A Lockheed Martin recebeu um contrato que prevê a fabricação de mais de 100 aeronaves C-130 até 2026. (Foto: Canadian Armed Forces)
A Lockheed Martin recebeu um contrato que prevê a fabricação de mais de 100 aeronaves C-130 até 2026. (Foto: Canadian Armed Forces)

A Lockheed Martin recebeu um contrato de US$ 10,2 bilhões para produzir novas aeronaves e prestar apoio para aeronaves C-130J Super Hercules. Pelo valor do contrato estima-se um número próximo das 100 unidades para fabricação, que seriam entregues para a Força Aérea dos EUA, Marinha Americana, o Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA, bem como muitos clientes estrangeiros através do programa FMS (Foreign Military Sales) até agosto de 2026.

O contrato de entrega indefinida / quantidade indefinida (IDIQ), que foi anunciada pelo Departamento de Defesa dos EUA (DoD) no dia 19 de agosto, abrange tanto a produção interna e externa das vendas FMS do avião de transporte militar fabricado na unidade da Lockheed em Marietta, Georgia. A produção do C-130 começou no início de 1950. A última geração da aeronave começou a ser entregue em 1998.

A linha de fabricação da Lockheed Martin em Marietta, Georgia. (Foto: Lockheed Martin)
A linha de fabricação da Lockheed Martin em Marietta, Georgia. (Foto: Lockheed Martin)

O número de 100 aeronaves embora não tenha sido oficialmente divulgado junto com a informação do contrato bilionário, um aviso de Justificação e Aprovação (J&A) emitido pelo Departamento de Defesa no dia seguinte declarou que cerca de 100 aeronaves C-130J para os clientes norte-americanos e vendas FMS serão cobertos pelo contrato.

O C-130J Super Hercules é a versão mais avançada do famoso C-130 de transporte de carga, que incorpora tecnologia avançada para reduzir as necessidades de mão de obra, apoio operacional, com menores custos do ciclo de vida em comparação com os antigos C-130. O mais recente modelo também oferece uma maior capacidade de manobra e um treinamento mais curto. Possui quatro novos motores Rolls-Royce AE 2100D3 Allison equipados com hélices de seis pás.

Do ponto de vista do lado de fora, o C-130J parece ser uma versão alongada do famoso Hercules, no entanto, ele é equipado com uma cabine informatizada para reduzir o número de pilotos para dois. Tem uma capacidade de 26.000 kg de combustível e ele está configurado para receber tanques de combustível externos.

Uma aeronave C-130J da Real Força Aérea Australiana. (Foto: Australian MoD)
Uma aeronave C-130J da Real Força Aérea Australiana. (Foto: Australian MoD)

As nações que atualmente operam o C-130J incluem a Austrália (Real Força Aérea Australiana), Canadá (Real Força Aérea Canadense), Dinamarca (Real Força Aérea Dinamarquesa), Índia (Força Aérea indiana), o Iraque (Exército do Ar Iraque), Israel (Força Aérea israelense), Itália (Força Aérea italiana), Coreia (Força Aérea da República da Coreia), Kuwait (Força Aérea do Kuwait), Noruega (Real Força Aérea Norueguesa) Omã (Royal Flight of Oman e Real Força Aérea de Omã), Qatar (Força Aérea do Qatar), Tunísia (Força Aérea da Tunísia), Reino Unido (Royal Air Force), e nos Estados Unidos (Força Aérea, incluindo o serviço ativo, da Guarda Nacional Aérea e do Comando da Reserva da Força Aérea, a Guarda Costeira dos Estados Unidos, e o Corpo de Fuzileiros Navais).

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9 COMENTÁRIOS

  1. Essa Lobbyheed é forte mesmo! E com o apoio do programa FMS, não tem pra ninguém, infelizmente.

    Concordo com o Jodreski, é péssimo para o programa KC-390!

  2. Não acho que seja ruim para o 390. Acho sim que demonstra o quanto o KC da Embraer está preocupando a Lockheed e que o impacto que terá nas vendas do 130 será suficiente para o governos dos EUA bancar full.

  3. É uma má notícia para o KC-390, vai manter a linha do C-130J aberta mais uns anos e mantém também o preço de mercado baixo.

  4. Se tivesse um presidente bom e colocasse o BNDES pra funcionar nos moldes do FMS, Embraer e muitas outras empresas iriam exportar a rodo tucanos, kc390 e foguetes…

  5. E alguem acreditava que o KC390 seria vendido para os USA ? O mercado do KC390 e o de paises que ainda operam as versões antigas do C130. Outra coisa, quais paises, alem dos USA e seus aliados podem pagar US$100 milhões por avião ? Lembro que o valor do KC390 e metade disso, por volta de US$ 50 milhões. O KC390 será como o Tucano, nenhuma super venda, mas muitas vendas pequenas. E de grão em grão o KC390 será uma aeronave rentavel. Se não fosse a Boeing não aceitaria se associar a Embraer na venda e suporte, inclusive para o mercado americano. Vamos aguardar.

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