Aeronave comercial de longo alcance CR929 desenvolvida em parceria entre a Rússia e a China.

A Leonardo assinou um Memorando de Entendimento (MoU) com o Kangde Investment Group da China no âmbito do programa da COMAC para aeronave de longo alcance CR929, visando um maior crescimento de sua presença no país. A Leonardo vai alavancar as competências e a propriedade intelectual desenvolvidas na Itália, enquanto a Kandge fornecerá a cobertura financeira para o programa.

Após a conclusão do acordo, os dois parceiros estabelecerão uma joint venture chamada Kangde Marco Polo Aerostructures Jiangsu Co. Ltd., que será responsável pelo desenvolvimento, produção e montagem de componentes de materiais compostos para a aeronave CR929. Isso permitirá que Leonardo aproveite ainda mais suas tecnologias e recursos proprietários para o desenvolvimento de um novo avião de longo alcance.

Alessandro Profumo, CEO da Leonardo, disse: “A decisão de Leonardo de participar do CR929 oferece mais reconhecimento de nossas capacidades avançadas no projeto e fabricação de aeroestruturas compostas. Conforme anunciado em nosso plano industrial, estamos ampliando a missão principal de nossa Divisão de Aeroestruturas, alavancando a unidade de Pomigliano D’arco (perto de Nápoles) e expandindo nossos negócios na China, onde já estamos presentes nos setores de helicópteros e controle de tráfego aéreo.”

Espera-se que a China tenha exigências para mais de 1.500 novas aeronaves de fuselagem larga nos próximos vinte anos. Leonardo também está olhando para o desenvolvimento da indústria espacial chinesa e oportunidades potenciais para colaborar neste mercado crescente.

A Kangde Investment Group celebrou a colocação da pedra fundamental da nova instalação na cidade de Zhangjiagang, na província chinesa de Jiangsu, hoje onde serão construídas as seções de fuselagem de fibra de carbono para o novo avião de longo alcance CR929. A cerimônia contou com a participação de representantes de Leonardo, Comac e Kangde Investment Group, do governador da província de Jiangsu e de outros dignitários locais, bem como de uma grande representação de empresas aeroespaciais chinesas e institutos de pesquisa.

O programa CR929 foi lançado pela COMAC, em conjunto com a empresa russa UAC, em 2017, com o objetivo de desenvolver uma aeronave de fuselagem larga de longo alcance. A Leonardo assinou um acordo preliminar com a COMAC, uma empresa pública chinesa encarregada de programas de aeronaves civis no país, em 2015, para iniciar a colaboração para o desenvolvimento e produção de seções da fuselagem feitas de materiais compósitos.

12 COMENTÁRIOS

  1. Taí a aeronave que vai tirar uma bela fatia do mercado chinês do duopólio Airbus-Boeing.

    • Só mesmo no mercado interno afinal lá é o partido que manda qual avião pode ser comprado! Já fora dele as chances de sucesso variam entre o baixíssimo e o nulo tal como estamos vendo com o C919.

      Chato né “Samuca”!?

  2. Se a Leonardo aposta no projeto, há algo a ganhar, creio nisso, ainda que o grosso das vendas se restinjam ao mercado interno chinês. E que mercado promissor!

    • Sim, concordo com você! mas e fora da China? Não vislumbro muito sucesso não…

      • Prezado HMS_TIRELESS, creio que para a Leonardo será mais um negócio, mais um mercado que marcará presença. É obvio que os produtos aeronáuticos chineses sofrerão ainda muito pré-conceito até se consolidarem como confiáveis. Isso poderá levar décadas, mas até lá, é melhor estar junto no processo.

  3. A China acelera sua indústria aeronáutica para tornar-se a terceira maior do mundo, concorrendo diretamente com a Airbus e Boeing em muitos segmentos. Ao incorporar as normas de construção e homologação do FAA e EASA, os produtos Chineses não visão somente o mercado doméstico, mas também o internacional. Mantendo-se o atual ritmo de crescimento da aviação na China, em 2030 eles terão ultrapassado o mercado dos Estados Unidos que atualmente é o maior do planeta em transporte de passageiros, carga e frota. Saudações,

  4. Interessante, embora não seja um contato novo.

    Quem não lembra do (limitado) envolvimento da Alenia no desenvolvimento — e na posterior "representação européia" (huahaha) — do Sukhoi Superjet 100, o SSJ-100?

    E em matéria de grife, vou mais além: o interior é by Pininfarina… http://www.pininfarina.com/en/alenia_superjet_ssj… 🙂

      • Caro HMS_TIRELESS,

        Não seja maldoso. A Finmeccanica (mãe da Alenia) já vendeu milhares de SSJ-100, M-311, AMX e A129 na… no… já eu lembro… peraê…

  5. Vendendo só na China e Rússia, terá relativo sucesso. Desde que usem motores ocidentais, pois se tentarem o uso de motores ainda não desenvolvidos, o projeto atrasará tanto que se tornará inviável.

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