O B-2 Spirit of Missouri decola da Base Aérea de Whiteman, Missouri. (Foto: Senior Airman Jessica Snow / U.S. Air Force)

Os líderes da Força Aérea dos EUA visitaram a Base Aérea de Whiteman na semana passada para discutir o futuro do bombardeiro B-2 Spirit. O Grupo de Coordenação Geral de Apoio ao B-2 foi até Whiteman para discutir os desafios e soluções para manter a frota de B-2 em condições operacionais e em pleno funcionamento para os próximos anos.

Ann Mitchell, diretora das instalações, apoio logístico e missão do Comando de Ataque Global da Força Aérea dos EUA, discutiram os planos de apoio e manutenção da frota de B-2, e o papel do grupo para manter ele funcionando.

O grupo tem se reunido regularmente desde que o Comando de Ataque Global foi criado dois anos atrás. São reunidos todos os responsáveis pelas organizações envolvidas no programa B-2, e as pessoas não tentam encontrar soluções técnicas ou ficar presos nos problemas encontrados, e sim tentam fornecer orientações e prioridades para o programa B-2 como um todo, e as decisões importantes que afetam o vetor do sistemas de armas.

Tal como acontece com outras aeronaves, Mitchell disse, o programa B-2 enfrenta questões de difíceis manutenção.

“O B-2 tem um conjunto específico de desafios por causa do tamanho da frota”, disse ela. “Com apenas 20 aeronaves, todas as aeronaves que não estão funcionando é de 5 por cento da frota.”

Quando o Departamento de Defesa imaginou o programa B-2 na década 80, foi para uma frota de mais de 100 aeronaves. Cortes no programa após o colapso da União Soviética, e custos variados, levou ao tamanho da frota ser reduzida a apenas 21 aviões. Um deles, o Spirit of Kansas, foi perdido num acidente em 2008.

“O tamanho da frota dinâmica, bem como o fato de que é um avião de 20 anos de idade, apresenta desafios únicos na capacidade de apoio. Muitas partes estão começando a falhar pela primeira vez. Temos de encontrar fontes para essas novas falhas. Mitchell disse que ela antecipa como o B-2 vai se juntar com outras plataformas de vidas com multi-décadas de serviço.

“O B-2 está programado para voar até 2058”, disse ela. “Então nós temos que descobrir meios agressivos para manter as capacidades do B-2 olhando bem para o futuro. Veja o B-52, ele tem 50 anos. Todas as aeronaves são agora obrigadas a durar um longo tempo.”.

A Força Aérea tem uma vasta experiência e conhecimento com aeronaves mais antigas. Além do B-52, tanto o Stratotanker KC-135 como o treinador T-38 Talon estão entrando na sua quinta década de serviço.

Como parte de sua visita a Whiteman, Mitchell também se reuniu com membros do 19 Esquadrão de Munições, que atualmente está subordinado ao Comando de Material da Força Aérea.

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4 COMENTÁRIOS

  1. uma aeronave super complicada de se manter, e apenas 1 naos esta voando, nao tem nem mais o que dizer.

    E acho que o B-52 será util por muitos e muitos naos ainda.

  2. Assim como o f22 o b2 é outro caríssimo vetor, justamente por ser o percursor dessa tecnologia.

  3. “O tamanho da frota dinâmica, bem como o fato de que é um avião de 20 anos de idade, apresenta desafios únicos na capacidade de apoio. Muitas partes estão começando a falhar pela primeira vez. Temos de encontrar fontes para essas novas falhas."

    Vão aprender uma técnica muito comum por essas bandas…a canibalização…

    Não há o que comentar sobre o B-2. Ele já tem seu lugar na história. Não fosse importante uma máquina dessas e o chineses não estariam projetando o seu…o problema realmente foi ter uma frota tão diminuta para um equipamento caríssimo…o mesmo mal que o Raptor herdou…projeto descendente do IIIº Reich, continuado pelo YB-49 e só concretizado graças a informatização…certa vez li o relato de um piloto de testes, na qual ele mencionava a dificuldade e complexidade que era pilotar o YB-49…tanto que a base aérea de Edwards leva o nome do piloto que faleceu ao tentar decolar uma dessas asas voadoras…

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