções para 12 aeronaves adicionais, num negócio estimado em US$ 3 bilhões, além de um acordo separado que prevê o fornecimento de uma quantidade não declarada de caças F-15 para o Qatar.

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F-15E Strike Eagle / Foto: USAF

divider 1FONTE: Reuters

EDIÇÃO: Cavok

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5 COMENTÁRIOS

    • É o pixuleco travestido de ToT. Não adianta chorar, qualquer um que ganhasse teria o sobrepreço do pixuleco, Ops! ToT.

  1. Acho a venda do antes inatingível F-15E para o Qatar/Catar algo bem mais importante do que qualquer contrato do SH (sem nunca fazer pouco das capacidades do F/A-18E/F, mas sim ressaltando as ultrapotencialidades do F-15E, ainda mais nos cenários dados a ele).

    Até poucos anos atrás, a ideia de exportação do Strike Eagle para um cliente fora do "clubinho", mesmo se vendido sem tanques suplementares, era tida como o fornecimento de um semibombardeiro estratégico — e isso era algo que poderia melindrar gratuitamente nações vizinhas dos adquirentes, contrariando interesses americanos diversos.

    Mas isso ainda era o de menos, pois também havia grande reserva dos EUA em ceder conhecimento sobre tecnologias altamente sensíveis, até para os pretensos clientes/aliados mais próximos, compradores do F-15 bombardeiro, pois até para manutenções simples, nível base, deve haver controle de muitos pormenores e pormaiores (nem mesmo aquela tinta escura do jatão é comum, só camufladora…).

    Daí, o SE não era oferecido nem seriamente cobiçado.
    Mas isso mudou, o dinheiro parece falar mais alto hoje, até porque existe concorrência, e "antes eu que o Abreu". E aí está a antes inimaginada chance (verdadeira) do Qatar, vinda depois de negócios consolidados com Coréia do Sul e Cingapura (sempre tiveram dinheiro, mas não eram confiáveis? Agora são?), sem considerar os longevos jatos operando com os "chegados" de Israel e Arábia Saudita.

    Assim, o Qatar se impõe sem medo — e para o Irã, restaria apelar para Su-35S e ter alguma chance de peitar uma máquina dessas…

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