A Lockheed está desenvolvendo um sistema de defesa antimíssil a laser.

A Agência de Defesa contra Mísseis dos EUA concedeu à Lockheed Martin uma extensão de contrato de US$ 25,5 milhões para continuar o desenvolvimento de seu conceito de interceptador de mísseis Low Power Laser Demonstrator (LPLD), um demonstrador de laser embarcado em aeronaves.

A Lockheed Martin afirma que seu conceito LPLD consiste em um sistema de fibra laser em uma plataforma aérea de alta performance e alta altitude. O LPLD foi projetado para engajar mísseis durante sua fase de aceleração – a pequena janela após o lançamento – que é o momento ideal para destruir a ameaça, antes que ela possa implantar múltiplas ogivas e iscas.

No decorrer deste contrato, a Lockheed Martin amadurecerá seu conceito de LPLD para uma fase crítica de revisão de projeto, que levará o projeto a um nível que possa suportar a fabricação em grande escala.

A ideia da Lockheed é armar as aeronaves de combate com um laser capaz de atingir os mísseis dos inimigos.

“Fizemos um grande progresso em nosso projeto de LPLD, e nesta fase estamos particularmente focados em amadurecer nossa tecnologia para o controle do feixe – a capacidade de manter o raio laser estável e focado em faixas operacionalmente relevantes”, disse Sarah Reeves, vice-presidente Programas de defesa antimísseis na Lockheed Martin.

“O LPLD é um dos muitos recursos inovadores que a Agência de Defesa contra Mísseis está buscando para ficar à frente das ameaças em rápida evolução, e estamos comprometidos em reunir a experiência completa da Lockheed Martin em energia direcionada para este importante programa”.

Segundo um comunicado: “A Lockheed Martin expande tecnologia avançada por meio de seu dispositivo a laser, recursos de controle de feixe e integração de plataforma – variando de investimentos internos em pesquisa e desenvolvimento em sistemas como o ATHENA até programas como o LANCE para o Laboratório de Pesquisa da Força Aérea (AFRL).”

O desenvolvimento contínuo do LPLD ocorrerá no campus da Lockheed Martin em Sunnyvale, Califórnia, até julho de 2019.

2 COMENTÁRIOS

  1. Fico aqui pensando, se todo esse esforço e genialidade fosse direcionado para a pesquisa de medicamentos já teríamos a cura de qualquer moléstia. No ramo de tecnologia militar, o impossível é só uma etapa a ser ultrapassada.

  2. O laser está sendo projetado para engajar mísseis na sua fase de aceleração. Até aí tudo bem, mas então teríamos que ter um aeronave sobrevoando o espaço aéreo inimigo 24 horas por dia esperando que algum míssil seja lançado? Ou quanto tempo até que esse lançamento seja detectado e um caça seja lançado para intercepta-lo? Até que o caça esteja em posição essa “pequena janela” que deve durar menos de 5 minutos, já teria se fechado acredito. Talvez seja mais eficiente se tivéssemos o laser implantado em satélites para destruir o míssil já em sua fase de voo sub-orbital.