O primeiro A330 MRTT Voyager a entrar em serviço com a Real Força Aérea Britânica no dia 8 de abril desse ano. (Foto: Airbus Military)

Questões técnicas continuam afetando o programa da aeronave A330MRTT (Multi-Role Tanker-Transport) da Airbus Military, atrasando sua plena capacidade operacional, com quatro forças aéreas prevendo receber um total de 28 aviões encomendados até à data, com uma segunda sonda de reabastecimento que se desprendeu de uma aeronave A330MRTT durante um vôo de teste na Espanha, em setembro.

No entanto, a Real Força Aérea Australiana (RAAF) provavelmente está liberando a operação com a nova aeronave tanque, utilizando para reabastecimento o sistema de mangueira-e-cesto nos caças F/A-18A/B Hornet no próximo mês. E no Reino Unido, a empresa que está fornecendo os 14 aviões A330MRTTs para Royal Air Force (RAF), disse que começaria o treinamento de reabastecimento aéreo no primeiro trimestre do próximo ano, apesar dos atrasos anteriores e os problemas nos testes em voo.

O sistema de mangueira e cesto adotado pela Real Força Aérea da Austrália para seus caças F/A-18C/D Hornets. (Foto: Airbus Military)

A Airbus Military disse que o problema mais recente na sonda ocorreu durante “uma condiçãoartificial induzida na forma de teste, que não poderia ocorrer em operação normal” e envolveu um sistema de back-up do mecanismo que ergue a sonda, e que foi encomendado apenas por um cliente. Esse cliente é a Força Aérea dos Emirados Árabes Unidos, que deveria receber o primeiro de seus três aviões em setembro. O primeiro problema com uma sonda, também destacada em voo, ocorreu com um dos cinco aviões da Real Força Aérea Australiana (RAAF) durante um vôo de teste na Espanha, em janeiro de 2011. A RAAF posteriormente disse que o problema ocorreu por mudanças no hardware e por modificações de software, e não vai mesmo começar o teste operacional da sonda até o próximo ano, cerca de três anos de atraso. A aeronave com configuração semelhante para a Arábia Saudita (o quarto cliente) e os Emirados Árabes Unidos deveriam estar qualificados em setembro e dezembro do ano passado, respectivamente.

A aeronave da RAF não tem uma sonda, mas nos testes de vôo dos sistemas de reabastecimento de pods nas asas e de mangueira-e-cesto com jatos de combate Tornado do serviço no ano passado ocorreram problemas de estabilidade na mangueira e vazamento de combustível. Como resultado, o novo cesto que a Cobham concebeu para proporcionar uma maior velocidade no reabastecimento foi suplementado por um modelo antigo, já em serviço. Os testes de vôo de reabastecimento com o Tornado estão agora concluídos, disse a AirTanker Ltd. Em 2008, o Ministério da Defesa britânico colocou um contrato de US$ 16,8 bilhões com a Airtanker para fornecer a aeronave e todos os serviços associados numa iniciativa de financiamento privado que provou ser politicamente controversa. A AirTanker é uma joint venture entre a EADS (40 por cento); Rolls-Royce (20 por cento) e Babcock, Cobham e Thales, cada uma com 13,3 por cento.

A Airbus Military teve problemas com o ARBS (Aerial Refuelling Boom System). (Foto: Airbus Military)

Para atender ao especificado na data de Maio de 2014, a AirTanker deve entregar nove aeronaves e tripulações em serviço até esse prazo. Enquanto o primeiro Voyager (como o A330MRTT é conhecido na RAF) continua os ensaios de vôo, o segundo foi entregue em abril passado, com seis meses de atraso, e está voando apenas como uma aeronave de transporte de tropa e de carga de longa distância. A terceira e quarta aeronaves estão sendo convertidas pela Cobham em Bournemouth, e ambos deverão ser entregues à RAF dentro dos próximos seis meses. Mas um plano para Cobham de converter as 10 aeronaves restantes foi abandonado em junho passado, a favor de fazer todas elas na sede da Airbus Military, em Getafe, Espanha. Enquanto isso, a RAF deve receber seu segundo Voyager no final do mês que vem, quando um avião civil A330 novo chegar direto da linha de produção do A330 em Toulouse. Este também será usado na função de transporte, pilotado por tripulações da AirTanker, e substituindo alguma capacidade fretada.

A AirTanker disse que as entregas dos Voyagers para RAF “permanecem no calendário”, de modo a alcançar a “pleno capacidade de reabastecimento aéreo no serviço até meados de 2014.” O simulador e as classes de formação das tripulações da RAF começaram no mês passado. No entanto, a RAF está fazendo planos para manter as últimas antigas aeronaves de reabastecimento VC-10 e Tristar em serviço além de suas datas de aposentadoria atualmente planejadas de março de 2013 e maio de 2014, respectivamente. Um oficial sênior da RAF disse que o serviço “vai aceitar nada menos do que 100 por cento de funcionalidade … e isso significa que deve receber as aeronaves Voyager com o DAS [sistema de ajuda defensiva], para conduzir operações completas”. A Airtanker se recusou a comentar sobre o progresso do DAS. No ano passado, ela recebeu um contrato adicional para estudar “medidas de proteção reforçadas” que acredita-se que esteja incluída a inertização dos tanques de combustível e a blindagem da cabine.

Fonte: AIN Online – Tradução: Cavok

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Desde já meu muito obrigado.

Fernando Valduga

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