Caças JF-17 Thunder da Força Aérea do Paquistão.

Paquistão e Malásia estão supostamente envolvidos em negociações preliminares sobre a possível aquisição de um número desconhecido de jatos de combate JF-17 Thunder do Complexo Aeronáutico do Paquistão / Corporação Aeroespacial Chengdu (PAC / CAC), disse um funcionário do PAC a Jane’s durante e exposição de defesa Defense Services Asia (DSA) 2018 em Kuala Lumpur.

“Estamos cientes dos possíveis requisitos na Malásia para aviões de combate com melhores custos operacionais”, disse a autoridade do PAC. “Não houve conversas sérias, mas através de canais de governo a governo, houve o que podemos descrever como conversas de nível primário sobre o programa JF-17.”

A Malásia supostamente expressou interesse no JF-17 em 2015. No entanto, relatos de que a Real Força Aérea da Malásia (RMAF) estava considerando a compra da aeronave foram rapidamente e publicamente negados pelo Ministério da Defesa da Malásia na época.

Inicialmente, a RMAF pretendia adquirir 18 novos jatos de combate para substituir as antigas aeronaves de combate Mig-29 e suplementar sua frota de caças bimotores F/A-18D e Su-30MKM. No entanto, o programa de aquisição foi arquivado devido a restrições orçamentárias em 2017.

Em vez disso, a RMAF tem considerado possíveis caças leves mais baratos com um número de países que já se posicionam para um futuro processo de licitação. Ao lado do JAS-39C/D Gripen da Suécia, do J-10 da China e do Mig-35 da Rússia, o JF-17 provavelmente seria a opção mais barata para a RMAF.

A produção do JF-17 foi dividida em três blocos: bloco I, bloco II e bloco III. A Malásia receberia a variante do Bloco III da aeronave com produção programada para iniciar em 2019. Até o momento foram produzidas 50 aeronaves Bloco I e 50 Bloco II, com mais 12 destas últimas a serem entregues em 2018.

A variante mais avançada do JF-17 contará com várias atualizações em comparação com as versões anteriores, incluindo o radar AESA, que substituirá o antigo radar de banda X KLJ-7 do Nanjing Research Institute of Electronic Technologies (NRIET), um novo radar de controle de armas e um novo sistema de guerra eletrônica, entre outras coisas.

Equipado com um motor turbojato Klimov RD-93 (um derivado RD-33) de fabricação russa, o JF-17 pode atingir uma velocidade máxima de até Mach de 1,6 e tem um alcance operacional de até 1.200 quilômetros sem reabastecer. O caça, com sete pontos fixos pode ser armado com uma variedade de armas, incluindo mísseis ar-ar, ar-superfície e anti-navio.

O que talvez pudesse tornar o JF-17 particularmente atraente para a RMAF é que seu motor também é usado no Mig-29 e para o qual o serviço já possui instalações de reparo e manutenção. Isso reduziria ainda mais o custo operacional geral da nova aeronave para as forças armadas da Malásia que estavam com pouco dinheiro.


Fonte: The Diplomat

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3 COMENTÁRIOS

  1. Este vetor parece ser interessante para países como a Argentina, com poucos recursos e precisando urgentemente de algo que voe e possa engajar outro avião.

  2. Sem surpresas. A Malásia, assim como o Paquistão já estão começando a se enturmar na área de influência chinesa e também russa.

  3. Esse aparelho é interessante para aqueles países que não podem comprar um T-50, que além de ter o mesmo desempenho, pode servir como LIFT.
    Porém, tem sido muito importante para o Paquistão, que deu um salto dos antigos J-7 para um aparelho simples e competente, em um projeto muito bam conduzido com a parceira China.

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