A Força Aérea da Índia (Indian Air Force – IAF) planeja realizar testes com todos os concorrentes que participam da licitação para economizar tempo. O fato de a maioria dos sistemas e aviônicos das empresas participantes terem sido testados também ajudará.

No acordo para a fabricação de 114 aeronaves de caça, a Força Aérea planeja reduzir o tempo necessário para a realização de testes de todos os participantes em menos de um ano para garantir que que seu novo avião de combate seja entregue com maior rapidez.

Na última vez, quando a IAF realizou testes de vários aviões de combate na competição que visava adquirir 126 caças multifuncionais, vencida pelo Rafale da Dassault, a Força Aérea levou 18 meses para concluir o processo do contrato, que se prolongou por vários anos antes de ser cancelado devido a complicações extra-contratuais.

Todos os principais fabricantes de aviões de caça do mundo (Sukhoi, MiG, Lockheed, Boeing, Eurofighter e Saab) responderam a RFP (Request for Proposal – Pedido de Proposta) da IAF, considerada o maior negócio de caças de combate de todos os tempos, que pode chegar a mais de US$ 15 bilhões.

O programa do governo, denominado Make in India, exige a uma parceria estratégica, da qual as empresas indianas terão que se unir a parceiros estrangeiros para construir as aeronaves na Índia.

A Mikoyan está oferecendo o seu MiG-29/35 para o Make in India, mas a disputa deverá ficar entre o F-16 e o Gripen E.
A Lockheed propôs um F-16 “remodelado” com base nas necessidades indianas, chamando essa versão do Viper de F-21.
A Saab está oferecendo o seu Gripen E e a companhia sueca garante total transferência de tecnologia para a Índia.

O acordo está sendo considerado como um passo importante no restabelecimento do poderio da IAF, que busca um substituto para sua envelhecida frota de caças MiG-21, MiG-23 e MiG-27.

O Sukhoi Su-30MKI, com mais de 12 esquadrões em serviço, constitui a espinha dorsal da IAF, enquanto os dois esquadrões de Rafale, serão os mais potentes em termos de capacidade na próxima década até a Força Aérea entrar no reino dos caças de 5.ª Geração.


Com informações do jornal The Economic Times

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3 COMENTÁRIOS

  1. Pode transferir tecnologia à vontade.A Índia tem tradição em fabricação de caças sob licença, o exemplo mais novo é o do SU-30MKI – mesmo que na verdade seja um CKD.
    Durante décadas, produziu o simples MIG-21 em várias versão, mas dependeu da atualização russa da MiG, o Mig-21-93 para atualizar sua enorme frota de caças.
    Israel, que nunca produziu um caça MiG sequer (ao contrário, os desmontava durante combates), produziu com sucesso a atualização MiG-21 Lancer, junto aos romenos.

  2. Ulisses Paulino…"os desmontava durante combates"…melhor do dia!

  3. "A Saab está oferecendo o seu Gripen E e a companhia sueca garante total transferência de tecnologia para a Índia."

    Sei………..

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