Com a última compra do míssil AIM-120 previsto para 2026, a Lockheed Martin está desenvolvendo um míssil ar-ar de longo alcance.

A Lockheed Martin está desenvolvendo um novo míssil ar-ar de longo alcance, denominado Míssil Tático Avançado Conjunto (JATM) AIM-260, para a Força Aérea e Marinha dos EUA.

O desenvolvimento foi anunciado pela primeira vez pelo Oficial Executivo do Programa de Armas da Força Aérea dos EUA, Brig. Gen. Anthony Genatempo, que falou com repórteres em Dayton, Ohio, no dia 20 de junho.

Futuramente o míssil AIM-260 será integrado no F-35.

O JATM terá um alcance significativamente maior e dimensões similares em comparação com o Míssil Ar-Ar de Médio Alcance AIM-120 da Raytheon (AMRAAM), o atual míssil ar-ar além do alcance visual visual (BVRAAM) usado pela Forças Armadas dos EUA.

O trabalho de desenvolvimento do novo míssil começou há dois anos, os testes de voo começarão em 2021 e a capacidade operacional inicial está programada para 2022, de acordo com Genatempo.

“Ele tem um alcance maior do que o AMRAAM, diferentes capacidades a bordo para ir atrás daquela ameaça específica [de próxima geração de dominância aérea], mas certamente alcance maior”, disse ele. “Conforme aumentar a produção do JATM, a produção do AMRAAM começará a ser diminuída.”

Inicialmente, a arma está planejada para ser integrada na principal baia de armas do caça furtivo F-22 Raptor da Força Aérea dos EUA e depois na aeronave F/A-18 Super Hornet da Marinha. A integração na aeronave F-35 Lightning II seguirá depois disso.

Concepção artística do míssil PL-15 chinês.

“Ele é destinado a ser a próxima arma de domínio ar-ar para nossos caças ar-ar”, disse ele.

A Força Aérea dos EUA comprará seus últimos AMRAAMs no ano fiscal de 2026, enquanto o JATM terá aumento da produção, respondendo às necessidades dos comandantes combatentes, disse Genatempo.

O novo míssil está sendo desenvolvido para combater o míssil ar-ar de longo alcance PL-15 da China (VLRAAM). O PL-15 é um míssil ativo guiado por radar capaz de destruir alvos a uma distância de pelo menos 150 km. O míssil equipa os caças J-10, J-16 e J-20.

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6 COMENTÁRIOS

  1. PL-15 o escambau. O novo míssil tem como padrão a ser batido (em desempenho, não em tecnologia) o MBDA Meteor — fora alguns brinquedos da Vympel e da Novator…

    • Concordo. Inclusive tudo o que se sabe sobre este PL-15 e demais armas dos chinos é proveniente de propaganda oficial, por isto elas não devem ser consideradas como parâmetro para nada. Sobre as capacidades dos mísseis ocidentais e russos sabe-se algo, na prática, mas os chinos usam a tática de esconder os testes de suas armas e equipamentos para intimidar pela dúvida. Eles podem até ter algumas coisas realmente eficientes, mas creio que a maioria deve estar muito aquém do que alardeiam.

      • Pq amigo? Eu discordo de vc! Acho que em uma plataforma Stealth os mísseis de longo alcance são muito mais efetivos, quanto mais longe um F-22 puder engajar seu alvo melhor e mais eficiente ele vai ser.
        Vamos supor que o seu radar consiga detectar um caça Legacy a 400 km (apenas um exemplo) e o alcance do míssil dele é de 120 km (exemplo), ou seja, ele tem que encurtar a distancia do seu alvo para atacá-lo e isso pode comprometer a sua invisibilidade. Ok isso não acontece HOJE, mas os radares estão melhorando… os stealth não vão deixar de ser "invisíveis" mas a medida que os radares vão melhorando a capacidade deles de detectar um caça de 5ª geração tb aumenta, se antes só detectavam um alvo stealth a 25 km depois passa para 40 km depois para 60 km.. e por aí vai… agora se ele tiver uma arma que permite ele disparar ainda mais longe do inimigo melhor ainda, mais letal ele vai ser.
        Claro o F-22 foi preparado pro Dog Fight então se for necessário ele pode engajar seu alvo no WVR e tem um excelente desempenho nessa função tb, mas sabemos que esse não é o ponto forte do F-35 (por exemplo), que foi um caça pensado para combater BVR e que tb pode atuar no WVR porém com desempenho ligeiramente inferior a alguns caças Legacy, então quanto mais eficiente o míssil BVR que ele carrega dentro de sua baia interna melhor ele será. Mas acho que entendi seu ponto, os "Legacy" são detectados muito antes pelo radar inimigo que os Stealth são, então um míssil BVR com maior alcance permitiria ele "caçar" de uma maneira muito mais "segura", nesse quesito vc tb está certo.
        E que a USAF, USMC e os USNAVY vivem uma realidade financeira de outro mundo, o que lhes permite ter dinheiro para comprar esses novos mísseis (q não devem ser nada baratos) tanto para frota Legacy quanto para os Stealth, mas essa não é a realidade de muitas outras forças aéreas de respeito, então se eu tivesse que escolher qual esquadrão equipar com mísseis BVR de maior alcance eu optaria pelos de 5ª geração.

  2. Que eu soubesse havia um projeto para substituir o AMRAAM, me parece que é outro além desse.

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