O lançamento do torpedo Mk.46 mod.5 por um helicóptero Seahawk da Marinha Brasileira. (Foto: Roberto Valadares Caiafa / Marinha do Brasil)

A Marinha Brasileira recentemente concluiu o exercício Aspirantex 2017, quando com sucesso realizou o primeiro lançamento de um torpedo MK.46 mod.5 por um helicóptero SH-16 Seahawk (N-3036) do 1º Esquadrão de Helicópteros Anti-Submarino (HS-1).

A missão realizada no exercício de guerra anti-submarina (ASW) no dia 1º de fevereiro utilizou também um helicóptero UH-12 Esquilo N-7087 do 1º Esquadrão de Helicópteros de Emprego Geral (HU-1), que lançou um alvo submarino móvel EMATT (Expendable Mobile ASW Training Target) fabricado pela Lockheed Martin, que simulou um submarino inimigo.

O alvo EMATT, que pode atingir velocidade máxima de 8 nós e operar a uma profundidade de 600 pés (188,2 metros) simulando as assinaturas acústicas e magnéticas de um submarino real, foi lançado pelo UH-12, e posteriormente detectado pelo sonar DS-100 (Helras) do Seahawk. O torpedo MK.46 mod.5 foi então lançado e “destruiu” o alvo.

Em um exercício desse tipo não há a destruição do alvo ou do torpedo, pois o torpedo estava inerte. Após o exercício, tanto o alvo como o torpedo são automaticamente inflados e passam a flutuar aguardando que um equipe especializada resgate-os da água para uma futura reutilização.

Uma aeronave P-95 Bandeirulha da FAB sobrevoa o NTAlteGMotta. (Foto: Roberto Valadares Caiafa / Marinha do Brasil)

A Aspirantex 2017 teve uma duração de 21 dias. O Grupo Tarefa contou com cerca de 2.000 militares, seis navios, um submarino, seis aeronaves da Marinha do Brasil e três aeronaves da Força Aérea Brasileira.

14 COMENTÁRIOS

  1. Deveriam ter soltado no A-12 e acabado de vez com ele, pra ninguém ter a ideia de jerico de voltar com ele na ativa.

    • Baita ideia…
      Já que estamos no Brasil mesmo, enfia um torpedo no NAe e afunda ele assim, sem tirar o que pode ser aproveitado dele, sem fazer limpeza de tanques, etc…
      Solução perfeita!

        • Pra quem defende que o NAe suga recursos e etc e tal… Querer gastar dinheiro preparando para afundá-lo é bem interessante.

          Vender para o pessoal de Alang certamente é a melhor opção.

  2. Com as recentes desativações ( não estou falando só do A-12) fica cada vez mais claro que nossa marinha esta se tornando uma força virtual , que só existe no papel . Uma marinha que opera um só sub e navios de logistica não pode ser considerada marinha , é uma força que no momento só existe no papel .

  3. mas ele e toxico para o meio ambiente por isso os franceses fizeram questão da venda para não gastarem com o desmanche

  4. Legal o fato de serem reutilizáveis, além de ser ecologicamente correto, é bom para o bolso das FAAs.

  5. Legal, o São Paulo debaixo d água vai ser legal para os mergulhadores. Pronto já tem duas funções, servir de alvo e ponto turístico dos mergulhadores.

    • Infelizmente, nem pra isso serve.
      Mas vai ser ótimo para manter a doutrina de desmanche na Índia.

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